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6 investimentos do Programa REM MT que apoiam o protagonismo indígena

(Foto: Christiano Antonucci Secom-MT)

Os povos indígenas em Mato Grosso têm uma história rica e resiliente, mas enfrentam desafios significativos, desde a preservação de suas terras até a promoção de suas tradições culturais. A importância dos investimentos em projetos que incentivam o protagonismo indígena não pode ser subestimada, pois eles não apenas fortalecem as comunidades locais, mas também contribuem para a preservação da diversidade cultural e ambiental da região. E por meio do subprograma Territórios Indígenas, o Programa REM MT emerge como uma resposta concreta a esses desafios. 

Financiado por recursos internacionais, o programa tem como objetivo central o desenvolvimento sustentável e a redução das emissões de gases de efeito estufa. No entanto, sua abordagem diferenciada reconhece a importância de envolver as comunidades indígenas como protagonistas em seus próprios destinos. Para você conhecer um pouco mais sobre como isto é feito, elencamos 6 investimentos feitos pelo REM MT que apoiam o protagonismo indígena. Veja:

 

1. Apoio à Fepoimt

Há 20 anos, a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) trabalha na representação e defesa dos direitos dos povos originários mato-grossenses. Para que os indígenas conquistem cada vez mais autonomia, o Programa REM MT apoia a entidade desde 2018, fortalecendo as mais de 40 mil pessoas que vivem nos territórios indígenas do estado.

Diversos recursos do REM MT já foram investidos na Fepoimt, desde custeamento para estruturas de assembleias gerais, até patrocinar a ida de membros da federação na COP. A última assembleia, por exemplo, teve investimento de R$ 699 mil.

 

2. Capacitação de indígenas para construir e instalar placas solares em aldeias

Capacitações e oficinas também são realizadas pelo REM MT, pensando principalmente na profissionalização e autonomia dos indígenas. O projeto do Instituto I9Sol vai iluminar a autonomia e bem viver de 5 povos indígenas de Mato Grosso. 

Por meio do Projeto Escola Oficina Solar, 30 lideranças indígenas vão aprender a instalar e fazer a manutenção de placas solares, que vão beneficiar diretamente suas terras. 

Presidente do Instituto Yukamaniru de Apoio às Mulheres Indígenas Bakairi, Darlene Taukane aponta que o curso surgiu para atender a enorme necessidade e reivindicação de povos indígenas pelo acesso básico à rede de distribuição de energia.

Dificuldades de comunicação e falta de saneamento básico são as principais queixas dos povos. Ao todo, o REM MT contribuiu com R$949.610,00 para todo o projeto, que inclui a qualificação, logística e instalação dos equipamentos.

 

3. Oficina de Comunicação e Mídias Sociais para mulheres indígenas

Ainda falando de oficinas, mulheres de 19 etnias e de todas as idades participaram da Oficina de Comunicação e Mídias Sociais para Mulheres Indígenas, promovida pelo Programa REM MT, em agosto do ano passado. A partir de conceitos sobre edição de fotos e vídeos, engajamento, gestão de redes sociais e confecção de entrevistas, as participantes tornaram-se protagonistas de suas próprias histórias, para empoderar e fortalecer suas comunidades por meio da internet. 

A oficina foi pensada para promover a geração de conteúdo sobre o cotidiano de mulheres indígenas e suas comunidades, cultura e luta pelos direitos indígenas.  

 

4. Acesso às imagens por satélite dos territórios

Outra ação que fortalece os povos indígenas como guardiões das florestas mato-grossenses é o acesso deles à plataforma de monitoramento por satélite Planet. Adquirido inicialmente pelo Programa REM MT e hoje absorvido pelo Estado, o serviço auxilia no controle e prevenção do desmatamento e dos focos de incêndio nas comunidades. 

A plataforma Planet produz imagens diárias de alta resolução, por meio de uma constelação de satélites e cujo serviço foi adquirido por meio do Programa REM MT em 2019, para atuar no controle e combate ao desmatamento ilegal, em toda a extensão de Mato Grosso.

Em 2021, segundo dados da organização Global Forest Watch, Mato Grosso foi o estado mais afetado com queimadas ilegais em territórios indígenas. O campeão de queimadas – com 10.502 registros de focos de incêndio – é a TI Parque do Xingu, em Mato Grosso, que abriga 16 etnias em 500 aldeias.

 

5. Uso de tecnologias para proteção dos territórios 

Na vastidão da região do Xingu, 16 povos indígenas têm desempenhado um papel crucial na preservação não apenas de suas culturas, mas também da biodiversidade de seu território. Para proteger o território de atividades ilegais de invasores, eles precisam contar com tecnologias para auxiliar na vigilância. Considerando isso, o Programa REM MT apoiou a compra de equipamentos, como: drone, gerador e rádio para otimizar o monitoramento.

No baixo Xingu, duas etnias – Kawaiweté e Yudjá – já fazem a vigilância da região de forma autônoma. Entretanto, o local tem vários braços de rios, que desaguam no Rio Xingu. E são nesses pontos que invasores procuram passar para adentrar nos territórios, praticando pesca, caça e extração de madeira ilegal.

 

6. Brigadas de incêndio indígenas

 

Preocupados com os focos de calor em terras indígenas mato-grossenses e se antecipando ao período de seca – em que os incêndios florestais aumentam -, o Programa REM MT, por meio do Subprograma Territórios Indígenas, realizou a entrega de mais de mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para as brigadas indígenas.

Os EPIs foram distribuídos pelo REM MT ao Batalhão de Emergências Ambientais (BEA-MT). Os itens são compostos por fardamento completo, mochilas de hidratação, balaclava, coturnos, luvas, capacetes, redes e barracas.

Os pedidos atendem as 43 etnias que moram em Mato Grosso, por meio das regionais: Cerrado/Pantanal, Kayapó Norte, Médio Araguaia, Noroeste, Xavante, Vale do Guaporé e Xingu.

Para saber mais sobre como o REM MT tem apoiado os povos indígenas, clique aqui.