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Técnicos, produtores rurais e estudantes de Juara e região (a 693,9 km da capital) tiveram a oportunidade de conferir na prática as principais soluções tecnológicas do mercado, visando uma produção agropecuária mais sustentável, neste último sábado (14.05). A atividade fez parte do Dia de Campo, do evento 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola, e foi realizada na Fazenda Santa Sofia.

Para Elcio Sguario Muchalak, 57 anos, proprietário da Fazenda Santa Sofia, o evento trouxe conhecimento para toda região. Segundo ele, o objetivo é fazer novos encontros para que a ideia de sistemas de produção integrados (lavoura e pecuária) se espalhe mais entre os produtores.

“A ideia é expandir. A partir desse evento, com essas pessoas que vieram, elas vão divulgar os próximos, e, de repente, tá todo mundo sabendo”, acredita o produtor rural, cujo pai ajudou a fundar a cidade de Juara.

Elcio Sguario Muchalak, dono da Fazenda Santa Sofia. Foto: Fernanda Fidelis/REM MT

Para Beatriz Costa, técnica em agropecuária, o evento foi importante, porque trouxe para Juara e região o que há de mais novo sobre os sistemas de criação e de cultivo. Segundo ela, tratam-se de pontos centrais devido à própria evolução econômica da região, que começou com a extração de madeira, na década de 1960, depois a pecuária, e, atualmente, na intensificação da parte de lavoura. Ela ressaltou ainda que o Dia de Campo também serviu para abrir uma nova perspectiva para a cidade: de não ser reconhecida apenas como a "Capital do gado".

"Então, quem sabe, a gente não consegue integrar a lavoura e a pecuária? E ser uma grande potência do Estado, nesse sentido? Todas as áreas - pecuária, agricultura e preservação ambiental - se completam", enfatizou a técnica.

A técnica em agropecuária Beatriz Costa foi uma das participantes do Dia de Campo. Foto: Fernanda Fidelis/ REM MT

ENSAIOS EXPERIMENTAIS

Os anseios de Beatriz estão em sintonia com o trabalho que o programa de pesquisa e extensão AgriSciences desenvolve na Fazenda Santa Sofia, onde ocorreu o Dia de Campo. No local, os presentes puderam ver ensaios experimentais de integração lavoura-pecuária, que estão sendo desenvolvidos pelo programa. A ideia é que o trabalho se torne referência não só em Juara, como no Estado todo.


"Hoje, a gente expandiu os ensaios diante das demandas dos produtores nessa unidade demonstrativa (Fazenda Santa Sofia). Estamos localizados num produtor, formador de opinião, líder na região e receptivo a mudanças. Diante disso, os ensaios propostos no início - desde o uso de novos materiais genéticos de forrageiras, integração de sistemas com culturas anuais, como o milho e a soja - foram ampliados, de certa forma, incluindo culturas, como a do sorgo, cana de açúcar, o componente florestal, testando diferentes clones, que, até então, não foram avaliados em Mato Grosso. Isso tudo para que a gente possa ter uma diversidade maior de culturas, na perspectiva de diversificação, não só, do sistema de produção, mas de renda para o produtor rural", salientou Daniel Carneiro de Abreu, engenheiro agrônomo, professor da UFMT e coordenador do AgriSciences.

Professor Daniel de Abreu, coordenador do AgriSciences. Foto: Fernanda Fidelis/REM MT

O projeto é apoiado pelo REM MT, por meio do seu subprograma Produção, Inovação e Mercados Sustentáveis (PIMS), dentro do eixo “Pecuária Sustentável”.

Nesse sentido, o REM MT é um dos financiadores do AgriSciences, especificamente do projeto de modelagem computacional, em que um software simula quais sementes, a exemplo da soja e do milho, se adaptam melhor ao clima e ao solo de uma determinada região.

A ideia é desenvolver sementes híbridas e integrá-las à produção agropecuária. Esse experimento ocorre na prática na Fazenda Santa Sofia e foi conferido de perto, no sábado (14.05), pelos participantes da do Dia de Campo (4ª Vitrine Tecnológica Agrícola).

Pesquisador explica um dos ensaios experimentais na Fazenda Santa Sofia, durante o Dia de Campo. Foto: Fernanda Fidelis/ REM MT

MERCADO EXIGENTE

Para Daniela Melo, coordenadora do PIMS/REM MT, eventos como este ajudam a pensar numa agropecuária mais sustentável e alinhada com as exigências ambientais do mercado internacional, fatores relevantes para alavancar positivamente as commodities de Mato Grosso, como soja e carne.

“Além disso, são propostas que vão ao encontro dos objetivos do REM MT, que é preservar as florestas do Estado, mantendo a intensidade da produção, sem incorporação de novas áreas e, ao mesmo tempo, gerando baixo impacto ambiental, com a redução das emissões dos gases de efeito estufa (gee)”, destacou a coordenadora.


Coordenadora do PIMS/REM MT, Daniela Melo. Foto: Fernanda Fidelis/REM MT

ACESSO À TECNOLOGIA

Pamela Rubio é técnica extensionista do escritório da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), no município de Canaã do Norte, regional de Alta Floresta. Para ela, o Dia de Campo aproxima a tecnologia do pequeno e médio produtor, que, normalmente, não tem acesso a esse tipo de informação.

Ela destacou que os extensionistas têm o papel de auxiliar aqueles produtores que não possuem condições financeiras para pagar por uma assistência técnica. E que nesse sentido, eventos como esse abordam tratativas "que a gente vive no campo". "Os técnicos conseguem ter muito conhecimento através desses eventos, para estar levando aos produtores", reforçou.

Técnica extensionista da Empaer-MT, Pâmela Rubio. Foto: Fernanda Fidelis/REM M

PALESTRA

O Dia de Campo também contou com a palestra "A Importância da Diversidade de Plantas na Agricultura Tropical e seus Conceitos", proferida por José Eduardo, especialista da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP/Fazenda Capuaba).

Na oportunidade, ele falou sobre a importância do produtor proteger o solo durante o ano inteiro. "A proteção constante do solo não é jogar só uma palhazinha. É proteger o solo durante 360 dias. Ou com uma cultura em desenvolvimento (espécies forrageiras) ou com uma massa orgânica. Isso é fundamental", ressaltou aos presentes na Vitrine Tecnológica.

Palestrante José Eduardo, especialista da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha. Foto: Fernanda Fidelis/REM MT

4º ENCONTRO

Além do Dia de Campo, os técnicos e produtores participaram da 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola, realizada entre os dias 11, 12 e 13 de maio, no Centro de Eventos Savoine, também em Juara.

Na oportunidade, eles puderam tirar dúvidas sobre como melhorar a produção em equilíbrio com a natureza. Palestraram no evento algumas das principais referências no setor, a exemplo do pesquisador e ganhador do prêmio Nobel da Paz de 2007, Rattan Lal. Aos produtores presentes, ele falou sobre o uso correto da terra/solo e sobre como isso pode ajudar nos problemas globais. A conversa foi realizada por meio de uma vídeo-palestra. 

Evento do 4º Encontro Técnico de Atualização que antecedeu o Dia de Campo, na Fazenda
Santa Sofia. Foto: Fernanda Fidelis/REM MT

Tanto o 4º Encontro Técnico de Atualização, como o Dia de Campo - 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola -, foram realizados pelo AgriScience, em parceira com o REM MT, Fazenda Santa Sofia, Projeto Rural Sustentável e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT).

 

Por Marcio Camilo e Fernanda Fidelis
Edição: Mariana Vianna

Pesquisadores Mato-grossenses divulgaram em universidades dos Estados Unidos (EUA) os primeiros resultados de uma pesquisa que propõe tornar a produção de commodities mais sustentável em Mato Grosso. Trata-se do projeto “Estimativa de cenários sustentáveis por meio de modelagem computacional e sensoriamento remoto”, desenvolvido pelo programa de pesquisa AgriSciences, que usa um software que simula qual tipo de planta é mais adaptável ao ambiente. A iniciativa é financiada pelo Programa REM Mato Grosso (do português, REDD para Pioneiros).

Estiveram à frente da viagem aos EUA, o doutor Wininton Mendes, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT) e o professor doutor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e coordenador do Programa AgriSciences, Daniel de Abreu. Os dois tiveram agendas importantes em Washington (DC), com diretores do Banco Mundial e um representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A primeira parada da viagem foi no Campo Experimental da Universidade de Minnesota. Na oportunidade, Daniel e Winiton promoveram uma palestra aos pesquisadores norte-americanos sobre a modelagem computacional que está sendo feita na fazenda Santa Sofia, no município de Juara, Noroeste de Mato Grosso (bioma amazônico). Por lá, a tecnologia é utilizada para fazer experimentos com sementes híbridas de soja, milho e arroz e integrar essas culturas à produção pecuária.

Wininton detalha que a modelagem computacional permite simular quais sementes se adaptam melhor ao clima e o solo de uma determinada região. Nesse sentido, os trabalhos conduzidos na região Noroeste de Mato Grosso têm mostrado resultados promissores.

“A qualidade do solo na produtividade das culturas em sistemas de integração envolvendo soja-milho e produção de forragem é uma delas”, salienta o pesquisador. 

 

Pesquisadores da Empaer e da UFMT com a equipe da Universidade de Minnesota. Crédito: Empaer

 

Tanto Wininton quanto Daniel reforçaram durante a palestra a necessidade de mais investimentos em pesquisa, transferência de tecnologia e extensão rural neste tema, sobretudo em Juara, por ser uma região de expansão da agricultura em área de pecuária e com bastante demanda por informações técnico-científicas, que visam o uso eficiente de insumos e recursos para garantir maior produtividade das áreas de forma mais sustentável.

Após a apresentação da palestra, os pesquisadores visitaram uma propriedade rural, onde puderam entender os desafios enfrentados pelos produtores da região de Minnesota na atividade de produção agrícola e pecuária.

Durante a viagem, os pesquisadores mato-grossenses passaram por pelo menos cinco estados diferentes, onde visitaram centros de pesquisas e fazendas-modelo em produção sustentável, além de terem dialogado com pesquisadores e professores do ramo. Os estados visitados foram:  Wisconsin, Ohio, Georgia, Mississippi e Flórida.

BANCO MUNDIAL E INTERAMERICANO

Já com relação às reuniões com representantes do Banco Mundial e Interamericano de Desenvolvimento, o professor Daniel de Abreu destacou que o principal objetivo foi mostrar como Mato Grosso tem trabalhado em prol do desenvolvimento sustentável,“especificamente, na intensificação do setor agropecuário”.

 

“Para Mato Grosso, está sendo imposto esse grande desafio, que é a produção de conhecimento para que possamos fomentar, de forma organizada, a tecnologia, a inovação e, principalmente, inclusão social. Todos esses conceitos devem estar alinhados dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável. São ações que almejamos, não apenas para a nossa região [Juara], mas também para as outras que circundam o nosso estado”, avaliou o coordenador da AgriSciences.


AGRISCIENCES


O projeto “Estimativa de cenários sustentáveis por meio de modelagem computacional e sensoriamento remoto” faz parte da chamada 08/2020, do Eixo Inovação em Cadeias de Commodities, do Subprograma PIMS do REM MT. O projeto também conta com a parceria de instituições internacionais como as universidades de Minnesta e Ohio, nos Estados Unidos. Essas universidades ajudam na condução das ações e desenvolvimento de atividades do AgriSciences. 

“Esse projeto é um bom exemplo do que a gente quer nesse eixo de Inovação do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), do REM MT, que é justamente disseminar tecnologia capaz de melhorar a eficiência do produtor, reduzir a pressão por desmatamento, otimizar o uso de insumos e reduzir de emissões de gases que agravam o efeito estufa”, comemora Fernando Sampaio, coordenador-adjunto do REM MT.


Fazenda Santa Sofia, em Juara, onde ocorrem os experimentos de integração lavoura-pecuária através da modelagem computacional. Crédito: AgriSciences


Quem também ressalta a importância do trabalho é a coordenadora do PIMS, Daniela Melo. Ela explica que o “projeto auxiliará na divulgação de tecnologias inovadoras para os produtores, sendo estas consonantes com a realidade da região”.

Ao todo, o REM MT investe R$ 999.594,60 no projeto do AgriSciences, que tem como proponente a Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Fundação Uniselva.

 

Por Márcio Camilo

No próximo dia 14 de maio, produtores de soja, milho, gado, além de outras commodities, estão convidados a participar do Dia de Campo 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola, na Fazenda Santa Sofia, no município de Juara, região Noroeste de Mato Grosso. Com o tema "Atualidades na integração de sistemas de cultivo na Amazônia Mato Grosso", o evento tem como objetivo apresentar aos produtores da região algumas das melhores soluções tecnológicas, visando uma produção mais sustentável, em equilíbrio com a natureza.

Dessa forma, importantes autoridades no assunto irão palestrar no evento, onde abordarão temas, como: intensificação sustentável do solo, integração de sistemas, manejo da pastagem e do sistema soja e milho, manejo de adubação, manejo de pragas e doenças, manejo de plantas daninhas, biotecnologias, produtividade na região, mercado da carne e suplementação de bovinos e gestão.

A entrada para o evento será a doação de 1 kg de alimento não perecível. Os produtores e demais interessados podem se inscrever a partir do preenchimento de um formulário.Mais informações podem ser acessadas no site www.agrisciences.org.br.

 

 

 

O Dia de Campo 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola é uma realização do programa de pesquisa AgriSciences, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa REM Mato Grosso, Fazenda Santa Sofia, Projeto Rural Sustentável e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT).


PROGRAMAÇÃO


O Dia de Campo terá início às 7h, com a recepção dos convidados na Fazenda Santa Sofia. Já a primeira palestra está prevista para às 07h50, e terá como tema: Programa REM-MT & as Ações Desenvolvidas pelo AgriSciences.

A palestra será ministrada por Fernando Sampaio, coordenador adjunto do REM MT e diretor-presidente do Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI); e pelo professor da UFMT e coordenador do programa AgriSciences, Daniel Carneiro de Abreu.

Na oportunidade, eles falarão das soluções tecnológicas, visando uma produção mais sustentável, que ocorrem na Fazenda Santa Sofia. Lá, um dos principais experimentos é a modelagem computacional, em que um software simula quais sementes de soja, milho e arroz se adaptam ao clima e o solo da região. A ideia é desenvolver sementes híbridas e integrá-las à produção pecuária. Esse projeto é desenvolvido pelo AgriSciences, sendo financiado pelo Programa REM Mato Grosso.

 

Fotos aéreas dos experimentos de sementes híbridas na Fazenda Santa Sofia, projeto financiado pelo REM MT.
Foto: AgriSciences

A programação do Dia de Campo segue até às 16h30. Confira abaixo a programação completa:

 

 

 

Por Márcio Camilo

Produtor, já pensou em receber até R$ 30 mil para beneficiar sua produção com as melhores práticas socioambientais e certificação internacional? Essa é a proposta da Aliança da Terra - organização sem fins lucrativos financiada pelo REM Mato Grosso. A iniciativa  irá envolver 120 pequenos e médios produtores de soja (com área de até 15 módulos fiscais) em todo estado. 

De acordo com a gerente geral da Aliança da Terra, Caroline Nóbrega, essas propriedades passarão por uma série de adequações, com objetivo de tornar a produção de soja mais sustentável em Mato Grosso.  Esse projeto traz muitas vantagens para o produtor: primeiro porque prevê um apoio de até R$ 30 mil para adequação das fazendas que são elegíveis para o projeto. A ideia é que o produtor faça o investimento na fazenda e  receba a metade desse investimento como reembolso. 

Nóbrega detalha que os investimentos são feitos a partir de uma assessoria técnica realizada pelo programa, por meio da empresa Produzindo Certo, também parceira do projeto.

 

“Os produtores vão receber um diagnóstico socioambiental completo das fazendas, totalmente gratuito. Neste diagnóstico ele terá acesso a todas as questões ambientais: qual é a situação da APP [Área de Preservação Permanente], qual é a situação da reserva legal. Assessoria técnica para a recuperação desses passivos .Também do ponto de vista social, como está o alojamento dos funcionários, local de depósito de agroquímicos… então tem várias informações que são avaliadas nesse diagnóstico, e o produtor recebe esse diagnóstico em mãos, com todos os passivos ,e como ele pode implementar essas melhorias”.

 


Caroline Nóbrega, gerente geral da Aliança da Terra. Crédito: Reprodução Giro do Boi

 

Charton Locks, diretor de operações da Produzindo Certo, observa que essas adequações custam caro aos pequenos e médios produtores de soja, que, via de regra, carecem de assistência técnica nesse sentido. Então, conforme Lucks, o objetivo é atender quem realmente precisa e que essas fazendas estejam “100% em conformidade com a legislação ambiental brasileira”. 

Ele ressalta ainda que os diagnósticos irão gerar perspectivas ambientais, sociais e econômicas aos produtores.

“Na parte comercial, por exemplo, o projeto evitará que eles sofram embargos e multas, por não estarem em conformidade com a legislação. É importante termos em mente que o mundo está de olho no nosso agronegócio. Então, fragilidades ambientais podem ser um impedimento para a exportação da soja. Por isso, precisamos estar no mais alto nível dessas adequações, para não sofrermos embargos internacionais”, enfatiza Locks.



Charton Locks, diretor da Produzindo Certo. Reprodução Canal Terrativa

 

Para a coordenadora do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do REM MT, Daniela Melo, o PIMS tem como indicador viabilizar o processo de certificação da soja em Mato Grosso. E o projeto da Aliança da Terra trabalha justamente nesse sentido.  “Esse processo envolve a promoção da responsabilidade ambiental, viabilidade econômica e desenvolvimento social. São fatores essenciais para a confiabilidade do produto no mercado internacional", detalha Daniela.

Vale destacar que essa já é a segunda fase do projeto. Na primeira, houve diagnósticos de 50 propriedades, iniciadas no final de 2020, onde foram investidos R$ 1, 8 milhões.  Ao todo, nesta nova etapa, o REM MT está investindo mais R$ 2 milhões na iniciativa, totalizando investimentos na ordem de R$ 3,8 milhões. 

Também faz parte do projeto da Aliança da Terra, ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas propriedades, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (gee) causadas pelo fogo. A meta é treinar 100 voluntários - entre produtores rurais e os funcionários das fazendas - por meio da Brigada Aliança. 

 

 

COMO PARTICIPAR

As propriedades que irão participar do projeto da Aliança da Terra serão cadastradas pela equipe da Produzindo Certo, que será a responsável pela elaboração dos diagnósticos socioambientais junto aos produtores. O cadastro será feito de forma presencial, com a Produzindo Certo indo às fazendas para conversar com os produtores. Os interessados em participar da iniciativa também podem entrar em contato pelo whatsapp 65 98116-7881.

PARCERIAS DE PESO

O projeto de soja responsável também envolve a parceria do Instituto PCI (Produzir, Conservar e Incluir) e as seis principais traders globais de soja: Bunge, Louis Dreyfus Company, ADM, Cargill, Viterra e COFCO International. Elas constituem o Soft Commodities Forum (SCF), que promove ações pelo mundo visando um sistema alimentar mais seguro e sustentável. 

 

Por Márcio Camilo

 

Projeto financiado pelo Programa REM MT será mostrado aos produtores de Sorriso como referência em produção sustentável envolvendo grandes commodities de Mato Grosso  

 Marcio Camilo/Comunicação REM MT

Continuam abertas as inscrições do dia de campo online 6° Encontro Regional de Sistemas Produtivos, com objetivo de mostrar práticas sustentáveis de produção de commodities envolvendo a soja, o milho e a agropecuária. O evento ocorre neste sábado com transmissão online a partir das 9h (horário de Brasília) direto do estúdio televisivo da Embrapa Agrossilvipastroril, pelos sites Vida Rural MT (https://vidaruralmt.com.br/), Associação Amigos da Terra de Sorriso (www.catsorriso.org.br) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (https://www.embrapa.br/agrossilvipastoril/).

Os interessados em participar do dia de campo devem se inscrever pelo site www.catsorriso.org.br.

O evento terá como exemplo os experimentos de sistemas produtivos integrados promovidos pela Embrapa na Fazenda Santana, no município de Sorriso, a 396 quilômetros de Cuiabá.

Lá os produtores conhecerão técnicas de plantio direto para enriquecer o solo de matéria orgânica e desse modo gerar nutrientes para a soja.

É o que ocorre quando a planta braquiária divide o mesmo terreno com a soja, pois a braquiária tem a capacidade de buscar nutrientes nas camadas mais profundas dos solos e bombeá-los para cima, promovendo, assim, a descompactação e o incremento de matéria orgânica do solo.


Consórcios forrageiros na Fazenda Santana, em Sorriso-MT/Embrapa

Em decorrência deste incremento, o solo aumenta sua capacidade de armazenamento de água e nutrientes disponíveis para as plantas, ajudando a cultura da soja durante os períodos de veranicos ao longo do seu ciclo produtivo.

Durante o dia de campo os produtores terão a oportunidade de ouvir palestras de renomados especialistas em agropecuária da Embrapa e também da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que, a partir do exemplo da Fazenda Santana, irão explicar a importância da produção envolvendo diversas culturas integradas para o meio ambiente.

O projeto é financiado desde fevereiro deste ano com recursos da Chamada 08/2020 do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do REM Mato Grosso. De acordo com Flávio Wruck, um dos pesquisadores da Embrapa que participa da iniciativa, o encontro será uma oportunidade de mostrar aos produtores que é possível plantar commodities de maneira sustentável e em harmonia com diferentes culturas.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Confira a programa completa do evento: 

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