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Marcio Camilo da Cruz

Marcio Camilo da Cruz

Documento dá visibilidade a esses povos que estão em 98 dos 141 municípios do estado

Marcio Camilo /  Comunicação REM MT 

Foi lançado, na quinta-feira (01), de maneira remota, o “Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso - Subsídio para processo de inclusão participativa no Subprograma de Agricultura Familiar do REM”.

O documento foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com a GIZ, a cooperação técnica alemã; bem como o apoio técnico e institucional do Grupo de Coordenação do Programa REM MT (do inglês, REED para pioneiros).

Trata-se de um documento fundamental, no sentido de dar visibilidade a essas comunidades para que o estado atue com políticas públicas nesses territórios, que são estratégicos para manter a floresta em pé.

O lançamento do documento contou com a participação de líderes de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e diferentes atores da sociedade, sendo transmitido pelo canal no YouTube da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

Para Laura Ferreira da Silvia, do Quilombo da Comunidade Ribeirão do Mutuca, o diagnóstico “é o local de fala” dos quilombolas, já que o documento teve a participação direta e efetiva deles.

“Uma coisa são os outros falando pela gente. Outra coisa somos nós falando da importância dessa manutenção, desse modo de vida e fazeres, para que sejam preservados o conhecimento ancestral às futuras gerações”, destacou Laura durante sua fala no lançamento do diagnóstico.

Ao todo há 134 comunidades quilombolas em Mato Grosso. Dessas, 81 estão certificadas e 53 em processo de reconhecimento. A população quilombola está espalhada pelo território mato-grossense desde o Araguaia, Vale do Guaporé a região norte do estado.

“Esse diagnóstico é muito importante, porque ela vai potencializar políticas públicas a essas comunidades tradicionais, para que os nossos povos continuem reafirmando a sua existência dentro dos seus territórios”, enfatizou a liderança que está à frente da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq).

Leonardo Vivaldini, membro do Subprograma de Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPTCs) do REM MT, avaliou que o diagnóstico será um importante subsídio para melhorar as ações do Programa REM MT.

Detalhou que o documento ajuda a entender como essas populações compartilham “experiências de manejo e uso dos solos das florestas, do Cerrado, do Pantanal e das áreas úmidas, além das atividades com foco nas cadeias produtivas do Estado”.

Para Taigara Alencar, da cooperação alemã (GIZ), a palavra-chave é “inclusão”. Dar visibilidade aos PCTs.

Ressaltou que uma das frentes importantes é dar apoio a Empaer-MT [Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural], para que seus profissionais sejam capacitados no sentido de oferecer assistências às comunidades.  

Já o secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral, reforçou que o diagnóstico é estratégico para a pasta elaborar políticas públicas que cheguem aos PCTs.

Reconheceu que o estado sozinho não consegue fazer esse trabalho e que parcerias com organizações como a GIZ e o IPAM, além do Programa REM, que é coordenado pelo estado, são fundamentais.

“A sociedade como um todo tem um débito muito grande com esses povos. Esse diagnóstico dá uma condição para resolver esses problemas. Temos inclusive essa responsabilidade no Programa de Agricultura, no plano estadual”, enfatizou o gestor, que, durante o encontro, estava na companhia do Superintendente de Agricultura Familiar da Seaf, George Lima.

O procurador Ricardo Pael, titular do Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais da Procuradoria da República de Mato Grosso (MPF-MT), lembrou que o órgão já tem feito uma série de parceria com a GIZ para apoiar os PCTs.

Destacou que em maio deste ano, MPF e a GIZ firmaram termo de cooperação, em nível nacional, para construção de uma plataforma de mapeamento das comunidades tradicionais. A ferramenta possui georreferenciamento, com ampla contribuição dos integrantes das comunidades. “É inovador por ser algo que começa de baixo para cima, algo que começa no chão, com as próprias comunidades que vão ter a possibilidade de alimentar a plataforma”.

Ele avaliou que a plataforma e o diagnóstico podem trabalhar juntos, com objetivo de construir políticas públicas aos PCTs.

Dados do Diagnóstico

Ao todo foram encontrados 10 segmentos de povos e comunidades tradicionais em 98 dos 141 municípios do estado, o que representa 70% do território mato-grossense.  

São grupos como os ciganos, com 29 povos; extrativistas e seringueiros (36), marroquianos (4), pantaneiros (8), ribeirinhos e pescadores (70), povos de terreiro (19), retireiros (as) do Araguaia e quilombolas, com 27 povos.

Os quilombolas é o segmento com maior presença no meio rural e histórico de organização socioprodutiva. Além disso esses povos possuem a maior atuação em cadeias produtivas que mantém a floresta em pé.

Dos 98 municípios com povos tradicionais, o diagnóstico encontrou registro de produção das comunidades em apenas 15% das cidades. Para os pesquisadores, esse dado revela que atividade agroextrativista dessas comunidades é em grande parte desconhecida do poder público.  

Diante da falta de informação, Joanna Ramos, assessora técnica do GIZ, ressaltou que o atendimento dessas comunidades pelo REM, no médio e longo prazo, “vai requerer uma estratégia de mapeamento de estimativa de produção dessas comunidades no estado”.

A produção de artesanato, a criação de animais, o cultivo da mandioca e a sociobiodiversidade são as atividades agroextrativistas mais praticadas pelos povos e comunidades tradicionais de Mato Grosso.

O documento também identificou 110 organizações de PCTs, envolvendo associação, organizações não governamentais, cooperativas e sindicatos. O maior número é de associações representativas: 56 ao todo.

Além da GIZ e do IPAM, o diagnóstico dos PCTs de Mato Grosso é um esforço colaborativo que contou com a participação do Programa REM MT e da Seaf, e, acima de tudo, dos representantes dos povos e comunidades tradicionais, que foram entrevistados durante a elaboração do documento.

As informações foram coletadas entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020. Além das entrevistas – 27 ao todo –, houve oficinas com mais de 90 representantes de diferentes segmentos dos PCTs.

O diagnóstico também foi composto por informações secundárias extraídas das legislações federal e estadual, estudos científicos, além de dados existentes dos povos e comunidades tradicionais em órgãos como o IBGE, Censo Agropecuária e a Fundação Cultural Zumbi dos Palmares.  

 

Documento foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria técnica da Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, a cooperação técnica alemã; e Grupo de Coordenação do Programa REM MT

Marcio Camilo - Comunicação REM MT

O Programa REM Mato Grosso (do inglês, REED para Pioneiros) lança, no dia 1° de julho, o documento “Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso: Subsídio para processo de inclusão participativa no Subprograma de Agricultura Familiar do REM (2020)”.

O lançamento será de forma online, a partir das 9h, pela plataforma Zoom do REM. O evento também será transmitido pelo canal da Sema-MT [Secretaria de Estado de Meio Ambiente] no YouTube, como forma de atrair o maior número de espectadores e pessoas interessadas no assunto.

Os interessados em participar do evento devem confirmar presença pelo meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (65) 99900-0386.


Crédito: Seaf-MT

O documento é resultado de uma série de encontros com representantes de comunidades de pequenos agricultores, quilombolas e diversos segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais do estado de Mato Grosso com objetivo de fazer o mapeamento desses povos para aprimorar as estratégias diretas do Programa REM MT.

Ao todo, a construção do diagnóstico envolveu entrevistas e oficina com mais de 90 lideranças e representantes de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) localizadas em diversas regiões do estado. Também houve a consulta dos dados do Censo Agropecuário, bem como a colaboração de órgãos estaduais, federais e de organização não governamentais (ONGs) que atuam junto a esses povos.

Os dados compilados e sistematizados representam um referencial inicial para dar visibilidade aos PCTs em Mato Grosso, como forma de fortalecer suas atividades e incluí-los cada vez mais nas políticas públicas do Estado.

Nesse sentido o diagnóstico buscou detalhar a atuação dos PCTs na agricultura familiar. Identificou, especialmente, o tamanho e distribuição desses segmentos. A participação dessas comunidades em cadeias agroextrativistas que contribuam para manutenção da floresta em pé no estado, bem como “suas formas de organização sócio-produtivia, com objetivo de contribuir para o planejamento direcionado à inclusão justa e participava dos PCTs no Programa REM”, enfatiza trecho do documento que será apresentado durante a oficina de lançamento. 

O Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria técnica da Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, a cooperação técnica alemã; bem como a parceria técnica e institucional do Grupo de Coordenação do Programa REM MT.

O documento estará disponível para ser baixado no site do REM, logo após a oficina de lançamento na internet.

O REM MT é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Segue abaixo a programação do Evento:

9h00 – chegada dos participantes

9h15 – Boas Vindas

9h30 – Mesa: Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso e qual a sua importância para a sociobiodiversidade?

10h00 – Intervalo

10h10 – Apresentação do Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso –

Subsídio para processo de inclusão participativa no subprograma de Agricultura Familiar do REM

11h00 – Discussão

11h30 – Encerramento

Ignácio Ybanez Rubio avalia que troca de conhecimento pode aprimorar ainda mais o sistema de monitoramento via satélite da Sema, no combate ao desmatamento ilegal das florestas mato-grossenses

Marcio Camilo/Comunicação REM MT

O embaixador da União Europeia, Ignácio Ybanez Rubio, quer contribuir com o sistema de monitoramento via satélite de combate ao desmatamento ilegal em Mato Grosso, em especial na floresta Amazônica. Ele participou da comitiva de embaixadores dos EUA e da Europa que vieram conhecer as políticas ambientais do Governo do Estado.

O monitoramento é feito pelo satélite Planet, tecnologia adquirida por meio do Programa REM Mato Grosso, em parceria com o Fundo Brasileiro para a biodiversidade (FUNBIO). Ignácio acredita que o trabalho, “que já é muito positivo”, pode ser aprimorado ainda mais.

Atentou para o fato de que a União Europeia possui acordo com o Governo Federal em que o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] já utiliza as imagens geradas pela constelação de satélites Sentinel - um dos mais modernos do mundo, sendo desenvolvido pela Agência Espacial Europeia. O embaixador enxerga a possiblidade de um acordo direto com o Governo de Mato Grosso.


Embaixador da União Europeia, Ignácio Ybanez Rubio. Fotos: Techelo Figueiredo/SecomMT

“Agora vamos conversar... ver de que maneira podemos compartilhar esse conhecimento, se as imagens podem ser disponibilizadas para o estado”, destacou o embaixador ao acrescentar que o satélite é utilizado por várias nações do mundo.

Ignácio e os demais embaixadores Todd C. Chapman (EUA), Heiko Thoms (Alemanha) e Peter Wilson (Reino Unido) ficaram impressionadas com o trabalho tecnológico e integrado que ocorre na Sala de Situação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Lá, uma equipe de especialistas do órgão monitora diariamente a cobertura vegetal dos três biomas do estado: Amazônia, Pantanal e Cerrado.

“É impressionante todo esforço que está sendo feito para conter o desmatamento ilegal em Mato Grosso”, destacou o embaixador da União Europeia.

O que mais chamou atenção de Ignácio foi o protocolo que a Sema desenvolveu para notificar os infratores, primeiro via email e depois por telefone. “Penso que isso também tem um caráter pedagógico, o fato de você entrar em contato com as pessoas e avisá-las por correio eletrônico sobre o desmatamento da área. Isso pode fazer com que a pessoa se conscientize e pare com a degradação ambiental”, ressaltou.

A secretaria da Sema, Mauren Lazzaretti, explicou aos embaixadores que é da Sala de Situação que saem as informações que subsidiam as equipes de fiscalização que estão em campo, no combate ao desmatamento ilegal. Nesse sentido, conforme a gestora, o trabalho é feito de maneira integrada envolvendo órgãos como o Batalhão Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e o Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).


Embaixadores conhecem a Sala de Situação na Sema-MT

“Esse trabalho em conjunto permite subsídios e resposta rápida às equipes de campo para conter o desmatamento ainda no início”, enfatizou a secretária ao acrescentar que em relação a notificação remota, a Sema já enviou mais de 30 mil e-mails aos infratores ambientais.

Os quatro embaixadores estão desde segunda-feira (07) em Mato Grosso para conhecer a política ambiental do Estado, bem como os investimentos do Programa REM MT em projetos sustentáveis que mantém a floresta em pé.

O REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao estado pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais. 

Embaixadores dos Estados Unidos e da Europa avaliaram como positivo a aplicação dos recursos do Programa REM Mato Grosso em ações de combate ao desmatamento ilegal e preservação das florestas do Estado (Amazônia, Pantanal e Cerrado).

Todd C. Chapman (EUA), Heiko Thoms (Alemanha), Peter Wilson (Reino Unido) e Ignácio Ybanez Rubio (União Europeia) estão em Cuiabá, desde segunda-feira (07) para conhecer uma série de ações que tem tornado o Governo de Mato Grosso referência no combate ao desmatamento da floresta amazônica e produção sustentável.

“Estou orgulhoso com a parceria que temos aqui”, resumiu o embaixador alemão, Heiko Thoms. O governo do país dele, juntamente com o Reio Unido, financia o programa REM MT, que é executado pela Secretária de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT), em parceria com o Fundo Brasileiro para a biodiversidade (FUNBIO).


Embaixador Alemão (à direita) posa em foto com a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e o embaixador do Reio Unido, Peter Wilson. Foto: Marcio Camilo/REM MT

 

Thoms e dos demais embaixadores conheceram em detalhes as ações do REM MT – e de outras políticas estruturantes de preservação da floresta – na tarde desta segunda, durante apresentação no auditório da Sema-MT, no Centro Político-Administrativo de Cuiabá.

O que mais chamou atenção do embaixador alemão foi que Governo do Estado tem encontrado mecanismos para frear o desmatamento na Amazônia. Prova disso é que os índices de alerta diminuíram em mais de 20% nos últimos 10 meses, na parte da floresta amazônica que fica em Mato Grosso. “Os resultados são bons e mostram que o trabalho é feito várias em frentes. Pelo que foi apresentado, a tendência é que o desmatamento continue sob controle”, avalia.

A coordenadora do REM MT, Lígia Vendramin, explicou que 60% dos recursos do programa são aplicados diretamente na base, em projetos para fortalecer a agricultura familiar, comunidades tradicionais, como os quilombolas, e apoiar a autonomia dos povos indígenas de Mato Grosso, em áreas como saúde, segurança alimentar, combate aos incêndios florestais e enfretamento da pandemia de Covid-19. Só na Agricultura Familiar os investimentos são na ordem de R$ 32,1 milhão; enquanto que nos Territórios Indígenas, cerca de R$ 14 milhões.

Já o restante dos recursos do programa [40%], conforme Lígia, “são destinados para fortalecer as políticas públicas estruturantes do estado no combate ao desmatamento”.  Essas ações foram destacadas pela secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.


Coordenadora do REM MT, Lígia Vendramin, apresenta ações do programa aos embaixadores dos EUA e da Europa. Foto: Tchelo Figueiredo/SecomMT

 

Ela detalhou que o Governo do Estado teve a preocupação de estruturar em várias frentes a gestão da Sema no combate ao desmatamento, principalmente da região amazônica. Um dos braços fortes nesse sentido é a fiscalização e repressão dos crimes ambientais por meio de monitoramento via satélite de alta tecnologia adquirido pelo REM MT, bem como apreensão de maquinários utilizados no desmatamento ilegal, como forma de descapitalizar os infratores.

“Nós últimos anos já foram mais de R$ 2 bilhões em ações contra essas pessoas que cometem crimes ambientais”, ressaltou a gestora durante apresentação aos embaixadores.

Para Peter Wilson, embaixador do Reino Unido, o REM MT faz algo fundamental que é diminuir a burocracia, com a chegada de recursos na ponta, direto aos agricultores familiares.

Ele pode presenciar isso de perto em uma vista durante o final de semana em Alta Floresta (a 791 km de Cuiabá), quando conheceu a plantação de mil pés de café orgânico no sítio do pequeno produtor Adeildo Antônio Sopeletto. O projeto é financiado pelo REM MT. Veja a matéria AQUI.

“Penso que o programa do REM é muito importante porque as fazendas, eles mesmos decidem como fazer [aplicar os recursos]. É necessário ter ajuda, capacitação [dos órgãos do estado], mas evitar a burocracia. É isso que o REM faz muito bem”, ressaltou o britânico.


Secretária Mauren apresenta aos embaixadores ações da Sema de combate ao desmatamento ilegal /Tchelo Figueiredo-SecomMT


Após a reunião com autoridades da Sema, os embaixadores também tiveram a oportunidade de conhecer a Sala de Situação da secretaria que monitora via satélite toda cobertura vegetal de Mato Grosso.

“Com a alta tecnologia, aliado ao trabalho integrado das equipes de fiscalização da Sema, o Governo tem reprimido de forma ágil e eficaz o desmatamento ilegal. Na história de Mato Grosso isso nunca aconteceu com tanta eficiência como agora”, enfatizou Mauren, a secretária da Sema.

A visita dos cinco embaixadores a Mato Grosso segue pela manhã desta terça-feira (08). Dessa vez eles irão se reunir com ONGs, organizações da sociedade civil, movimentos indígenas e sociais voltados à preservação ambiental.

 

Peter Wilson conferiu de perto inciativas que mantém a floresta de pé ao mesmo tempo que garantem o sustento de centenas de famílias de pequenos agricultores, comunidades indígenas e grupo de mulheres

Marcio Camilo
Comunicação REM MT

“Foi muito importante ver as coisas de perto, não apenas no papel”. Essa foi constatação do embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, que no último sábado (05) visitou iniciativas da agricultura familiar financiadas pelo Programa Rem Mato Grosso e pela estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), nas cidades de Alta Floresta e Juruena, regiões Norte e Nordeste do estado.

O Reino Unido, juntamente com o governo alemão, é um dos financiadores do REM MT –  projeto executado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT), em parceira com o Fundo Brasileiro para a biodiversidade (FUNBIO), que visa o combate ao desmatamento ilegal e preservação das florestas mato-grossenses, bem como a redução das emissões de CO2 na atmosfera do planeta.


Secretários de Estado Lauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e Silvano Amaral (Agricultura Familiar) explicam ao embaixador os projetos de sustentabilidade na Amazônia. Foto: SecomMT


Peter veio ao estado conhecer algumas das inciativas apoiadas pelo REM MT que ajudam a manter a floresta Amazônica em pé, ao mesmo tempo que geram renda aos agricultores familiares.

Em Alta Floresta, a 791 km de Cuiabá, o embaixador do Reino Unido conheceu os pequenos agricultores da Comunidade de Nossa Senhora de Guadalupe, que fica na zona rural do município.

Lá ele teve a oportunidade de conversar com Adeildo Antônio Sopeletto, de 59 anos, que possui uma chácara com mil pés de café. Seu cultivo é pautado pela lógica agroflorestal, em que um ser vivo depende do outro. Pés de bananeiras servem de sombra para os pés de café. Os adubos são orgânicos e os defensivos são biológicos. Não há espaço para a química ou qualquer tipo de agrotóxico.

A propriedade de Aldeildo faz parte da Repoema, que é a Associação de Produtores Orgânicos da Amazônia Mato-grossense, que reúne 640 famílias da agricultura familiar. Ao todo, o Programa REM MT investe R$ 1,5 milhão para estabelecer a associação como o primeiro grupo de agricultores familiares em Mato Grosso com certificação do selo participativo de produtos orgânicos.

“Um café da Amazônia com selo orgânico tem muito peso, agrega muito valor ao produto para ser comercializado tanto no mercado local de Alta Floresta quanto para outras regiões do estado”, destaca Eduardo Darvin, coordenador do Programa de Negócios Sociais do Instituto Centro de Vida (ICV), que foi o proponente do projeto encaminhado ao REM MT, sendo contemplado dentro do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs).

Para Peter, o embaixador do Reino Unido, os recursos internacionais “estão sendo muito bem aplicados”. Destaca que fui muito importante conhecer essa realidade de perto, em que o pequeno e o grande produtor convivem numa mesma área com a possibilidade de compartilhar interesses em comum. “Acima de tudo, o importante foi ver o ser humano trabalhando em parceria com o meio ambiente e não contra ele. Nesse sentido, o REM tem conseguido algo extraordinário que é colocar no chão os projetos da agricultura familiar”, ressalta Peter.


Embaixador conhece propriedade de café orgânico do agricultor familiar, Adeildo Antônio. Projeto faz parte das iniciativas de sustentabilidade do REM MT na Amazônia. Foto: Marcio Camilo 


A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, também ressaltou a importância do REM MT como um dos principais programas de fortalecimento e estruturação da política ambiental de Mato Grosso. Para ela, o principal trunfo da iniciativa é “levar recursos às cadeias de bioeconomia focadas na produção sustentável e de baixa emissão de carbono”.

Já o secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral, vê a parceria da Seaf com o REM “como sendo essencial”, no sentido de garantir assistência técnica e insumos agrícolas aos pequenos produtores. “É uma coisa que eu sempre digo: não adianta o produtor ter a melhor vaca, o melhor leite, o melhor café, se ele não tiver assistência técnica. Nesse sentido o REM tem nos ajudado a fazer com os técnicos atuem nessas propriedades”.

Para Rita Chiletto, assessora internacional da Casa Civil, é fundamental visitas como essa a Mato Grosso, de grandes autoridades internacionais. Só assim, conforme a assessora, elas têm uma melhor compreensão da realidade do meio ambiente e da agricultura do estado. “Ele [Peter] pode ver grupos de pequenos e grandes agricultores com interesses convergentes. Só isso já desmistifica muita coisa em relação ao nosso estado, que tem um grande potencial para ser uma vitrine para mundo na questão de produzir e conservar [PCI]”.

Juruena

Em Juruena Peter conheceu a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer. Trata-se de uma rede que envolve 500 famílias de coletores de castanha do Brasil, três comunidades indígenas, grupo de mulheres e agricultores familiares de assentamento. A produção é toda focada no sistema agroflorestal que preserva uma área de 7.200 hectares em plena floresta amazônica.

Oitenta por cento da cooperativa é composta por mulheres tanto em cargos de direção quanto na mão de obra.

Os indígenas da região, como os Cinta Larga, Munduruku e Apiacá, são responsáveis por coletar todas as castanhas que chegam à cooperativa para se transformar em óleo, farinha, castanha torrada e outro derivados.

Em 2020, a Coopavam produziu 10 mil litros de óleo de castanha. Só nos primeiros seis meses desse ano, a produção dos cooperados triplicou, alçando a marca de 35 mil litros.

 “Fiquei impressionado com as inovações tecnológicas da agricultura familiar que encontrei nesse lugar. Foi incrível ver as parcerias de cooperativas que geram renda a pequenos agricultores, mulheres e indígenas”, destacou o embaixador do Reino Unido.

Além dos secretários de estado Mauren Lazaretti e Silvano Amaral, também estiveram presentes na visita do embaixador a Alta Floresta e Juruena o superintende de Agricultura Familiar, George Lima; e o coordenador do Subprograma Fortalecimento Institucional do REM, Felipe Santana, e do administrativo; Gláucia Drielly Santana. 

Região que historicamente sofre pressão por desmatamento tem a oportunidade de recuperar sua rica biodiversidade formada pelo Cerrado e floresta Amazônica

Marcio Camilo / Comunicação REM MT

Na região do Xingu Araguaia, no Leste do Estado, o Governo de Mato Grosso, por meio do Programa REM MT, financia o “Conectividade ecológica e econômica no Xingu Araguaia. O projeto é coordenado pelo Instituto Socioambiental (ISA), e promove a restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP) e de reserva legal para a formação de “corredores ecológicos” que conectam fragmentos vegetais e práticas agropecuárias sustentáveis.

O projeto Conectividade ecológica e econômica no Xingu Araguaia promove a restauração de ecossistemas, tema da Semana do Meio Ambiente deste ano em Mato Grosso - comemorada na primeira semana do mês de junho -, alinhada com a década da restauração de ecossistemas instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), no período de 2021 a 2030.

O evento é organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e contará com uma série de ações e palestras sobre a importância de restaurar ecossistemas para sobrevivência do planeta. Para participar CLIQUE AQUI.


Heber Queiroz ajudou a plantar 18 milhões de árvores em Mato Grosso - Foto por: Assessoria ISA


Conectividade ecológica

O projeto envolve agricultores familiares dos municípios de Canarana, Nova Xavantina, Querência e Serra Nova Dourada. A ideia é tanto restaurar o riquíssimo ecossistema e biodiversidade da região, que envolve a transição entre Cerrado e Amazônia, quanto aumentar a produção dos pequenos e médios produtores, de maneira sustentável, além de promover a segurança alimentar, bem como a geração de renda de forma participativa e inclusiva.

Uma das estratégias para viabilizar o projeto é o procedimento denominado de “Muvuca”, que tecnicamente é chamado de “semeadura direta”. O ISA desenvolve a técnica com sucesso há 14 anos. O método – eficiente e mais barato que o plantio de mudas – consiste em misturar diversas sementes de espécies nativas e de adubação verde, e semeá-las ao solo. A prática, além de prover a restauração do ecossistema, contribui efetivamente para reestabelecer o equilíbrio dessas áreas na região do Xingu Araguaia, que desde 1970 sofrem constantes pressões por desmatamento.

“Isso [semeadura direta] propicia a germinação simultânea de plantas com comportamentos diferentes, criando uma diversidade de ambientes que atrai animais, que, por sua vez, trazem outras espécies vegetais. Com isso, há enriquecimento das florestas que serão formadas, e contribuição para o equilíbrio do ecossistema”, detalha o ISA em seu projeto encaminhado ao Programa REM Mato Grosso.

 


Fazenda Destino, em Ribeirão Cascalheira, iniciou a implantação em dezembro de 2011
Créditos: Junior Micolino-ISA


O método, além de recuperar o passivo ambiental dos produtores com um custo mais baixo, lhes garante o aumento da renda e o sustento das famílias. Além disso, há uma série de co-benefícios, como: “a melhoria da qualidade ambiental, com a qualidade e a quantidade da água, formação de corredores ecológicos, restabelecimento dos serviços ambientais, fortalecimento dos benefícios sociais e econômicos de comunidades locais e também do produtor rural”.

O ISA destaca que, as sementes, que visam a restauração do ecossistema, serão adquiridas da Rede de Sementes do Xingu, que atua há 13 anos no território. Atualmente a organização beneficia 568 coletores, em 21 municípios, 14 assentamentos rurais, uma reserva extrativista, sete povos indígenas distribuídos em 17 aldeias em quatro terras indígenas.


Fazenda Destino, cinquenta meses depois, fevereiro de 2016
Créditos: Junior Micolino-ISA

Ao longo de mais de uma década, a Rede de Sementes do Xingu conseguiu alcançar uma produção de 249 toneladas de sementes que gerou uma renda de 4 milhões de reais, que fomentou 6.800 ha (seis mil e seiscentos hectares) de áreas em processo de restauração em diversas regiões do país.

Entre as famílias da agricultura familiar beneficiadas com o projeto está a Associação dos Pequenos Produtores Rurais do P.A. Guatapará. A associação, explica o ISA, está localizada em Canarana e o assentamento conta com 120 famílias que possuem a agropecuária como atividade principal.

A restauração do ecossistema local também envolve as áreas de atuação das 45 famílias vinculadas à Associação dos Produtores Rurais Beira Rio, no município de Nova Xavantina. As famílias também possuem a pecuária como atividade principal.

O projeto também conta com a parceria da Associação Agroecológica Caminho da Paz (ACAMPAZ), em Serra Nova Dourada; e da Rede de Sementes Portal da Amazônia. Conforme o ISA, trata-se de um movimento coordenado por grupos de agricultores familiares e organizações não governamentais no sentido de facilitar o acesso às sementes florestais para as ações de recuperação ambiental.


Restauração Florestal em sítio do município de Querência, região Xingu Araguaia
Créditos: ISA

“A rede [de Sementes Portal da Amazônia] está formalizada na forma de uma cooperativa, possibilitando a comercialização de sementes para todas as regiões do Brasil. A Rede está composta atualmente por 120 coletores de 08 municípios da região norte do Mato Grosso, conhecida como Portal da Amazônia”, detalha o instituto.

A proposta faz parte das Chamadas de Projetos 03.2020 do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT.

O Conectividade ecológica e econômica no Xingu Araguaia ainda está no início, com prazo de 24 meses para ser executado. Foi idealizada pelo ex-coordenador do ISA/Canarana (MT), Heber Queiroz Alves – importante ativista socioambiental no estado, que, infelizmente, faleceu em decorrência da Covid-19. Mas seus projetos, valores e ensinamentos seguem adiante. A busca pela restauração de ecossistemas na região do Xingu Araguaia, inclusive, é um dos seus legados.

Homenagem a Heber Queiroz

Ao divulgar o projeto Conectividade ecológica e econômica no Xingu Araguaia, inserido no contexto da Semana do Meio Ambiente, como exemplo de restauração de ecossistemas, o programa REM MT, rende homenagem ao Heber, que foi um grande parceiro do programa e restaurador de ecossistemas no Xingu Araguaia.
Ele faleceu em decorrência da Covid-19 no último dia 10 de maio em Barra do Garças (MT), onde estava internado.

Foi Heber quem fez os mapas das primeiras agroflorestas plantadas com muvucas - justamente o método que ele pretendia desenvolver no projeto em parceria com o Programa REM MT. Os mapas desenvolvidos por Heber ocorreram durante a campanha Y Ikatu Xingu, ou Salve a Água Boa do Xingu. Conforme o ISA, a campanha mostrou ao mundo “a importância da recuperação e proteção das nascentes do Rio Xingu.

Ele coordenava o componente Adequação Socioambiental do ISA em Canarana, com projetos focados em restauração florestal. Entendia que um dos grandes ganhos em “plantar florestas” era unir pessoas com pensamentos diferentes em torno de um bem comum.

“Heber ajudou a plantar mais de 6 mil hectares de florestas, ou pelo menos 18 milhões de árvores. Acreditava em um futuro melhor para seus filhos, Lívia e Breno. E, para nossa sorte, acreditava em um futuro melhor para os filhos de todos nós”, destaca a coordenação do ISA.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: www.remmt.com.br.

Experiência em fazenda em Rondonópolis está inserida nos projetos do Programa REM Mato Grosso, que visão tanto o uso eficiente dos recursos naturais quanto à redução da pressão por desmatamento das florestais mato-grossense

Marcio Camilo / Comunicação REM MT

Soja, algodão e pecuária convivendo em harmonia e de forma sustentável num mesmo lugar. É isso que será mostrado no próximo 12 de junho no Dia de Campo Online: Sistemas Sustentáveis de Produção, na fazenda Guarita, zona rural de Rondonópolis.

O projeto de Sistemas Integrados de Pastagens e Culturas Agrícolas (PISA) está inserido no eixo Inovação das cadeias de commodities do subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros).

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Sistemas Integrados de Produção Agropecuária, Edicarlos Damacena de Souza, a ideia é mostrar aos produtores que é possível unir lavoura e pecuária para produzir com sustentabilidade e de maneira rentável. Aliando deste modo, a questão ambiental e econômica.

“Se nós conseguimos intensificar uma área de produção, que geralmente são áreas de pastagens degradadas. Se a gente consegue que essa área seja produtiva, a gente consegue produzir mais alimentos com a mesma unidade de área já aberta”, destaca.

O especialista detalha que a área degradada é intensificada por meio de dois sistemas: o de integração de pastagem com lavoura (PISA) e o de Pastoreio Rotatínuo

Primeiramente, no PISA, a lógica é fortalecer solos fragilizados que sofreram com a monocultura. Trata-se do manejo correto do pastoreio, como forma de incrementar a matéria orgânica do solo, o sequestro de carbono, bem como reduzir e mitigar as emissões dos efeitos dos gases estufas.

Já o segundo, o Pastoreio Rotatínuo, é levando em consideração o comportamento ingestivo dos animais. “A cada bocada que a animal der, a gente quer que ele capte o máximo de alimentos com qualidade. Nós queremos otimizar o tempo de pastejo. E com isso, nós fazemos com que o animal produza mais e emita menos metano para produção desse alimento”, explica Edicarlos.

Ele ressalta que com essas duas tecnologias [sistemas integrados e pastoreio rotatínuo], os produtores do estado conseguem ter mais sucesso na produção: “colocar uma cultura que é extremamente exigente, que é o algodão, nos sistemas integrados permite produzir essa commodities agrícola em solo arenoso. Esse é o mais importante, porque muito das nossas pastagens em Mato Grosso são degradadas. Então são alternativas para melhorar a produção nessas áreas”, reforça.

 
As tecnologias são desenvolvidas no Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) em parceria com associação público-privada SIPA, que envolve as universidades federais do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso (campus Rondonópolis). As ações contam com financiamento do REM MT – programa executado pelo Governo de Mato Grosso que conta com recursos dos governos da Alemanha e Reino Unido que premiam países e estados que combatem o desmatamento da floresta, com a consequente redução das emissões de CO2 no planeta.

Esta iniciativa é apoiada pelo subprograma "Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis - PIMS" (que envolve as commodities de carne, soja e madeira tropical), que dentre os principais objetivos busca apoiar a adequação produtiva, com promoção da eficiência no uso de recursos naturais e redução da pressão por desmatamento, demonstrando a viabilidade técnica e financeira da adoção de boas práticas; além de apoiar a inovação através de atividades que permitam a difusão de novas tecnologias nas regiões alvo do programa, a fim de melhorar a eficiência produtiva de forma a reduzir a pressão por abertura de novas áreas e o uso de insumos e defensivos.

O Dia do Campo online terá como modelo a fazenda Guarita, em Rondonópolis, que é a unidade de excelência em difusão do projeto, no qual as tecnologias estão sendo colocadas em prática. “No evento do dia 12 a gente vai fazer uma parte ao vivo, e, a outra parte, com as gravações que foram realizadas no campo. Nós vamos transmitir evento da universidade [Federal de Mato Grosso em Rondonópolis]”, detalha Edicarlos.

O evento também contará com gravações na unidade de excelência em pesquisa do IMAmt, em Rondonópolis.

As inscrições para participar do Dia de Campo online podem ser realizadas AQUI  

Confira a programação completado evento:



 

 

Evento faz parte da Semana do Meio Ambiente, que começa nesta segunda-feira (31) e se estenderá até 4 de junho

 Marcio Camilo/ Comunicação REM MT

Ainda dá tempo de participar do webinar sobre restauração de ecossistemas, que faz parte da programação da Semana do Meio Ambiente. O evento, promovido pelo Secretaria de Estado de Meio Ambiente, começa a partir das 14h desta segunda-feira (31) e se estende até 4 de junho, com uma série de importantes palestras sobre preservação ambiental. As inscrições para o webinar podem ser feita AQUI

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é parceiro da Sema-MT na organização da Semema do Meio Ambiente. Trata-se do projeto executado pelo Governo do Estado que conta com financiamento dos governos da Alemanha e do Reino Unido que premiam Mato Grosso pelos bons índices de preservação e combate ao desmatamento das florestas e redução das emissões de CO2 no planeta.

 Além do webnário, ocorrerá ao final do ano o plantio de mudas para homenagear as vítimas do novo coronavírus. O plantio ocorrerá nos municípios que se inscreverem para fazer parte da iniciativa.

O REM MT será o responsável por viabilizar as mudas e as placas onde constarão os nomes das pessoas que foram vitimadas pela Covid-19

O tema da Semana do Meio Ambiente está alinhado com a década da restauração de ecossistemas, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), no período de 2021 a 2030, e também homenageia as vítimas que perderam a vida pela pandemia do coronavírus.

Veja a programação completa do webinário

31 de maio

14h – Abertura da Semana do Meio Ambiente com a secretária de Estado de Meio ambiente Mauren Lazzaretti
14h30 – Palestra: Ambiente e Pandemia – Michèle Sato (UFMT)
15h15 – Palestra: Relação entre Saúde e o Meio Ambiente – Christiane Rocha (UFLA)
*Moderação de Vânia Montalvão (Sema-MT)

1º de junho

14h – Palestra: Panorama Geral da Atividade de Restauração Ambiental – Ingo Isernhagen (EMBRAPA)
14h45 - Palestra: Técnicas Alternativas para Restauração de Áreas Degradadas – Sebastião Venâncio Martins (UFV)
*Moderação de Alexandre Ebert (Sema-MT)

02 de junho

14h – Palestra: Rede de sementes do Xingu: as pessoas como protagonistas da Restauração Ecológica - João Carlos Mendes Pereira (Facilitador da Rede de Sementes do Xingu)

14h45 – Palestra: Semeadura Direta como principal forma para Recomposição da Vegetação Nativa – Guilherme Henrique Pompiano Do Carmo (Técnico ISA)
*Moderação de Leonardo Vivaldini dos Santos (Engenheiro Florestal SEAF-MT)

03 de junho

14h – Palestra: Restauração de Áreas com SAFs – Eduardo Darwin Ramos da Silva (Analista de gestão ambiental do ICV)

14h45 – Palestra: Restauração de Áreas Degradadas com intervenções de Engenharia Natural – Rita dos Santos Sousa (UFSM)

*Moderação de Lígia Nara Vendramin (Coordenadora do Programa REM)

04 de junho

14h – Palestra: Ferramentas para Detecção e Avaliação das Áreas Degradadas em Unidades de Conservação Estaduais - Alexandre Ebert (Sema-MT)
14h45 – Palestra: Apresentação da Plataforma WebAmbiente – José Felipe Ribeiro (EMBRAPA)

*Moderação de Elaine Corsini (SEMA-MT)

 Webnário sobre Restauração de Ecossistemas faz parte da programação do evento que será realizado entre dos dias 31 de maio e 4 de junho. A Semana do Meio Ambiente conta com apoio do programa REM MT

 Marcio Camilo/ Comunicação REM MT

A secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Mauren Lazzaretti, aparece em vídeo convidando a população mato-grossense para se inscrever no Webnário sobre Restauração de Ecossistemas, como parte da programação da Semana do Meio Ambiente que acorrerá de forma online entre os dias 31 de maio e 4 de junho. O evento conta com apoio do programa REM MT.

No vídeo, que está sendo compartilhado nas redes sociais, a gestora explica que o webnário ocorrerá entre os dias 31 de maio a 4 de junho, como transmissão sempre a partir das 14 horas pelo canal do Youtube da Sema-MT. O participante receberá um certificado de 10 horas. Para isso, deverá se inscrever preenchendo o formulário disponível no site da Sema ou CLICANDO AQUI. 

"Convido a todos a participarem conosco desse importante evento", ressalta a secretária Mauren na mensagem de vídeo.

O tema do evento está alinhado com a década da restauração de ecossistemas, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), no período de 2021 a 2030, e também homenageia as vítimas que perderam a vida pela pandemia do coronavírus.

 

Serão realizadas palestras com temas relacionados à saúde e o meio ambiente, diagnóstico e técnicas de restauração ambiental, semeadura direta, engenharia natural, e apresentação da plataforma WebAmbiente.

Além do webnário em comemoração à Semana do meio Ambiente, ocorrerá ao final do ano o plantio de mudas para homenagear as vítimas do novo coronavírus. O plantio ocorrerá nos municípios que se inscreverem para fazer parte da iniciativa.

O Programa REM Mato Grosso será o responsável por viabilizar as mudas e as placas onde constarão os nomes das pessoas que foram vitimadas pela Covid-19. O REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é um projeto executado pelo Governo do Estado que conta com recursos internacionais que premiam países e estados pioneiros na preservação e combate ao desmatamento ilegal da floresta.

Veja a programação completa

31 de maio

14h – Abertura da Semana do Meio Ambiente com a secretária de Estado de Meio ambiente Mauren Lazzaretti
14h30 – Palestra: Ambiente e Pandemia – Michèle Sato (UFMT)
15h15 – Palestra: Relação entre Saúde e o Meio Ambiente – Christiane Rocha (UFLA)
*Moderação de Vânia Montalvão (Sema-MT)

1º de junho

14h – Palestra: Panorama Geral da Atividade de Restauração Ambiental – Ingo Isernhagen (EMBRAPA)
14h45 - Palestra: Técnicas Alternativas para Restauração de Áreas Degradadas – Sebastião Venâncio Martins (UFV)
*Moderação de Alexandre Ebert (Sema-MT)

02 de junho

14h – Palestra: Rede de sementes do Xingu: as pessoas como protagonistas da Restauração Ecológica - João Carlos Mendes Pereira (Facilitador da Rede de Sementes do Xingu)

14h45 – Palestra: Semeadura Direta como principal forma para Recomposição da Vegetação Nativa – Guilherme Henrique Pompiano Do Carmo (Técnico ISA)
*Moderação de Leonardo Vivaldini dos Santos (Engenheiro Florestal SEAF-MT)

03 de junho

14h – Palestra: Restauração de Áreas com SAFs – Eduardo Darwin Ramos da Silva (Analista de gestão ambiental do ICV)

14h45 – Palestra: Restauração de Áreas Degradadas com intervenções de Engenharia Natural – Rita dos Santos Sousa (UFSM)

*Moderação de Lígia Nara Vendramin (Coordenadora do Programa REM)

04 de junho

14h – Palestra: Ferramentas para Detecção e Avaliação das Áreas Degradadas em Unidades de Conservação Estaduais - Alexandre Ebert (Sema-MT)
14h45 – Palestra: Apresentação da Plataforma WebAmbiente – José Felipe Ribeiro (EMBRAPA)

*Moderação de Elaine Corsini (SEMA-MT)

 

Projeto financiado pelo Programa REM MT será mostrado aos produtores de Sorriso como referência em produção sustentável envolvendo grandes commodities de Mato Grosso  

 Marcio Camilo/Comunicação REM MT

Continuam abertas as inscrições do dia de campo online 6° Encontro Regional de Sistemas Produtivos, com objetivo de mostrar práticas sustentáveis de produção de commodities envolvendo a soja, o milho e a agropecuária. O evento ocorre neste sábado com transmissão online a partir das 9h (horário de Brasília) direto do estúdio televisivo da Embrapa Agrossilvipastroril, pelos sites Vida Rural MT (https://vidaruralmt.com.br/), Associação Amigos da Terra de Sorriso (www.catsorriso.org.br) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (https://www.embrapa.br/agrossilvipastoril/).

Os interessados em participar do dia de campo devem se inscrever pelo site www.catsorriso.org.br.

O evento terá como exemplo os experimentos de sistemas produtivos integrados promovidos pela Embrapa na Fazenda Santana, no município de Sorriso, a 396 quilômetros de Cuiabá.

Lá os produtores conhecerão técnicas de plantio direto para enriquecer o solo de matéria orgânica e desse modo gerar nutrientes para a soja.

É o que ocorre quando a planta braquiária divide o mesmo terreno com a soja, pois a braquiária tem a capacidade de buscar nutrientes nas camadas mais profundas dos solos e bombeá-los para cima, promovendo, assim, a descompactação e o incremento de matéria orgânica do solo.


Consórcios forrageiros na Fazenda Santana, em Sorriso-MT/Embrapa

Em decorrência deste incremento, o solo aumenta sua capacidade de armazenamento de água e nutrientes disponíveis para as plantas, ajudando a cultura da soja durante os períodos de veranicos ao longo do seu ciclo produtivo.

Durante o dia de campo os produtores terão a oportunidade de ouvir palestras de renomados especialistas em agropecuária da Embrapa e também da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que, a partir do exemplo da Fazenda Santana, irão explicar a importância da produção envolvendo diversas culturas integradas para o meio ambiente.

O projeto é financiado desde fevereiro deste ano com recursos da Chamada 08/2020 do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do REM Mato Grosso. De acordo com Flávio Wruck, um dos pesquisadores da Embrapa que participa da iniciativa, o encontro será uma oportunidade de mostrar aos produtores que é possível plantar commodities de maneira sustentável e em harmonia com diferentes culturas.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Confira a programa completa do evento: 

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