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 Eventos online contará com mais de 20 horas de capacitação com palestrantes que são referências nacional no tema

Marcio Camilo / Comunicação REM MT

Questões práticas para integrar florestas, pastagens e lavouras. Esses são alguns dos assuntos que serão abordados na capacitação sobre "Produção Leiteira para Técnicos da Empaer e Parceiros". O evento, totalmente online, começa na próxima segunda-feira (10 de maio) e se estenderá até 21 de maio.

Ao todo serão duas semanas de capacitação em pecuária leiteira que contará com 10 módulos e mais de 20 horas de palestras. Os módulos contarão com os seguintes conteúdos: histórico da pecuária leiteira; diagnóstico das propriedades; análise do ciclo de carbono; diagnóstico de áreas degradas; arborização; conservação de solo e água; planejamento de forragens; planejamento de ILPF e IPF, e alimentação na seca para os bovinos leiteiros.

Já a segunda semana de capacitação contará com os conteúdos: planejar e manejar ordenha; tanque de resfriamento com foco na qualidade do leite; mineralização de bovinos leiteiros; manejos e prevenções de doenças de bovinos leiteiros; e gestão de propriedades leiteiras.

Para o treinamento, o REM MT disponibilizou até 500 vagas aos técnicos da EMPAER e técnicos parceiros. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas via formulário no seguinte link: https://forms.gle/gUYtmWooE9WgRA3W7

A capacitação é promovida pelo Subprograma de Agricultura Familiar, Povos e Comunidades Tradicionais do REM MT. Na ocasião, técnicos parceiros e extensionistas da Empaer-MT [Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural] terão oportunidade de aprender sobre o que há de mais novo de técnicas para orientar os agricultores familiares. Para capacitação, foram contratados 10 palestrantes que são referências nacional em produção sustentável de pecuária leiteira.

Marcos Balbino, coordenador do Subprograma de Agricultura Familiar, Povos e Comunidades Tradicionais do REM MT, explica que a capacitação foi pensada no sentido de aliar teoria e prática.

"A gente prezou conteúdos que levam a prática. Por exemplo, o técnico chega no sítio, avalia a realidade do lugar, e, a partir da capacitação, tem a noção exata de como vai aplicar as técnicas na propriedade, em como ele vai encaixar as tecnologias".

Balbino cita, por exemplo, a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) - sistema que será abordado em um dos módulos da capacitação. "É uma tecnologia mais sustentável. Na capacitação, o palestrante não vai só explanar o que é IPLF. Ele vai mostrar como que o técnico entra dentro da propriedade e aplica o sistema".

Balbino destaca que a produção de metano dos bovinos é um tipo de gás que impacta quatro vezes mais na atmosfera do que o CO2, por exemplo. Por isso, conforme ele, é crucial que o técnico saiba fazer uma simulação de balanço de carbono nas propriedades. Trata-se de um dos assuntos que também será abordado pelos palestrantes.

"A capacitação dará condições para o técnico olhar para a propriedade e saber o que está emitindo gás carbônico e o que está capturando. Isso é o que a gente chama de balanço de carbono. A pastagem captura o carbono, a floresta captura carbono... quanto mais ele [técnico] aumentar a eficiência dos pastos, das forrageiras, das florestas, em captar o carbono, ele anula esse efeito negativo que o bovino tem de emitir o metano na atmosfera", detalhou Balbino, que também é técnico extensionista da Empaer-MT.

Balbino ressaltou que a capacitação segue uma tradição de cursos oferecidos pela Embrapa e Seaf [Secretaria de Estado de Agricultura Familiar], que ao longo de uma década oferecem inovações técnicas aos extensionistas e técnicos parceiros para aplicarem junto aos produtores rurais. “Ela [capacitação] vem com essa pegada: de somar com o conhecimento que já foi disseminado ao longo desses anos”, reforçou.

Confira a programa completa AQUI

Recursos fazem parte do edital de "Chamada 03" do Programa REM MT e irão potencializar a produção dessas famílias, gerando emprego e renda ao campo de maneira moderna e sustentável

Por Marcio Camilo/REM MT

Mesmo diante de toda adversidade imposta pela pandemia do novo coronavírus no ano passado, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e o Programa REM Mato Grosso, projeto que premia países e estados pioneiros no combate ao desmatamento na Amazônia, não deixaram de atuar para garantir a geração de emprego e renda às famílias do campo. Juntas, as duas instituições agiram para garantir o aporte de R$ 32 milhões, com o propósito de beneficiar diretamente a produção de cinco mil famílias de 60 municípios mato-grossenses, ainda neste ano. Os recursos financeiros, provenientes de projetos do subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT, irão beneficiar também outras 3.440 famílias, por meio dos diagnósticos técnicos que visam melhorar a produção desses pequenos agricultores.


Unidade de Referência Tecnológica em Juara-MT. Foto: Igor Murilo

Ao todo, são 22 propostas já estão em execução e dentre elas está o projeto “Muxirum Quilombola”, da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acor Quirim), no município de Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá). Por lá, o Programa REM MT está investindo mais de R$ 1,6 milhões na produção de agricultura dessas famílias quilombolas, que também recebem toda assistência no trato com a terra dos técnicos da Empaer.

Também houve o investimento de R$ 9,5 milhões em sete projetos com foco em fruticultura e cultivos perenes. As produções são focadas em sistemas diversificados, aliados à tecnologia de baixo carbono. São iniciativas que estão diretamente alinhadas com a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) - firmada em Paris, pelo Governo do Estado durante a Convenção do Clima (COP 2, em dezembro de 2015.

A cooperação entre Seaf e o programa REM MT conta ainda com a participação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que tem sido fundamental para que diferentes projetos sócio-produtivos começassem a chegar na ponta.

No âmbito da Empaer, houve a definição de 20 Unidades de Referência Técnica (URT's) em propriedades de 40 hectares atendidas pela Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural]. As URT’s estarão nas atividades “leiteira”, “citros” e “banana”. Uma que já está sendo implementada é a do produtor de banana, José Borges, que mora na cidade de Carlinda (760 km de Cuiabá), no norte do Estado. Lá, o trabalho de diagnóstico está ajudando o produtor a dobrar sua produção e o melhor de tudo: de maneira sustentável

Às unidades estão situadas nos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Matupá, Nova Canaã, Nova Guarita, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Poconé, Poxoréu, Castanheira, Colniza, Juara, Juína e Juruena.

Outra importante frente de trabalho são os diagnósticos da Ater aos agricultores familiares, que ganharam um reforço importante a partir da parceria com o Programa REM MT. Na prática, os diagnósticos - promovidos pelos técnicos da Empaer -  orientam as famílias para uma produção rural que seja moderna, rentável e que ao mesmo tempo não agrida o meio ambiente. 

Das 8.440 famílias, 3.440 foram selecionadas para diagnósticos da Ater, sendo que 2.429 já receberam a visita dos técnicos. Só no território do Portal da Amazônia, somam-se 743 diagnósticos. O trabalho também é feito no território do Noroeste (regional de Juína) - um dos locais do estado mais pressionados pelo desmatamento. Por lá, 436 diagnósticos já foram realizados.  

Confira em detalhes às ações da SEAF em parceria com o Programa REM MT AQUI.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (REDD Early Movers, em inglês) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais. 

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/


Unidade de Referência Tecnológica Distrito do Aguaçu. Foto: Tânia Mara


Unidade de Referência Tecnológica em Colíder. Foto: Cleverson Sergio Braz 


Chácara do produtor rural José Borges  é Unidade de Referência Tecnológica no município de Carlinda-MT. Foto: Fatima de Oliveira

O Programa REM Mato Grosso, a partir de uma sugestão da direção da Empaer, contratou a Associação de Profissionais de Pecuária Sustentável que irá trazer aos extensionistas às últimas novidades tecnológicas para a  produção de pecuária de corte


Por Marcio Camilo

Assessoria REM MT 

O Subprograma de Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do REM Mato Grosso irá oferecer, a partir do próximo dia 22 de fevereiro, a capacitação sobre “Produção de Pecuária de Corte” aos técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT). Para ministrar o curso, o REM contratou a Associação de Profissionais de Pecuária Sustentável (APPS). Trata-se de uma das mais renomadas entidades do país quando o assunto envolve tecnologias sustentáveis para a produção animal.

A capacitação foi uma necessidade identificada pela diretoria da Empaer,  pois entende que se trata de excelente oportunidade para os extensionistas se atualizarem sobre as últimas novidades tecnológicas para a pecuária de corte. “É uma forma dos técnicos da Empaer aperfeiçoarem ainda mais seus trabalhos junto aos produtores rurais”, destaca Daniela Correia de Melo, coordenadora do PIMS.


Foto: Secom-MT


Ela detalha que o curso será denso, com nove módulos, cada um com duração de mais de duas horas. Ao todo, os técnicos da Empaer farão uma grande imersão de oito dias - de 22 de fevereiro a 4 de março - em temas como: O que caracteriza uma pastagem degradada?; Mineralização de Bovinos; Controle de pragas das pastagens;  Manejo do primeiro corte, entre outros assuntos
(veja programação completa ao final da matéria).

A APPS- que irá ministrar o curso - é uma associação composta por técnicos de renomadas empresas de consultoria, por pesquisadores de universidades e entidades de pesquisa. Esses profissionais atuam desde 2009 em projetos de produção sustentável em Mato Grosso, junto a Acrimat e reúnem as mais atuantes consultorias do país, além de instituições de pesquisa como a Embrapa, o Instituto de Zootecnia e a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ/USP).

O curso será 100% online e a plataforma virtual de reunião (Zoom) terá capacidade de suportar até 500 participantes. As inscrições estão sendo feitas num formulário do google docs que pode ser acessado AQUI 

Confira a programação completa do curso AQUI

Mais dúvidas a respeito da capacitação podem ser esclarecidas no setor de Coordenadoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Coater), pelo telefone: 3613-1735 

Sobre o Subprograma PIMS

O Subprograma PIMS é o braço do REM MT que atua nas cadeias produtivas que, historicamente, mais impactam as áreas naturais de Mato Grosso: a pecuária extensiva, a soja e a extração florestal.

Um dos principais objetivos do subprograma é envolver cada vez mais essas cadeias dentro de uma lógica de produção sustentável, conectando esses produtores de carne, soja e madeira a mercados também comprometidos com a preservação florestal. Leia mais sobre o PIMS AQUI 

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD + (Early Movers) a nível estadual, subnacional ou nacional, pretendendo fomentar o desenvolvimento sustentável, e gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD+ seja operacional. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono.

O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS).

Os recursos do Programa estão distribuídos da seguinte maneira: 60% para os subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados. Os demais 40% são destinados ao fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes.