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Cuiabá Cidade Verde: REM MT, SEMA e Projeto Verde Novo plantam mudas de árvores em busca de devolver esse título para Capital

 

“Hoje é um dia muito especial. É um dia que marca a parceria entre o Programa REM MT e o Projeto Verde Novo, com o objetivo de reflorestar Cuiabá”, foi assim que a Coordenadora Geral do Programa REM MT, Ligia Nara Vendramin, definiu a ação realizada no último sábado (03.02), no qual iniciou-se o plantio de 2.500 mudas de árvores no entorno da Arena Pantanal.

Essa foi só a primeira de muitas outras ações que serão realizadas ao longo de 5 anos, onde, tem-se por objetivo plantar 300 mil mudas. A parceria entre o REM MT, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do projeto Verde Novo, vem do objetivo em comum das instituições em minimizar os efeitos das mudanças climáticas, especialmente no que se refere às altas temperaturas na Capital e região.

Coordenadora Geral do Programa REM MT, Ligia Nara Vendramin e equipe do projeto Verde Novo

DIMINUIÇÃO DO CALOR

A engenheira florestal e profissional sênior do Subprograma Produção Sustentável do REM MT, Leonora Goes, explicou os benefícios do plantio de árvores. 

“A gente pode se beneficiar das árvores na cidade de várias maneiras, começando pelo sombreamento. Nas áreas urbanas, o calor é absorvido e retido pelo asfalto e concreto. Quando temos as copas das árvores fazendo uma barreira, bloqueamos a exposição direta e isso ajuda a reduzir a temperatura. No processo de fotossíntese, elas também ajudam na absorção de dióxido de carbono (CO2), um gás que contribui para retenção do calor na atmosfera, sem falar que elas também promovem a filtragem do ar, removendo partículas de poeira e outros tipos de poluentes”, explica Leonora. 


Engenheira florestal e profissional sênior do Subprograma Produção Sustentável do REM MT, Leonora Goes

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, enfatizou a importância dessa somatória de esforços em prol da arborização da cidade. “A secretaria está contribuindo com os recursos para a aquisição dessas mudas e também na ação de apoio ao plantio. É uma somatória de esforços que tem como objetivo melhorar a vida do cidadão”, disse a secretária.

Secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, na ação de plantio de mudas na Arena Pantanal

VOLUNTARIADO

O apoio de doadores e voluntários também tem sido importante nesse projeto, que recebeu a previsão de doação de 100 mil mudas para os próximos plantios. Além disso, durante a ação diversos voluntários estiveram presentes, como foi o caso da servidora pública, Camila Padilha Thiel, que levou a família para o plantio.

“Eu trouxe a minha família para estar aqui plantando árvores, porque, eu e as minhas filhas observamos que tem muitas árvores sendo retiradas da nossa Capital e era algo que nos incomodava muito. Quando eu vi essa oportunidade, achei incrível elas poderem retribuir com o meio ambiente, para nós respirarmos melhor, termos sombras e ter essa linda lembrança daqui uns anos da nossa árvore aqui na Arena Pantanal”, contou Camila.

Diversos voluntários participaram da ação

Foram plantadas mudas nativas e frutíferas, como Ipê, Aroeira, Jacarandá, Pata-de-vaca, Acerola, Amora, Tamarindo, entre outras espécies.  O Projeto Verde Novo nasceu de um Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), os municípios de Cuiabá e Várzea Grande e o Instituto Ação Verde. 

Para participar das próximas ações de plantio, basta clicar aqui e ficar ligado nas nossas redes sociais. 

REM MT 

O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento. O REM MT beneficia aqueles que contribuem com ações de conservação da floresta, como os agricultores familiares, as comunidades tradicionais e os povos indígenas, e fomenta iniciativas que estimulam a agricultura de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir as emissões de CO2 no planeta. 

O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). 



Por Priscila Soares (REM-MT)




“Para quem vive na floresta ou vive da floresta, houve uma mudança muito forte”, avalia coordenador sobre atuação do REM MT no norte do estado

“Para quem vive na floresta ou vive da floresta, houve uma mudança muito forte, muito importante nos últimos anos com o apoio do Programa REM MT. Isso eu posso falar porque eu vivo diariamente, eu acompanho isso há mais de 30 anos”, avaliou o engenheiro agrônomo e coordenador do projeto Man Gap, Paulo Nunes, durante entrevista ao programa Show da Manhã, da Rádio Metrópole FM, em Cuiabá.

Desenvolvido pela Associação do Povo Indígena Zoró Pangyjej – APIZ, o projeto Man Gap vem realizando atividades que promovem o desenvolvimento sustentável e fortalecem a economia nos territórios indígenas dos Povos Zoró, Apiaká, Kayabi e Munduruku em Mato Grosso. O projeto conta com apoio do Programa REM  MT.

Paulo Nunes explica como funciona o programa, que tem por objetivo fortalecer povos e comunidades tradicionais, assim como a manutenção da floresta em pé.

“O REM MT é um programa do governo do estado que recebe recursos da cooperação internacional, de governos como Alemanha e Reino Unido, e tem como objetivo principal premiar e oferecer ajuda ou apoio às comunidades e organizações que apoiam comunidades de agricultores familiares, povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas, que estão desempenhando um papel muito importante na situação atual que estamos vivendo, que diz respeito à conservação de áreas de floresta. Então, esses povos ajudam a proteger esses territórios, porque a base da cultura e história desses povos é justamente o principal meio de vida que é a floresta”, explica sobre a atuação do REM MT.

Há 30 anos trabalhando na região de floresta do estado, Paulo avalia que mudanças importantes ocorreram após o REM MT começar a atuar no local, apoiando projetos que estimulam a cadeia de valor da sociobiodiversidade.

 

O Projeto Man Gap, por exemplo, trabalha com a castanha da Amazônia – Man Gap, da língua tupi mondé, remete ao nome do fruto da castanheira.

“É um tempo novo. Eu acompanho esse trabalho há mais de 30 anos nessa região de floresta aqui de Mato Grosso e os avanços que nós observamos depois do início desse programa REM MT são significativos na área de conservação de florestas”, disse.

No entanto, ele também pontua que há desafios para serem enfrentados, mas há uma perspectiva otimista.

“O governo ainda tem um trabalho grande para ser feito, porque você tem vários problemas aí com relação à regularização de áreas, grilagem de terra, áreas que são desmatadas sem documentação, sem licença, tem muita coisa para ser corrigida. Mas, em termos do que está acontecendo, para quem vive na floresta ou vive da floresta, houve uma mudança muito forte”, cita. 

Assista a entrevista completa aqui.

Seminário promovido pelo REM MT fomenta troca de experiências entre órgãos ambientais e profissionais da fiscalização

Representantes das Secretarias de Meio Ambiente de Mato Grosso, do Pará, IBAMA e Ministério do Meio Ambiente, bem como profissionais da área de fiscalização ambiental se reuniram no Seminário "Políticas Públicas Inovadoras, Comando e Controle e Mudanças Climáticas" para compartilhar experiências, discutir estratégias e promover ações conjuntas em prol do meio ambiente.

O seminário, que aconteceu no Hotel Delmond, em Cuiabá, nos dias 10 e 11 de outubro, foi uma iniciativa inovadora promovida pelo Programa REM MT. A coordenadora do Subprograma Fortalecimento Institucional e Políticas Públicas Estruturantes (Fippe), Francieli Nascimento, cita que a troca de experiências em casos de sucesso no combate ao desmatamento ilegal fortalece o avanço do estado de Mato Grosso para confrontar ilícitos ambientais.

“Mato Grosso tem bons resultados no combate à fiscalização, nós alcançamos uma redução de 13%, conforme o último Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), mas o desafio ainda é muito grande. Precisamos evoluir muito! E pra isso a gente traça novas estratégias, para ter novos resultados. E a experiência de casos de sucesso de outros órgãos fora de Mato Grosso são inspirações a serem adotados por aqui também”, pontua a coordenadora.

Há 29 anos como servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), Suely da Costa Campos comenta que o seminário foi um dos mais importantes que já participou, pois acredita ser essencial a troca de boas práticas para a conservação da biodiversidade e o combate às mudanças climáticas.

“Levar nossa experiência e trazer experiência de outros, isso aprimora os trabalhos que desenvolvemos dentro da secretaria e aprimora também a de outras que vem até aqui. Essa troca de informação é fundamental para melhoria da ação mais efetiva dos trabalhos que nós desenvolvemos, porque quanto mais compartilharmos as experiências, mais soluções nós podemos resolver em conjunto”, cita Suely.

Profissionais do Acre participaram do seminário (Foto: REM MT)

A analista destaca ainda que o trabalho em equipe só ajuda a fortalecer o combate aos crimes ambientais.

“Acredito muito no coletivo, acredito que o coletivo pode ter novas perspectivas diante de um determinado problema e apresentar soluções para ele. Ter mais pessoas pensando, sempre é melhor. Então, na questão não só de democratizar informação, mas também a participação, me parece muito importante, tenho que parabenizar o REM por ter tido a ideia e o êxito na apresentação desse seminário”, comenta Suely.

Laurienne participou como ouvinte e também palestrante no evento (Foto: REM MT)

Por sua vez, a analista ambiental da Sema, Laurienne Borges, relata que as apresentações do IBAMA foram esclarecedoras. “Achei o evento muito positivo, as palestras excelentes, tivemos oportunidade de ver coisas diferentes, como, por exemplo, a metodologia de tratamento de dados do pessoal do IBAMA e os casos de sucesso de fiscalização onde ocorre o embargo e remoção de gado, que são situações onde o Estado de Mato Grosso está buscando se aprimorar”, disse.

Ela reforça que participar do seminário é primordial para aprimorar técnicas e adquirir mais conhecimento.

“Um evento como esse é muito importante pra gente aprimorar ainda mais nosso trabalho, tanto da perspectiva operacional, técnica, quanto de metodologias de trabalho. Através das experiências vividas pelos colegas do Pará, do Acre, do Ibama, os casos de sucesso se transformam numa referência de aprimorar o trabalho de fiscalização do Estado”, relatou.

Para proteger territórios indígenas e povos, REM MT realiza oficina sobre Consulta Livre Prévia e Informada


Foto: REM MT

À primeira vista, grandes empreendimentos como uma estrada ou hidrelétrica provocam uma sensação de progresso. No entanto, ao se debruçar sobre a sua implementação, observa-se que existem empreendimentos que impactam diretamente os povos indígenas, trazendo transformações permanentes aos seus territórios e modos de vida.

Por isso, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT estabeleceu a garantia da elaboração dos Protocolos de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) pelos povos indígenas, salvaguardando o entendimento sobre programas, projetos e ações que possam vir a impactá-los. 

O Programa REM-MT, por meio do subprograma Territórios Indígenas (STI), realizou a Oficina de Orientação sobre Consulta Livre, Prévia e Informada e Protocolos de Consulta para Povos e Terras Indígenas de Mato Grosso, nos dias 28 e 29 de novembro de 2023, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

Ao todo, 35 lideranças indígenas, das regionais do Xingu, Cerrado-Pantanal, Noroeste, Vale do Guaporé, Xavante, Médio-Araguaia e Kaiapó Norte participaram da programação.

O protocolo de consulta  é um instrumento reconhecido internacionalmente, que exige que governos e empresas, envolvam os povos indígenas no diálogo prévio à emissão de qualquer licença,  para tomada de  decisões que possam impactar seus territórios, seus recursos naturais e seus modos de vida. Este princípio respeita a autonomia das comunidades indígenas e reconhece seu direito inalienável à autodeterminação.

AMEAÇA AOS TERRITÓRIOS

Poluição dos rios, morte dos peixes, desmatamento, redução da caça e facilitação de invasão de território. Esses são apenas alguns dos problemas que os indígenas enfrentam quando programas e ou projetos , como estradas, hidrelétricas, lavouras e outros, se aproximam de seus territórios, cita o cacique Teijolori Iny.


Cacique Teijolori Iny - Foto: REM MT

“Quando acontece um empreendimento, assim no entorno do território, ameaça um monte de coisa, como o peixe, a poluição do rio,  o desmatamento e a facilitação da invasão no território. A MT-100, de 2012, está prevista pra 2024. É uma grande ameaça a nossa cultura. Indiretamente vai atingir o rio, que a gente utiliza pra pescar e a floresta que a gente utiliza pra caçar”, detalha o cacique.

Por sua vez, a vice-presidente da Organização de Mulheres Indígenas de Mato Grosso Takiná, Dilma Maria Mani, conta que sua comunidade também está preocupada com diversos projetos.


Vice-presidente da Organização de Mulheres Indígenas de Mato Grosso Takiná, Dilma Maria Mani - Foto: REM MT

“A gente vem sofrendo essas ameaças de grandes hidrelétricas, ferrovia, estrada e grandes lavouras ao redor do nosso território  (Apiaká-Kayabi) e que vem nos preocupando  esses empreendimentos”, relata Dilma, sobre a comunidade em que vive.

IMPORTÂNCIA DA CLPI

A importância de que cada território discuta e elabore os seus Protocolos de Consulta está profundamente enraizada na proteção desses territórios e na preservação de suas culturas únicas. Muitas vezes, as decisões sobre projetos de desenvolvimento, exploração de recursos naturais e políticas territoriais têm impactos diretos nas comunidades indígenas.

A profissional sênior do Subprograma de Territórios Indígenas do REM MT, Paula Vanucci, explica que a CLPI serve como uma salvaguarda essencial para garantir que essas comunidades sejam respeitadas como partes interessadas e vitais nos processos que afetam diretamente sua existência.


Profissional sênior do Subprograma de Territórios Indígenas do REM MT, Paula Vanucci

“O protocolo de consulta, livre, prévia e informada, conhecido como CLPI, é um direito constitutivo desses povos, que garante a proteção territorial a impactos advindos de outros agentes externos, privados ou públicos, de empreendimentos, programas e/ou projetos que podem vir a impactar os territórios. Se chama consulta livre, porque está muito atrelada ao entendimento do consentimento que esses povos devam dar sobre a proposta apresentada. As comunidades têm que estar sabendo o que de fato as impactará com determinado empreendimento proposto. Então, a consulta é o consentimento, livre porque eles têm que estar plenamente dispostos e sem nenhuma coerção sobre a aplicação daquele empreendimento em seus territórios, prévia, por que essa consulta tem de anteceder a qualquer licença ou autorização,  e informada porque tudo que está proposto deverá ser minuciosamente apresentado a essas populações ”, pontua Paula.

Com participação ativa no fortalecimento e proteção dos povos indígenas, o REM MT teve o compromisso de realizar a oficina para informar os direitos dos indígenas. 

“Esse é apenas um dos passos a ser constituído pelo REM, através do subprograma de Territórios Indígenas, que tem por propósito, na sua segunda fase, fortalecer também a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas, a PNGATI, instituida desde 2012. O propósito é que a gente fortaleça esses instrumentos e mecanismos garantindo e instrumentalizando os povos indígenas na defesa de seus interesses constituídos”, conclui Paula.

A partir de oficina promovida pelo REM MT, bolsista faz estudo sobre mapeamento da cadeia de valor do cumbaru

Importante fruto do Cerrado, o cumbaru tem potencial ecológico e econômico (Foto: Reprodução)

Cumbaru, baru, cumaru, ou paru. Não importa como você já ouviu chamar essa árvore do Cerrado: o interessante é entender como seu importante fruto é trabalhado fortalecendo a cadeia de valor da sociobiodiversidade. Pensando nisso, a mestranda e bolsista Cátedra do Instituto Escolhas, Graciele Sbízero, escreveu o artigo “Mapeamento da cadeia de Valor do Cumbaru na baixada cuiabana: uma ação de fortalecimento e desenvolvimento endógeno”.

 

Aluna do mestrado no Programa de Pós-graduação em Economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Graciele participou da Oficina de Mapeamento da Cadeia de Valor, promovida pelo Programa REM MT, em 2022. Foi por meio da oficina que ela teve a ideia de realizar o estudo, uma vez que já desenvolvia pesquisa sobre a cadeia de valor do cumbaru nos municípios de Nossa Senhora do Livramento e Poconé. 

 

Segundo Graciele conta, fomentar o desenvolvimento sustentável das cadeias de valor da sociobiodiversidade no cerrado é contribuir positivamente na conservação e também possibilitar novas oportunidades para o fortalecimento e desenvolvimento local. 

 

Através do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT), o REM MT já investiu aproximadamente R$ 2,5 milhões em projetos voltados para a valorização do cumbaru mato-grossense. 

 

CUMBARU E SEUS USOS

 

Um dos destaques do uso do cumbaru é o seu notável valor culinário e nutricional. A 'castanha do Cerrado' ostenta propriedades medicinais de considerável importância. Em algumas comunidades, é empregada com a finalidade de aliviar os sintomas do reumatismo e regular o ciclo menstrual, embora careça de validação científica. 

 

Contudo, sua reputação mais amplamente difundida, transcendendo fronteiras regionais, recai indubitavelmente sobre sua suposta qualidade afrodisíaca. E, por isso, é chamado vulgarmente de "viagra do cerrado". Talvez essa associação decorra de sua semelhança de sabor com o amendoim, já que ambos pertencem à ilustre família das leguminosas. O que é incontestável, no entanto, é a capacidade revigorante do baru, impulsionada por suas notáveis propriedades nutricionais.

 

“Essa mesma árvore possui um fruto de casca dura que em seu interior contém uma castanha de alto teor nutritivo considerada um superalimento e que vem ganhando destaque no mercado nacional e internacional.  O principal produtor e exportador de cumbaru é o Brasil, que vende para fora cerca de 25% das suas amêndoas, tendo como principais estados produtores Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso”, demonstra Graciele. 

 

Além disso, por possuir uma madeira de alta durabilidade e resistência, o cumbaru também é muito utilizado na construção civil, para produção de cercas e mourões. A alta demanda, entretanto, tornou a espécie alvo do processo de desmatamento, colocando-a em risco de extinção, alerta Graciele.

 

Graciele é mestranda do Programa de Pós-graduação em Economia. Após participar de oficina do REM MT, teve a ideia de escrever o artigo (Foto: Reprodução)

 

“A árvore do cumbaru está em risco de extinção, devido ao processo de exploração e a intensificação da atividade agrícola e o intenso processo de desmatamento, que tem sido um dos grandes desafios na conservação da biodiversidade na busca de um desenvolvimento sustentável no Cerrado”, relata. 

 

A IMPORTÂNCIA DE PRESERVAR

 

O cumbaru é considerado uma árvore de grande potencial ecológico para o Cerrado, principalmente por exercer um importante papel na ciclagem de nutrientes. A árvore conta com os morcegos como principal dispersor; e, ainda, fornece néctar a várias espécies de abelhas sem ferrão.

Unindo sua capacidade ecológica, produtiva e econômica, o cumbaru também se torna um importante ator no combate ao desmatamento ilegal, pela manutenção da floresta em pé, bem viver dos povos e comunidades tradicionais que dependem da sua produção.

 

Graciele e um pé de cumbaru (Foto: Reprodução)

 

“O cumbaru se apresenta como uma grande estratégia de prevenção ao desmatamento, passando de um processo de exploração baseado no extrativismo de aniquilamento para o extrativismo de coleta com possibilidade de gerar rendas a agricultores familiares e populações tradicionais e ainda garantir a permanência dessas populações em seus territórios”, explica. 

 

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Mapa de Atuação

400

PROJETOS

R$30.000,00

VALOR

100.000

RESULTADOS
Para ver essa demo em ação clique aqui

Projetos AFPCTS

Projetos TI

Projetos PIMS

Projetos FIPPE

14.000

Famílias beneficiadas diretamente

22

Povos beneficiados pelo REM MT nas 7 regionais

52.250

Hectares sob manejo de baixo carbono

R$200 milhoes

Em investimentos privados anuais para produção sustentável de baixo carbono

8.940.000 tCO2e

É a nossa meta em reduções de emissões oriundas de desmatamento remuneradas