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Mariana

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Às margens do imponente Rio Araguaia, mais especificamente na região de Cocalinho (a 850 km de Cuiabá), existe a Comunidade Ribeirinhos do Araguaia, que estava disposta a trabalhar as culturas da pecuária e do extrativismo em sinergia com a conservação ambiental. Entretanto, para isso, era preciso contar com apoio de insumos, técnicas e recursos que não estavam disponíveis. Foi aí que a comunidade teve a ideia de se aliar ao Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (CEDAC). Apoiado pelo Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros), o CEDAC busca fortalecer as cadeias socioprodutivas em rede no interior do estado, com o uso sustentável da terra e com a conservação do Cerrado.


Comunidade Ribeirinhos do Araguaia procura projeto apoiado pelo REM para desenvolver o agroextrativismo sustentável na região do Vale do Araguaia. Crédito: CEDAC

 

E nesta quarta-feira (24 de novembro), data em que se comemora o Dia do Rio, nada mais apropriado do que mencionar os Ribeirinhos do Araguaia, cujos costumes estão diretamente ligados ao rio, neste caso, ao Araguaia.

Alessandra Karla da Silva, coordenadora geral do CEDAC, detalha que essa integração de culturas se dará por meio da plantação de mudas de Baru e Jatobá, pois além de gerar mais economia aos ribeirinhos - por meio da comercialização de seus frutos - também irá garantir a manutenção das pastagens.

“O extrativismo entra como atividade complementar. Para isso, eles já fizeram uma capacitação sobre como manejar essas espécies [Baru e Jatobá] de maneira sustentável”, destaca Alessandra.


Crédito: CEDAC

João Paulo Franco dos Santos, técnico de campo do CEDAC, ressalta que o Rio Araguaia é de vital importância para a sobrevivência da comunidade e que o projeto pode ajudar na mitigação dos impactos ambientais que ocorrem na região.

“É do rio que essas famílias tiram o sustento. Além da pecuária, elas também vivem da pesca e do turismo. Então, buscar ações para preservá-lo é extremamente importante para a comunidade, bem como para o equilíbrio ambiental da região. Inclusive, as famílias ribeirinhas já notaram que o nível do rio está mais baixo, graças ao assoreamento causado pela agricultura extensiva”, defende Paulo, que é engenheiro agrônomo e trabalha diretamente com os Ribeirinhos do Araguaia.

Do plantio à venda

Para além da capacitação da comunidade em práticas sustentáveis, o projeto também prevê fases de certificação de produtos agroecológicos e a venda dos mesmos para diferentes compradores, em níveis regional, nacional e internacional.

“A Comunidade Ribeirinhos do Araguaia tem muito potencial para a produção de produtos sustentáveis, porém pouco acesso ao comércio. Por isso, o objetivo do nosso projeto também é dar vazão a esses produtos do agroextrativismo, na medida em que as famílias são capacitadas e inseridas numa grande rede de comercialização coletiva”, explica Alessandra.

 


Roda de conversa com a Comunidade Ribeirinhos do Araguaia para esclarecer os detalhes do projeto. Crédito: CEDAC

 

Ela acrescenta ainda que o objetivo final é que os Ribeirinhos do Araguaia sejam inseridos na CoopCerrado [Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros, Assentados e Guias Turísticos do Cerrado], que há quase duas década comercializa mais de 100 produtos oriundos do Cerrado de maneira orgânica e sustententável.

Mais detalhes do projeto

Além dos Ribeirinhos do Araguaia, o projeto do CEDAC irá beneficiar mais de 150 famílias da região Nordeste de Mato Grosso, com assistência técnica para o agroextrativismo sustentável, agroecológico e orgânico. Esse projeto foi contemplado em meados de 2020 pelo edital de financiamento de projetos do Programa REM Mato Grosso, dentro do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs/REM MT).

 

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Crédito: CEDAC

 

Investimentos

O Programa REM MT investe cerca de R$ 1,5 milhão no setor de agroextrativismo do CEDAC. Por conta da pandemia, que suspendeu boa parte das atividades de campo, o projeto só começou a ser implantado efetivamente a partir de janeiro deste ano. O REM MT é uma premiação financeira que o Estado recebeu dos governos da Alemanha e do Reino Unido pelos bons resultados no combate ao desmatamento florestal.

 

Por Marcio Camilo

 

Crédito capa: GCom-MT / Foto: Chico Valdiner

O REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros) ganhou projeção internacional durante a Conferência Mundial do Clima (COP-26) realizada na semana passada. Autoridades ambientais de diferentes países elogiaram os resultados do programa, que tem ajudado Mato Grosso no combate ao desmatamento, na produção sustentável e na redução das emissões de gases de efeito estufa (gee) que superaquece o planeta. 

Fernando Sampaio, diretor da estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), ressalta que a comunidade internacional ficou ciente de que o Estado possui um mecanismo de REDD+ [Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal] robusto. Isso, conforme Sampaio, dá segurança aos investidores internacionais pagarem pelos serviços ambientais prestados por Mato Grosso.

“Essa situação abre um leque de possibilidades e investimentos para Mato Grosso. Mostra que estamos à frente de outros estados que ainda estão iniciando seus sistemas de REDD+. Na COP conseguimos mostrar isso aos investidores. Que o Estado está com esse sistema consolidado e  funcionando de maneira plena. Que nesse sistema há governança, distribuição de repartições e salvaguardas para proteger comunidades tradicionais da agricultura familiar e fortalecer a autonomia das comunidades indígenas”, enfatiza o diretor da PCI.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Maggie Charnley, do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido (BEIS)
, por sua vez, ressaltou que o Programa REM MT “mostrou que é possível construir com sucesso um ambiente favorável para gerenciar o desmatamento”. O BEIS é um dos investidores do REM juntamente com o governo Alemão. Essas duas nações premiaram o Estado por seus serviços ambientais em 44 milhões de euros, que são desembolsados em parcelas anuais, desde 2019. 

 
Comitiva do REM MT, acompanhada por Maggie Charnley, do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido (BEIS). (Ao centro, de camisa roxa)

Marcela Paranhos, especialista em Desenvolvimento Sustentável pela IDH [Iniciativa para o Comércio Sustentável], destaca “que é um orgulho ser parceiro do REM”. Isso porque, conforme ela, o programa tem direcionado projetos de assistência técnica para as regiões agrícolas mais importantes de Mato Grosso, que sofrem muita pressão pelo desmatamento.

“Estamos avaliando agora como fazer um esforço concentrado para pequenos produtores de pecuária no Noroeste do Estado, onde o IDH venha complementar com um novo programa no sentido de dar mais rastreabilidade e sustentabilidade à produção desses pecuaristas”. 

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, também destacou as ações do REM durante a COP-26, para além do combate ao desmatamento. Ela disse que as linhas mestras do programa fizeram com que o Governo de Mato Grosso investisse em comunidades que historicamente preservaram as florestas do Estado. 


Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti

Ela acrescentou ainda que: “manter a biodiversidade e preservar os recursos naturais impõe que a gente inclua a sociedade nessas discussões e nos compromissos de conservação e desenvolvimento. Mato Grosso dá o exemplo de união de esforços, de execução responsável de recursos através do Programa REM, e mostramos que é possível produzir, conservar e incluir”.

O REM MT também foi elogiado por Julie Messias, diretora no Ministério do Meio Ambiente (MMA), que foi uma das coordenadoras do “Espaço Brasil” na COP-26. Ela disse que os resultados do programa, apresentados pelo Governo de Mato Grosso, chamaram a atenção tanto de autoridades nacionais quanto internacionais. 

Ressaltou ainda que o sistema de REDD+ de Mato Grosso, por meio do REM MT, é uma grande referência e servirá de base para o Governo Federal validar os sistemas dos outros estados que também querem ser pagos pelos seus serviços ambientais. “Essa agenda de REDD o Mato Grosso vem implementado muito bem. E para a gente é uma satisfação receber, aqui no Espaço Brasil, essa interação de todos os estados da Amazônia para falar um pouco dessa Amazônia Real”.

Apoio às populações indígenas

Mato Grosso também se destacou no evento pela atuação do REM no apoio às populações indígenas, que estão entre os principais agentes de proteção das florestas.

“As autoridades internacionais perceberam na COP que Mato Grosso tem apoiado essas comunidades, mostrando aos indígenas que eles têm autonomia para atuar em seus territórios”, destaca Fernando Sampaio, o diretor da PCI.

Marcos Balbino, coordenador do Subprograma Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT, entende, que esse é o grande trunfo do Programa REM: “favorecer projetos que invistam na agricultura familiar dos pequenos produtores, indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais”. 


Marcos Balbino, coordenador do Subprograma Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT

E o que lhe deixou mais entusiasmado na COP é saber que os organismo internacionais estão sabendo dessas ações do REM, junto aos protetores da floresta.

“O BEIS está a par desse trabalho com os povos indígenas e as comunidades tradicionais. É claro que é importante as ações de combate ao desmatamento. Mas, entendo que o que faz o REM MT se diferenciar em relação a outros programas são esses investimentos em quem historicamente produz e preserva as florestas”, reforçou. 

O que o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) tem a ver com a preservação ambiental? Tudo! Pois, quando se trata do campo, os saberes ancestrais e as vivências do povo negro repercutem até os dias de hoje nas comunidades tradicionais e na agricultura familiar, que produz a comida que vai à mesa de milhões de brasileiros. Essa influência é especialmente observada na produção agrícola, que é toda baseada em práticas agroecológicas de sustentabilidade e preservação das florestas. 

Visualizando a importância de reforçar essas práticas sustentáveis, em Mato Grosso, o Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) apoia atualmente três importantes projetos voltados para fortalecer a autonomia financeira e alimentar de comunidades quilombolas e de produtores negros e negras da agricultura familiar. 


Do Campo à Mesa

Um desses projetos abrange 10 comunidades em nove municípios da Baixada Cuiabana. Trata-se do projeto "Do Campo À Mesa: fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis em redes de cooperação solidária", que tem como proponente a Fundação UNISELVA, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A maioria dos agricultores inseridos no projeto é preta ou parda. Mas existem, em especial, duas comunidades essencialmente quilombolas, que são: a Serragem e a Imbê. 

A Comunidade Serragem fica em Nossa Senhora do Livramento, a cerca de 100 quilômetros de Cuiabá. O local foi fundado na década de 1940 e até hoje busca manter um modo de vida, baseado numa agricultura que trabalha em harmonia com a natureza. Atualmente, 16 famílias residem em Serragem. 

Já a Imbê fica no Pantanal, sendo composta por 15 famílias. Por lá, o grande trunfo foi a consolidação da agroindústria para processamento dos derivados da cana de açúcar, de onde sai o melado, o açúcar mascavo e a rapadura. 


Atividades do Campo à Mesa com famílias de agricultores da Baixada Cuiabá. Crédito: Do Campo à Mesa


O coordenador do projeto do Campo à Mesa, Henderson Gonçalves, ressalta que o objetivo é oferecer condições para que essas famílias façam uma transição da agricultura convencional para os Sistemas Agroflorestais (SAFs), como forma de reforçar ainda mais suas práticas milenares de preservação ambiental. 

Ele explica que o projeto possui quatro eixos: a organização social das famílias,  a transição para os SAFs, o fomento para a agroindústria e, por fim, o suporte para a comercialização desses produtos até chegar às casas das famílias na cidade. “É por isso que a gente fala: Do Campo à Mesa". 

Ele acredita que, por mais que o projeto não tenha sido pensado com foco direto nas populações negras, as ações “Do Campo à Mesa” são transversais à questão racial.

"Isso porque, se você pegar a estratificação da nossa sociedade, os mais pobres, que diariamente enfrentam dificuldades financeiras e problemas de segurança alimentar são pessoas pretas e pardas, em sua grande maioria. E o nosso projeto atende justamente esse perfil. Então, por mais que o foco não seja a questão racial, o nosso projeto acaba incidindo nessa área e ajudando as comunidades negras do campo a fortaleceram suas produções de maneira sustentável, sem derrubar a floresta", enfatiza. 

Conexsus

Outro projeto que fortalece as práticas ancestrais do povo negro no campo é o da Conexsus: "Ampliando oportunidades de mercado para negócios comunitários da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais  em Mato Grosso", que tem como preponente o Instituto Conexões Sustentáveis. 

Até o momento, o Conexsus já mapeou quatro comunidades quilombolas que estão localizadas nos biomas Amazônia e Cerrado. O objetivo principal do projeto é facilitar o acesso ao crédito a essas comunidades, além de criar novos arranjos financeiros e ampliar a oportunidade de negócios, para que essas famílias possam vender seus produtos em escala regional e nacional. 


Feira de produtos orgânicos apoiada pelo projeto da Conexsus. Crédito: Conexsus 

"O público-alvo prioritário da Conexsus é formado por agricultores familiares, comunidades tradicionais extrativistas, povos indígenas e quilombolas, que organizam sua produção agrícola em cooperativas ou associações e vivem em áreas rurais e/ou florestais, localizados em assentamentos da reforma agrária, unidades de conservação, Terras Indígenas ou Territórios Quilombolas", detalha trecho do projeto da Conexsus, aprovado no edital do Subprograma Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPTCs) do Programa REM MT.


Muxirum Quilombola

Já esse projeto apoiado pelo REM MT é eminentemente quilombola, vindo da Comunidade de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento. Lá, as famílias utilizam práticas ancestrais que ajudam a preservar o bioma Cerrado, por meio de um sistema de rodízio de roçados. 

Laura Ferreira, coordenadora do Muxirum, explica que o sistema consiste em recuperar a mata por um período de três a cinco anos. Enquanto isso, a plantação ocorre em outro espaço.


Prática de agricultura milenar sustentável é passada de geração em geração no território quilombola de Mata Cavalo. Crédito: Laura Ferreira

"Quando o solo desse espaço começa a enfraquecer, a gente muda o plantio para área recuperada. Assim, o processo de rodízio é feito nesses locais, sem que haja necessidade de expandirmos a agricultura para novas áreas, o que pode gerar muita degradação”, detalha Laura.

Ela ressalta que o Muxirum, o sistema de roçado, são práticas milenares, trazidas para o Brasil pelos africanos que foram escravizados pela coroa portuguesa. "É uma tradição que, mesmo diante de tantas violências ao povo negro, resiste ao tempo, sendo repassada de geração em geração", destaca Laura. 

No Muxirum, explica Laura, a agricultura é entendida como uma festa e toda comunidade se une para fazer o plantio e a colheita. "Nada é feito sem consultar a mãe natureza. É para ela que pedimos licença para iniciarmos o roçado. Para nós, uma árvore significa vida”, acrescenta Laura.

Foi a própria comunidade que inscreveu o projeto no edital de chamadas do Programa REM MT, sendo contemplada no ano passado. E até o final das atividades, o Muxirum Quilombola deve receber investimentos de R$ 1, 5 milhão, que irão beneficiar a prática da agricultura familiar de cerca de 500 famílias quilombolas, divididas em 17 comunidades localizadas em Poconé, Cáceres, Barra do Garças e Nossa Senhora do Livramento. 

Por Marcio Camilo

Nesta segunda-feira (24 de agosto), ocorreu um encontro inusitado nas redes sociais. A banda inglesa Coldplay convidou, via twitter, os governadores dos estados da Amazônia Legal, para participarem do Global Citizen Live - um importante evento que reúne lideranças mundiais para debater alterações climáticas e medidas de preservação ambiental. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, entrou na brincadeira e respondeu que o estado tem 62% de sua cobertura vegetal protegida por políticas ambientais. E dentre elas, citou o sistema de monitoramento Planet, ferramenta adquirida pelo Programa REM MT, que contribui substancialmente para o estado manter os bons índices de combate e redução do desmatamento. 

Crédito: Instagram/REM-MT

“Aqui a nossa política é de Tolerância Zero aos crimes ambientais. Implantamos ferramenta de monitoramento por satélite que detecta quase que em tempo real novos desmates e incêndios florestais”, pontuou o governador pelo Instagram, acrescentando ainda que o monitoramento - acompanhado das ações de campo dos setores de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT) - permitiu que Mato Grosso reduzisse, nos últimos 12 meses, 21,7% das emissões de alertas de desmatamento na Amazônia, que são aferidas pelo Deter, o satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

COMBATE AOS INCÊNDIOS FLORESTAIS

Outro dado importante citado pelo gestor foi o investimento de mais de R$ 70 milhões para combater os incêndios florestais nos três biomas do estado (Amazônia, Pantanal e Cerrado). 

“Somente neste ano, estão sendo investidos pelo Governo de Mato Grosso mais de R$ 70 milhões para ações de combate ao desmatamento ilegal e incêndios, desde compra de equipamentos à aquisição de aeronaves e veículos”, escreveu Mendes. 

Deste montante, cerca de R$ 4 milhões são investimentos diretos do REM MT. A verba é destinada principalmente para fornecer insumos às equipes do BEA MT no combate aos incêndios florestais, cujo período proibitivo de uso do fogo entrou em vigor no início de julho. 


Crédito: Secom-MT


ESTRUTURAÇÃO

E considerando que os meses de agosto e setembro, historicamente, são os piores meses de estiagem, o que pode aumentar drasticamente os focos de incêndio no estado, o REM MT ajudou na estruturação da Sala de Situação do Batalhão de Emergências Ambientais (Bea-MT) - órgão considerado estratégico nas ações de planejamento, prevenção, fiscalização e combate aos incêndios florestais - por meio da aquisição de painéis e computadores, que servem para realizar o monitoramento dos focos de calor em todo território mato-grossense.  

“Através da Sala de Situação, a gente consegue monitorar e atuar de maneira rápida e eficaz na primeira resposta aos focos de calor. O trabalho preventivo faz com que esses focos não se transformem em incêndios de grandes proporções que devastam a floresta”, destacou a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Jusciery Marques, a Comandante do BEA. 

POLÍTICAS AMBIENTAIS

Mendes destacou ainda que a preservação ambiental no estado ganhou força nos últimos anos, principalmente a partir de 2017, quando o governo firmou uma série de compromissos ambientais na conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas, a COP 23. Naquele ano, Mato Grosso foi contemplado pelo Programa REM pelos bons indicadores alcançados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. 

Desde então, o REM MT tem permeado as políticas ambientais do estado, ajudando o governo a manter a floresta de pé e a reduzir as emissões de CO2 no planeta. 

Crédito: Divulgação

 

SOBRE O REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

O Programa REM Mato Grosso e o setor de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) convidam a todas as prefeituras do Estado para participarem de uma grande ação de plantio, em homenagem às vítimas de Covid-19 em Mato Grosso. Até o momento, 63 municípios já confirmaram a participação no evento, que deve ocorrer entre os meses de outubro, novembro e dezembro. As demais prefeituras interessadas têm até o próximo dia 31 de agosto para se inscreverem. 

Restaurando Ecossistema

A ação de plantio integra o rol de atividades da Semana do Meio Ambiente da Sema-MT, que ocorreu no mês de junho, com o tema “Restaurando Ecossistemas”, proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). A partir disso, o REM MT e a Educação Ambiental tiveram a iniciativa de homenagear as vítimas da Covid-19 com o plantio das mudas em diferentes cidades do estado. A ideia é que cada árvore simbolize uma vida que se foi e que ao mesmo tempo se restaura junto com a natureza. 

Case de sucesso

O município de Pedra Preta (243 km de Cuiabá) gostou tanto da ideia que resolveu se adiantar ao promover sua ação de plantio no mês passado. O evento foi um sucesso, mobilizando autoridades importantes - como o senador Wellington Fagundes -, além de contar com presença de grande parte da população da cidade. 

Conforme o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Agilmar Raimundo da Silva, o evento foi “muito bonito” e comoveu a população local, principalmente as pessoas que perderam parentes pela Covid. 

“A ação mobilizou o município. Muitas pessoas ajudaram a prefeitura a limpar o lote onde foram plantadas mais de 200 mudas de diferentes espécies, como o Ipê e a Aroeira. Cada muda recebeu uma placa com uma frase e o nome das pessoas homenageadas”, disse o secretário . 

Agilmar conta  ainda que a homenagem estabeleceu um vínculo entre as pessoas e as mudas. “Hoje, um mês após o plantio, muitos se encarregam, por conta própria, de todo dia ir lá no lote regar as plantinhas”, afirmou.

Homenagens

As demais homenagens estão previstas para os meses de outubro, novembro e dezembro, com datas a serem definidas. Os municípios interessados em participar da ação devem entrar em contato, até o próximo dia 31 de agosto, com a Educação Ambiental pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  ou pelo telefone (65) 98464-1055. Ao entrarem em contato, as prefeituras devem solicitar o número de mudas para o plantio relacionado ao quantitativo de mortes por covid na cidade. As placas de homenagens serão confeccionadas pelo REM MT. 


Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).



No momento em que este artigo é escrito, a COP26 em Glasgow encaminha-se para suas negociações finais. Cinco anos após o Acordo de Paris, quando os países apresentaram suas contribuições nacionalmente determinadas (as NDCs), esperava-se um aumento da ambição de todos para evitar ou pelo menos mitigar a crise climática que se instala. Aguardemos.

A COP é também o momento em que aparecem os mais diversos anúncios, de setores, empresas, países, relacionados à agenda do clima. Vimos anúncios importantes, incluindo o Brasil como signatário, como o compromisso com a eliminação do desmatamento até 2030 e o da redução em 30% das emissões de metano. E vimos outros como a eliminação gradativa do uso de carvão mineral por alguns países.

Entre os dias 1 e 7 deste mês, uma delegação de Mato Grosso participou de diversas agendas em Glasgow na COP26. A delegação incluiu além do Governador Mauro Mendes e da Secretária de Meio Ambiente Mauren Lazzaretti, membros do alto escalão do poder executivo, além de membros do Legislativo, e do Judiciário do Estado.

Três pontos sobre o contexto de Glasgow com profundas repercussões em Mato Grosso, um estado com grande área florestal mas também o maior produtor de commodities do país: primeiro, nunca a agenda de Florestas esteve tão presente em uma COP. O papel das florestas em mitigar mudanças climáticas está finalmente reconhecido e integrado nas agendas de atores públicos e privados. Segundo: isso implica que a pressão por desvincular a produção de commodities de desmatamento vai cada vez mais estar presente em regulamentações e políticas que estão sendo anunciadas e planejadas. Em terceiro, é preciso reconhecer que a valorização da floresta passa também pela precificação do carbono e a regulamentação desse mercado. O que resultará das discussões sobre o Art. 6 do Acordo de Paris são um ponto crucial da COP 26.

                                                                    Fotos REM-MT 



O que Mato Grosso levou para a COP?

 

Ambição: O Governador Mauro Mendes lançou o MT Carbono Neutro 2035, um plano para atingir emissões líquidas zero em Mato Grosso nos próximos 15 anos.

Compromisso e ação pública: O Estado tem um novo Plano de Prevenção e Controle de Desmatamento e Incêndios Florestais, e colocou a tolerância zero à ilegalidade no centro da sua política ambiental. Aliando investimentos, tecnologia e ação no campo, vem colhendo resultados melhores do que outros estados amazônicos na redução do desmatamento. Ao mesmo tempo é também onde mais avança a implementação do Código florestal.

Estratégia territorial: A Estratégia Produzir, Conservar e Incluir de Mato Grosso é um instrumento para conciliar as agendas publica, privada e da sociedade civil em busca do desenvolvimento sustentável de seu território. A PCI é um compromisso (cujas metas integram a agenda de descarbonização do Estado), uma parceria público privada com uma governança participativa, incluindo em municípios e territórios no estado, e também um mecanismo financeiro para apoiar investimentos verdes no Estado. A PCI identificou gaps de financiamento na transformação da paisagem de Mato Grosso, e já tem captadas inúmeras parcerias com financiadores e empresas ligadas à implementação de suas metas, e consequente redução de riscos para cadeias produtivas e investimentos privados.

REDD+: Mato Grosso tem um Sistema de REDD+ jurisdicional em pleno funcionamento. O Programa REDD Early Movers financiado pelo governo alemão e co-financiado pelo governo britânico é importante não só por apoiar as ações institucionais do Estado na conservação e as populações que ajudam a manter a floresta em pé. Ele é importante por demonstrar a capacidade do estado em executar um Programa de REDD com registro e contabilidade de carbono, governança, repartição de benefícios e monitoramento de salvaguardas. O REM também incluiu o mais amplo processo
de consulta a povos indígenas já feito na Amazônia para políticas de REDD+.

                                                                       Fotos REM-MT



O que Mato Grosso conseguiu na COP?

O principal ponto aqui é o papel de estados subnacionais e sua ambição em relação à agenda do clima. Em tempos em que a reputação internacional do Brasil anda em baixa, e onde o governo federal é acusado de “pedalada” climática, os Estados passam a ter papel fundamental no diálogo e na ação. Mato Grosso conseguiu se colocar em diversos espaços como um dos principais entes subnacionais na agenda do clima, não só no Brasil, mas globalmente. Mato Grosso conseguiu não só o reconhecimento pelos seus esforços como a continuidade de parcerias e investimentos no Estado.

Com a pressão aumentando nas cadeias produtivas, empresas, traders, indústria e varejo passam a enxergar a importância de abordagens territoriais para redução de risco. Diálogos da PCI com a Tropical Forest Alliance, Consumer Goods Forum Forest Positive Coalition, Soft Commodities Forum, Conserv, Investors Policy Dialogue on Deforestation, Inovative Finance for Amazon, Chaco and Cerrado e outros abriram inúmeras possibilidades de colaboração visando intervenção e investimentos no território para uma transição sustentável, com investimentos concretos em 2022.

Mato Grosso também ofereceu a possibilidade real do setor privado apoiar a transformação da paisagem no Estado através do mercado de carbono. Para isso, existe hoje a possibilidade real de empresas financiarem a agenda da PCI através do Sistema Estadual de REDD em pagamentos por resultados alcançados. Mato Grosso também foi pré aprovado, em esforço liderado pela Secretaria de Meio Ambiente pela LEAF, como um estado apto a receber propostas de uma coalizão que representa empresas e governos dispostos a investir US$ 1 bilhão em créditos de carbono de alta qualidade para financiar a transição climática.

O Estado hoje tem ambição, liderança política, governança participativa, uma ideia exata das ações necessárias e investimentos para alcançar suas metas, modelos e mecanismos financeiros para implementação, além do engajamento de produtores, empresas e da sociedade civil. Aproveitar as oportunidades é questão de diálogo e trabalho a partir de agora. Mas temos todos os instrumentos que o mundo procura para demonstrar que um desenvolvimento inclusivo de baixo carbono é possível. Estamos como diz o ditado com a faca e o queijo nas mãos.

 

                                                                   Fotos REM-MT

 

 

Fernando Sampaio é Diretor Executivo na Estratégia Produzir, Conservar, Incluir - Mato Grosso.

 

 

Você sabia que o Pantanal possui todos os elementos naturais que permitem a vida no planeta, como o solo, a água e a atmosfera? Não é à toa que nos anos 2000, a Unesco concedeu ao bioma o título de “Reserva da Biosfera”, além de tombá-lo como Patrimônio da Humanidade. E como nesta sexta-feira (12/11) é comemorado o Dia do Pantanal, o Programa REM MT (do inglês REDD para Pioneiros) separou 5 curiosidades sobre o bioma. Confira: 

  1. O Pantanal está presente em 3 países diferentes
    Ao todo, o Pantanal possui cerca de 220 mil km², uma área bem maior que Portugal (92.212 km²), por exemplo. Desse total, cerca de 150 mil km² do seu território fica no Brasil, sendo 35% em Mato Grosso e 65% em Mato Grosso do Sul.  No território brasileiro é a única área que reúne espécies de plantas, árvores e animais dos outros biomas, principalmente da Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. O que muita gente não sabe é que ele também se estende pela Bolívia e pelo Paraguai. Juntos, os dois países abrigam os 70 mil km² restantes do bioma. 


                                                                                         Mapa do Pantanal (Divulgação)


  2. O Pantanal é o bioma possui uma das maiores biodiversidades do planeta
    Essa variedade de fauna e flora transforma a região num mosaico de matas, cerradões e savanas. Na paisagem podem ser avistadas árvores como Aroeiras e Ipês, que também compõem a vegetação amazônica e do Cerrado, respectivamente. Só para se ter uma ideia da diversidade, ao todo são 325 espécies de peixes, 53 de anfíbios, 98 de répteis, 656 de aves, 159 de mamíferos e mais de 3.500 espécies de árvores, vegetações aquáticas e terrestres. As informações são da Organização Não Governamental (ONG) WWF-Brasil. 

                                                              Aves do pantanal - Foto- Gcom-MT/Marcos Vergueiro

  3. O Pantanal tem a maior diversidade aquática
    Na biodiversidade aquática, a quantidade de espécies de peixes no Pantanal consegue superar o número de espécimes de todos os rios europeus juntos. O destaque fica para o jaú: um gigante de 120 quilos que pode chegar até dois metros de comprimento. É considerado o maior peixe do Pantanal.

                                                                         Ariranha Mayke Toscano/Secom-MT

  4. O Pantanal tem a "vista pantaneira"
    Um grande diferencial do Pantanal é a sua paisagem panorâmica e aberta: a famosa “vista pantaneira”. Ela permite aos visitantes uma contemplação ampla da exuberante fauna e flora do bioma. Isso não ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica, por exemplo, que são biomas com característica de vegetação fechada.

                                                                 Pantanal - Rodolfo Perdigão/Secom-MT
                                                                                                       
  5. O Pantanal possui a maior área úmida do planeta
    O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Trata-se de um reservatório de água doce com altitudes que alcançam 150 metros. Seus recursos hidrológicos são importantes para o abastecimento das cidades, onde vivem aproximadamente três milhões de pessoas (Brasil, Bolívia e Paraguai).

                                                                      Pantanal - Foto- Mayke Toscano/Secom-MT

REM MT e o Pantanal
Diante da importância do Pantanal para a manutenção da biodiversidade, o Programa REM MT desenvolve uma série de ações que ajudam na preservação do bioma em Mato Grosso. Dentre elas, estão: o fortalecimento institucional dos povos indígenas, que são responsáveis pela maior área preservada do estado, e a estruturação do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA-MT), um dos principais órgãos na linha de frente do combate aos incêndios no Pantanal.

 

Por Mario Camilo

O sucesso na redução do desmatamento e na produção agrícola mais sustentável em Mato Grosso foi tema na Conferência Mundial do Clima (COP-26), na cidade de Glasgow, na Escócia. Na terça-feira (02.11), o Governo do Estado, juntamente com o setor privado e os governos da Holanda e Reino Unido mostraram como o trabalho realizado nos últimos anos fez de Mato Grosso referência em desenvolvimento sustentável. Os resultados foram apresentados no estande da Benelux, instalado em um dos pavilhões da COP-26 pelos governos dos países baixos.

                                                         

                                                                              Estande da  Benelux na COP-26. Crédito: REM-MT

O evento foi aberto ao público e contou com a presença de grandes investidores internacionais. Na oportunidade, eles ficaram a par da Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), que foi lançada pelo Governo de Mato Grosso em 2015, durante a COP-21 em Paris. Foi a partir dessa estratégia que os governos da Alemanha e Reino Unido passaram a investir 44 milhões de euros na conservação ambiental de Mato Grosso, por meio do Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros).

                                             Crédito: REM MT
                                                                    Crédito: REM MT

 

Durante o evento, Fernando Sampaio, diretor-presidente da PCI e coordenador adjunto do REM MT, explicou aos presentes que a parceria entre os europeus e o Governo de Mato Grosso "fortaleceu a capacidade dos órgãos públicos, principalmente da Sema-MT [Secretaria de Estado de Meio Ambiente], em atividades de comando e controle que culminaram na melhor sustentabilidade das principais cadeias de commodities do Estado". 

Ele disse que a partir da implementação da PCI e do REM MT as taxas de desmatamento em Mato Grosso foram significativamente menores do que a tendência média dos outros Estados da Amazônia Legal. 

"Enquanto os Estados da Amazônia Legal registraram aumento nas taxas anuais de desmatamento de 75%, de 2015 a 2020, Mato Grosso manteve o índice em 11%", detalhou durante a apresentação.


Crédito: REM-MT
                                                               Crédito: REM-MT


Sampaio também comentou a importância estratégica do REM para aglutinar os órgãos que hoje compõem o Comitê Estratégico de Combante ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndicos Florestais (CEDIF-MT). 

"Esse comitê foi fundado em 2020 e é presidido pelo governador Mauro Mendes. No ano passado, o CEDIF definiu um plano macro de ação que resultou na detecção de 6.891 alertas de desmatamento em 680 mil hectares. Os alertas resultaram em um recorde de R$ 3,8 bilhões em multas emitidas pela Sema". 

Acrescentou que o trabalho sistemático do Governo do Estado, em parceria com os governos internacionais, fez Mato Grosso reduzir em 21,7% os alertas de desmatamento nos últimos 12 meses, de acordo com  o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) do Governo Federal. 

                                                         
                                                                              Comitiva do Programa REM na COP-26. Ao centro, Maggie Charnley, vice-diretora de Florestas do BEIS do Reino Unido, um dos financiadores do REM. Crédito: REM MT

 
Sampaio também destacou que os investimentos do REM incluíram os povos indígenas "na tomada de decisões de governança do uso da terra e que a participação deles nesse processo é fundamental, pela cultura que possuem de produzir alimentos sem derrubar a floresta."

Nesse sentido o evento contou com a participação de Kaianaku Kamaiura, representante da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) na COP-26. Ela pode conservar com Maggie Charnley, vice-diretora de Florestas, Uso da Terra e Mercados de Carbono do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS) do Reino Unido. O BEIS é um dos financiadores do REM-MT. 

                                                                   

Na oportunidade, Kaianaku salientou à Maggie a importância da manutenção do REM para continuar fortalecendo a autonomia dos povos indígenas na defesa de seus territórios e na manutenção da floresta em pé.  

Por fim, Sampaio observou que para além do financiamento do REM e das ações de combate ao desmatamento, o evento foi importante para mostrar que o Estado possui um sistema estadual de REDD [pagamento por serviços ambientais]  em pleno funcionamento. 

“Acredito que essa foi uma das principais mensagens. Mostrar que esse sistema funciona de forma eficaz e que ele será fundamental para as ações de preservação que Mato Grosso pretende implementar no futuro. Uma delas é o programa de Carbono Neutro até 2035”, destacou Sampaio

COP26 - Crédito: REM-MT
                                      COP26 - Crédito: REM-MT

 


Carbono Neutro MT

No evento, o governador Mauro Mendes também apresentou a meta para neutralizar a emissão de carbono no Estado até 2035, 15 anos antes da meta global. 

 Ele destacou que o programa é alicerçado em 12 pilares que já têm sido colocados em ação: a manutenção do ativo florestal do estado, manejo florestal sustentável, regularização fundiária, melhorias na gestão de áreas protegidas, reflorestamentos comerciais, restauração de florestas, redução do risco de incêndios, manejo sustentável para a produção agropecuária, proteção de vegetação secundária em áreas de desmatamento legal, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta, e produção e consumo de biocombustíveis.

 “Mostramos a nossa política ambiental e a nossa estratégia para zerar a emissão de carbono da nossa economia até 2035, e queremos com isso valorizar a nossa produção. Nossa produção de algodão, de milho, de carne, e assim trazer mais recursos para continuar investindo na preservação ambiental, na agricultura familiar e nos nossos povos indígenas. Tudo isso precisa ser conhecido e reconhecido, para que esses serviços ambientais possam ser, em algum momento, remunerados a todos nós mato-grossenses”, disse.

                                                                   

 

 



 



 

 

Por Marcio Camilo

As florestas são grandes prestadoras de serviços para a humanidade. Desde a água que bebemos até a madeira que vira casa, os alimentos, as substâncias medicinais por meio das plantas... Tudo isso são considerados serviços ambientais. E é por essas e outras razões que é fundamental mantermos a floresta em pé. Conservá-la, porém, não é uma tarefa fácil, por envolver uma série de interesses e fatores econômicos. Por isso, foi criado o mecanismo de REDD+: Redução de Emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e degradação florestal [REDD]. Já o sinal de “mais”, significa “manejo florestal sustentável, conservação e aumento dos estoques de carbono”.

 

Crédito: Marcos Vergueiro/Secom MT

A sigla extensa, a princípio, soa complicado, mas, basicamente, o mecanismo de REDD+ “premia com recursos financeiros países e estados, que reduzam o desmatamento de forma efetiva, atacando as suas causas e seus principais vetores e respeitem as Salvaguardas Socioambientais, produzindo além de benefícios climáticos, benefícios socioambientais às populações locais”, destaca Luiz Tegon, analista ambiental da Coordenadoria de Mudanças Climáticas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

 

Salvaguardas

 

As Salvaguardas, citadas por Tegon, são medidas que visam garantir que os efeitos do REDD+ sejam positivos à conservação ambiental e às comunidades locais. 

 

“Elas são o coração do REDD+. Devem antecipar os riscos e estabelecer medidas para mitigar e lidar com os impactos adversos associados a determinadas atividades”, ressalta o especialista. 

 

No Brasil, Mato Grosso é um dos contemplados pelo mecanismo de REDD+, que no Estado ganhou a denominação de REM MT (do inglês, REDD para pioneiros). O pagamento por resultados se deu principalmente pela redução histórica que o governo promoveu entre os anos de 2004 a 2014. 

Salvaguardas ambientais visam garantir respeito aos povos indígenas. Crédito: Jana Pessôa/Setas-MT 

 

Nesse período, o Estado saiu de um patamar de 11.814 km² desmatados para 1.048 km². Em linhas gerais, a redução foi de mais de 90% dos desmatamentos nas florestas, evitando que 1,9 toneladas de dióxido de carbono fossem lançadas na atmosfera. 

 

O pagamento de resultados dado a Mato Grosso pelos bons índices foi na ordem de 44 milhões de euros (equivalente a 240 milhões de reais). O valor foi repassado pelos governos da Alemanha e Reino Unido, que incentivam pelo mundo práticas de REDD+. 

 

Mas, pela regra, Mato Grosso só continua recebendo os pagamentos por resultados de REDD+ se permanecer com taxas de desmatamento abaixo do gatilho de performance, que é de 1.788 km²/ano (correspondente à média histórica entre os anos de 2006 a 2015). O gatilho é aferido pelo PRODES [Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal] do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

 

Pagando pelos serviços da floresta

 

Desde então, o Governo do Estado, por meio do Programa REM MT, tem utilizado esses recursos para combater o desmatamento ilegal, em especial na Amazônia, e para financiar projetos que incentivem comunidades locais (pecuaristas, extrativistas, agricultores familiares, indígenas e comunidades tradicionais) a continuar mantendo a floresta em pé.  

 

Os recursos do REM MT financiam, por exemplo, a Associação de Coletores (as) de Castanha do Brasil do PA Juruena (ACCPAJ), que fica na região Noroeste de Mato Grosso, no município de Cotriguaçu, a 1.200 quilômetros da capital Cuiabá. Trata-se de uma das regiões da Amazônia mais pressionadas pelo desmatamento.

Coletoras e coletores de castanha do Brasil na amazônia mato-grossense. Crédito: ACCPAJ

 

Por lá, 39 famílias extrativistas usam os serviços ambientais da floresta sem precisar derrubá-la, gerando bioeconomia, renda e emprego para a região. A associação vende as castanhas por meio de sacas às grandes agroindústrias, situadas em estados, como São Paulo, Goiás e Rondônia. Cada lote negociado com as empresas, pode chegar até a 70 toneladas, que são transportadas em caminhões.

 

Combate ao desmatamento ilegal

 

No combate ao desmatamento, os recursos do REM MT possibilitaram a aquisição de um moderno sistema de monitoramento por satélite de toda cobertura vegetal do Estado. 

 

Esse sistema oferece, em tempo real, um panorama detalhado sobre os principais pontos de desmatamento das florestas de Mato Grosso. É a principal base de dados do setor de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), ajudando o estado a reduzir em mais de 21% os alertas de desmatamento na Amazônia.

 

Combate aos incêndios florestais

 

Os recursos também ajudam no combate aos incêndios florestais por meio da aquisição de computadores de última geração para detectar de forma mais rápida os focos de calor. Houve ainda a compra de drones, tables, bombas costais e Equipamentos de Proteção Individual [EPIs] para os bombeiros e bombeiras atuarem na mata, no combate direto às chamas.

Recursos do REM MT ajudam no combate aos incêndios florestais. Crédito: Mayke Toscano/Secom-MT

 

Há três anos que o Programa  REM fortalece as respostas aos incêndios florestais em Mato Grosso. Essa política continuada já gerou investimentos na ordem de R$ 4 milhões aos órgãos de fiscalização, nesse período.

 

Povos indígenas 

 

Marcos Ferreira, coordenador do Subprograma Territórios Indígenas (STI) do REM MT ressalta que outra importante ação do Programa ”foi o reconhecimento e repartição dos benefícios recebidos pelo Estado com os povos indígenas”.

 

Ele explica que aproximadamente “12% da área de Mato Grosso é composta por terras indígenas”. E acrescenta que “essas áreas possuem os ecossistemas mais preservados em função do modo de vida e cultura desses povos, contribuindo sobremaneira com o ciclo das chuvas, regulação do clima e imobilização de CO2”. 

 

Benefícios climáticos, econômico e sociais

 

Tegon, da Coordenadoria de Mudanças Climáticas da Sema, destaca que Mato Grosso é um dos pioneiros de REDD+ no Brasil, visto que instituiu o mecanismo em 2013, por meio da lei 9.878/13, construída no Fórum Mato-grossense de Mudanças Climáticas.

 

A construção da Lei contou com representantes de organização dos setores agropecuário e florestal, agricultura familiar, movimentos sociais, organizações não governamentais, especialistas, instituições de ensino, Assembleia Legislativa, Sema e demais secretarias de governo.

Conferência do clima será realizada na Escócia. Crédito: Top View

A queda da taxa de desmatamento, a governança do sistema de REDD+ e a estratégia PCI [Produzir, Conservar e Incluir] possibilitou que o governo captasse os recursos de REDD+ por meio do Programa REM Mato Grosso, que passou a vigorar como política pública ambiental no combate ao desmatamento no Estado, a partir de 2019.  

 

“Em suma, o REM MT [REDD+] é um mecanismo que tem como um dos objetivos a manutenção da floresta em pé, promovendo benefícios climáticos, econômicos e sociais, principalmente das populações que vivem da floresta”, sintetiza Tegon.

Mato Grosso na Conferência do Clima

O Governo de Mato Grosso se prepara para apresentar os bons resultados de mecanismos de REDD+, por meio do REM MT, na Conferência do Clima, a COP-26. O evento será sediado em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro. Na oportunidade, também serão apresentadas 12 ações para que o Estado tenha as suas emissões  de Gases de Efeito Estufa neutralizadas até 2035.

Entre as medidas, estão: a manutenção do ativo florestal do estado, o manejo florestal sustentável, a regularização fundiária, melhorias na gestão de áreas protegidas, reflorestamentos comerciais, restauração de florestas, redução do risco de incêndios, manejo sustentável para a produção agropecuária, proteção de vegetação secundária em áreas de desmatamento legal, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e produção e consumo de biocombustíveis.


































Por Marcio Camilo

No campo, elas representam mais de 40% da mão de obra agrícola nos países em desenvolvimento, de acordo com os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Não é à toa que, cada vez mais, elas ocupam cargos estratégicos na agricultura familiar, na pecuária e no extrativismo. Por isso, em homenagem ao Dia Internacional Internacional da Mulher Rural, que é comemorado nesta sexta-feira (15.09), o Programa REM Mato Grosso [Redução das Emissões de Gases Estufa por Desmatamento, do inglês, REDD para Pioneiros] traz dois exemplos que ilustram muito bem essa representatividade feminina na zona rural mato-grossense, em postos historicamente ocupados por homens. 

É o caso de Veridiana Vieira, 40 anos, que é presidenta de uma associação nacionalmente conhecida pela venda de castanhas do Brasil e de Rochelle Beltramin, 39, que se tornou uma fazendeira de sucesso no ramo da pecuária de corte.  

Um espírito inquieto

Desde muito jovem, Veridiana sempre foi inconformada com as condições precárias em que se encontravam muitos agricultores e agricultoras familiares na pequena cidade de Cotriguaçu, região amazônica ao Noroeste de Mato Grosso, a 952 quilômetros da capital Cuiabá. Da infância, lembra do pai percorrendo distâncias de 20 quilômetros do sítio até a cidade para entregar frutas e hortaliças. “Era uma vida muito sofrida. Pensava comigo: por que a agricultura familiar não consegue ter melhores condições? Por que a gente não consegue gerar uma boa renda?”, questionava-se.

Essa inquietude sempre acompanhou Veridiana e foi muito importante para a fundação da Associação de Coletores e Coletoras de Castanha do Brasil do PA Juruena (ACCPAJ). Se hoje a associação é referência em extrativismo florestal não madeireiro no Brasil, com potencial de produção de mais de 280 mil quilos de castanha, muito se deve ao pioneirismo de Veridiana, que foi a primeira coletora da ACCPAJ.

Hoje o caminho está aberto. Muitas mulheres são coletoras ou compõem a diretoria da associação. Mas nem sempre foi assim: “os coletores diziam que as mulheres no mato só iriam atrapalhar a coleta. Com muita insistência e diálogo, nós provamos o contrário, que com o casal na floresta a produção rende muito mais. Que as mulheres são aplicadas, 

disciplinadas e podem ser excelentes coletoras, tanto quanto os homens”, conta.

                                                                                                               Veridiana Vieira, presidenta da ACCPAJ. Crédito: ICV

“Muitas mulheres aprenderam o ofício e hoje adentram na floresta amazônica para coletar as castanhas, que caem do pé e ficam espalhadas pela mata.  As amêndoas estão protegidas por uma casca muito dura, que a gente chama de ouriço. Para acessá-las é preciso romper essa proteção. Então, nós utilizamos facões para quebrar o ouriço, e só assim, finalmente coletar as castanhas. É um trabalho pesado, que envolve força braçal, mas também muita técnica. Ao longo dos últimos anos, mostramos que somos muito boas nisso”, garante.

Caso de sucesso

Veridiana sempre esteve à frente no processo de constituição da ACCPAJ. Em 2006, ela já fazia parte do grupo de 8 pessoas que um dia ousou em fazer extrativismo sustentável em uma das regiões da Amazônia que mais sofre pressão por desmatamento. 

A associação foi formalizada em 2012 e o pequeno grupo se transformou em 39 famílias, que hoje fazem a coleta das amêndoas no interior das fazendas parceiras da ACCPAJ. As castanhas são colhidas de maneira individual, por cada família, e encaminhadas para o barracão de beneficiamento da associação. Já a venda do produto é coletiva, por meio de leilões, cujas remessas variam de 60 mil a 80 mil quilos de castanha. É um evento que sempre gera grandes expectativas nos compradores nacionais e até do exterior. 

Financiamento

Para coroar o trabalho, no ano passado às coletoras e coletores do Juruena tiveram seu primeiro projeto de financiamento de produção sustentável aprovado, enquanto associação constituída. Trata-se do projeto ‘Cutiando - castanha e sustentabilidade na região noroeste de  Mato Grosso’, aprovado por meio do edital de chamadas do Programa REM MT.

 

                                                                                                Veridiana comanda o trabalho dos coletores em busca das castanhas pela floresta amazônica. Crédito: ICV

O Cutiando é financiado pelo REM com objetivo de fortalecer ainda mais a associação com a compra de uma série de máquinas - a exemplo da autoclave, secadores e peneirão para a pré-limpeza das amêndoas - que irão agregar ainda mais valor ao produto da ACCPAJ.   

O projeto ajudará no aumento exponencial do valor do quilo da castanha, que atualmente é comercializado entre 6 e 8 reais pela associação. Com o produto industrializado pelos próprios coletores e coletoras, a amêndoa será comercializada na faixa dos 30 a 50 reais o quilo. Em algumas situações, dependendo da safra, esse valor pode chegar a 150 reais. “Essa é uma das grandes realizações da associação. Com esse projeto, iremos potencializar e agregar valor ao nosso produto”, comemora Veridiana.

Referência na pecuária de corte

Outro caso de quebra de paradigmas é de Rochelle Verlaine Beltramin, que possui três propriedades rurais de pecuária de corte no município de Novo Bandeirantes, no extremo Norte de Mato Grosso, a quase mil quilômetros da capital Cuiabá. 

Hoje ela é uma produtora admirada e que se tornou referência na região. Mas, no passado, já enfrentou muita resistência e preconceito de outros fazendeiros que achavam que criação de gado não era coisa de mulher. Muitos desses que a criticaram no início, hoje são admiradores de seu trabalho. 

“Tive dificuldades para comprar os imóveis, pois quando os fazendeiros se deparavam com uma mulher na negociação, alguns desistiam da venda ou cobravam preços mais altos”, recorda.

                                                                                                                         Fazendeira Rochelle Beltramin, referência na produção de pecuária de corte no Portal da Amazônia. (Crédito: Arquivo pessoal)

Fazendeira Rochelle Beltramin, referência na produção de pecuária de corte no Portal da Amazônia. Crédito: Arquivo pessoal

Nos eventos agropecuários, também costumava ser questionada pelos homens porquê estava ali: “Perguntavam se eu era mulher de fazendeiro ou se tinha herdado a propriedade de meu pai. Por muitas vezes respondi que não, que fui eu mesma quem comprei as propriedades. Eu sou a dona do negócio”, respondia. 

Em meados dos anos 2000, quando Rochelle decidiu comprar as fazendas, ela tinha acabado de ser mãe e negociava os imóveis entre uma amamentação e outra. “Eu terminava de visitar uma propriedade e corria para casa para dar de mamar ao meu bebê. Depois, eu seguia para visitar outra propriedade e assim suscessivamente”, relata.

Tanto trabalho valeu a pena. Ela conseguiu comprar a última das três fazendas em 2014, e desde então não parou mais, sempre pensando em novas soluções e alternativas para que o negócio prospere ainda mais. “É claro que antes de tomar uma decisão final procuro ouvir especialistas de cada setor. Não tenho essa de querer resolver as coisas de maneira isolada ou centralizada. Acredito que quanto mais gente participando desse processo melhor”, explica Rochelle, que é responsável por toda a parte administrativa das fazendas.

Hoje, entretanto, ela acredita que alguns preconceitos estão sendo superados.“ Sinto que os produtores já me tratam com muito mais respeito, pois, a partir do momento que você começa a dialogar e mostrar que entende do assunto, as diferenças vão sumindo, e fica algo mais natural. Já não se trata de homem e mulher, mas de duas pessoas da área discutindo em pé de igualdade sobre os assuntos do campo”. 

Para a fazendeira, quanto mais mulheres protagonistas no campo, melhor para a pecuária. “Nós somos cuidadosas com as coisas que fazemos. Somos detalhistas e dedicadas. O setor só tem a ganhar com a nossa participação cada vez mais efetiva nesses espaços de poder e tomadas de decisão”, afirma.

Fazendas sustentáveis

As propriedades de Rochelle estão inseridas no projeto Conect@gro: conectando conhecimento e boas práticas, do Instituto Centro de Vida (ICV). A iniciativa faz parte do rol de  projetos financiados pelo REM MT e trabalha com a questão da sustentabilidade em 15 fazendas voltadas para a produção de pecuária de corte. Os imóveis são de pequeno e médio porte, entre 300 a 1.500 hectares, e estão localizados na região Norte de Mato Grosso (Portal da Amazônia), em cidades como Alta Floresta, Colíder, Paranaíta e Carlinda. 

No Conect@gro o trabalho é focado na gestão das propriedades nos aspectos econômico, social e ambiental. O objetivo é produzir com qualidade, gerar lucro, sem a necessidade de degradar novas áreas para abertura de pastos. 

Veja o vídeo com depoimentos das duas:

 

 

 

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