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 Técnicas de integração lavoura e pastagem em alternativa à pecuária extensiva. É essa experiência de sucesso de produção sustentável, que será mostrada aos produtores e demais interessados no evento "Dia de Campo", na Fazenda Vale do Arinos, no município de Juara-MT, no próximo dia 13 de agosto. 

Por lá, a família Dalpiaz tem conseguido reverter um processo histórico de degradação ambiental promovido pela pecuária extensiva, por meio de técnicas de integração lavoura-pecuária. Para se ter uma ideia, neste ano, a família já recuperou 56 hectares de áreas degradadas com o cultivo do milho e do capim Capiaçu. Essas culturas, além de gerar nutrientes para um solo, que estava praticamente morto, também servem de geração de renda extra e alimento nutritivo para o gado, principalmente no período da seca. 

Produção de milho tem gerado renda extra aos Dalpiaz. Antes, a família só
trabalhava com a pecuária. Foto: Empaer-MT

São essas e outras experiências que serão mostradas, durante o Dia de Campo, aos demais produtores, pesquisadores e técnicos extensionistas da região de Juara, ao Noroeste do Estado. Região essa tão sensível no que se refere ao tema desmatamento.   

Área de APP na Fazenda Vale do Arinos, antes do trabalho de recuperação da Empaer-MT, com apoio do REM MT

 

Área de APP dando os primeiros sinais de recuperação, depois das ações do projeto. Foto: Empaer-MT

O credenciamento para participar do evento será feito na hora. “A gente faz a divulgação nos grupos [de Whatsapp] e todos os técnicos [extensionistas da Empaer] que vão à campo, já conversam com os produtores sobre a importância do evento”, explicou José Aparecido, coordenador regional da Empaer-MT em Juína. 

O projeto

O lógica de produção na Fazenda Vale do Arinos começou a mudar a partir do projeto do Subprograma Produção, Inovação e Mercados Sustentável (PIMS), do REM Mato Grosso, em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT). 

A partir do projeto, foi elaborado um plano de ação que mapeou os principais gargalos econômicos, ambientais e sociais da fazenda. Dessa forma, a propriedade se transformou em uma das oito Unidades de Referência Técnica (URT), em produção sustentável, voltadas à pecuária de pequeno e médio porte, da região Noroeste de Mato Grosso, no bioma amazônico.

Ao todo, o REM MT investe R$ 4,2 milhões no projeto de parceria com a Empaer-MT, que busca otimizar, de modo sustentável, a capacidade produtiva da pecuária de corte na região, por meio das URTs e também através de recursos para fortalecer os serviços de ATER [Assistência Técnica e Extensão Rural] realizados pelos técnicos da Empaer em 1.423 propriedades, situadas nos municípios de Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juína, Juara, Juruena e Nova Bandeirantes. 

Programação 

O Dia de Campo na Fazenda Vale do Arinos contará com uma programação extensa de palestras voltadas à implantação de tecnologias, visando a integração da lavoura com a pecuária, bem como a recuperação de pastagens. 

A partir das 7h, os presentes farão o credenciamento do evento. Já a abertura do Dia de Campo está prevista para iniciar às 8h. 

Às 8h30, ocorrerá a primeira palestra denominada de "Programa REM MT: conceitos e ações no desenvolvimento agropecuária em Mato Grosso". 

Em seguida, por volta das 9h, os especialistas do Dia de Campo se debruçam sobre o tema "BRS Capiaçú: manejo e estratégias de produção para alimentação de bovinos de corte". 

E por fim, a última palestra do dia terá como título a "Regularização ambiental e estratégias de restauração florestal". O Dia de Campo se encerra com um almoço, previsto para às 11h

A realização do evento conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Juara, Agromont, Sicredi, AgriSciences, Casa do Criador, e a empresa de máquinas agropecuárias CASE. 

Confira o link do convite para o Dia de Campo 

Programa de “Reinserção e Monitoramento” dos pecuaristas é desenvolvido pelo IMAC (Instituto Mato-grossense da Carne) com financiamento do Programa REM Mato Grosso

Marcio Camilo
Comunicação REM MT/SEMA-MT


Legalizar 500 pecuaristas e recuperar mais 20 mil hectares de áreas degradadas. Essas são as metas do “Programa de Reinserção e Monitoramento”, do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), no projeto apresentado ao Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros).

O Programa de Reinserção, com previsão de início a partir da segunda quinzena de julho, envolverá produtores de oito municípios da região noroeste do estado: Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juara, Juína, Juruena e Nova Bandeirantes.

Espera-se com a iniciativa que áreas que foram desmatadas ilegalmente dentro das propriedades pecuárias sejam reparadas. O Programa de Reinserção é de participação voluntária pelo pecuarista e consiste em identificar o dano ambiental e monitorar sua regeneração.

“Como resultado, a implantação do Programa de Reinserção e Monitoramento visa garantir que o dano ambiental está sendo reparado (com um monitoramento constante), permitindo que o pecuarista retome sua atividade de comercialização de animais com a indústria frigorífica, oferecendo ao mercado formal animais de procedência garantida, enquanto o processo de adequação ambiental está ocorrendo pelo Programa do Imac”, destaca Caio Penido, presidente do instituto.



O programa está inserido no Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) do REM MT. A expectativa é de que traga “melhorias na qualidade da carne, diminuição dos riscos reputacionais do setor no estado, transparência e garantia de origem do produto”. O Programa de Reinserção é uma estratégia do Imac para buscar a recuperação de áreas degradadas em mais de 12 mil propriedades no estado de MT.

A aplicação do Programa de Reinserção está inserida no eixo “Inovação nas Cadeias de Commodities Pecuária” do PIMS/REM MT.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
 
Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Políticas públicas e privadas buscam sinergias de projetos em oito municípios da região noroeste do estado

 Marcio Camilo/Comunicação REM MT 

Identificar sinergias para alavancar a produção sustentável de pecuária de corte na região noroeste de Mato Grosso. Esse foi o objetivo do workshop organizado, no último dia 6 de junho, pelo Programa REM MT e o Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI).

Participaram do evento virtual, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), o frigorífico Marfrig, Instituto PCI, Programa REM MT, NatCap, Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT) e o IDH (The Sustainable Trade Initiative), sendo este último uma organização Holandesa voltada para produção e comércio sustentável.

Durante a reunião, houveram apresentações do Instituto PCI, NatCap, Empaer-MT e IMAC. Posteriormente, iniciou-se uma sessão de discussão na qual os representantes da Marfrig, ACRIMAT, REM-MT e IDH fizeram contribuições e sugestões. Em termos gerais, os participantes demonstraram satisfação sobre os trabalhos realizados e interesse em aprofundar ações de forma a dar escala aos projetos de Ater [Assistência Técnica de Extensão Rural] na região noroeste. O objetivo final é tornar a região uma referência em produção sustentável na pecuária de corte, aliando produção de qualidade e renda à agricultores familiares aliado a conservação de florestas.

O programa REM MT, por meio do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), foi citado em um projeto cujo objetivo é a reinserção de produtores bloqueados em detrimento as áreas embargadas por desmatamento ilegal. A ação é desenvolvida em pelo o Instituto Mato-grossense da Carne tendo como parceiro o Ministério Público Federal (MPF-MT).

Outra ação financiada pelo REM MT é a parceria com a Empaer-MT cujo objetivo é oferecer ATER pública para 1.950 produtores de pequeno e médio porte especializadas na cria de bezerros. O objetivo é aumentar a produtividade da pecuária de corte aliado a restauração de passivos ambientais e desmatamento zero. Os produtores estão localizados em oito municípios da região noroeste: Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juara, Juína, Juruena e Nova Bandeirantes.

Já a Marfrig, uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, destacou no workshop que investe cerca de R$ 30 milhões em projetos relacionados a sustentabilidade da cadeia bovina. A empresa possui metas de zerar o desmatamento até 2030 através de diversas ações incluindo a produção sustentável de bezerros. Entre as ações estão a implementação do Código Florestal, incentivo a intensificação de pastagens e práticas ILPF [Intensificação Lavoura, Pecuária, Floresta], bem como ferramentas de rastreabilidade e monitoramento de fornecedores indiretos. De acordo com o Diretor de Sustentabilidade Paulo Pianez, “os trabalhos apresentados no workshop dialogam perfeitamente bem com o Programa Produção Sustentável de Bezerros, e, portanto, existe interesse em aprofundar conversas na região”.

Se as ações forem concretizadas, existe a oportunidade da Marfrig e outros frigoríficos na região comprarem animais de fazendas regularizadas, aumentando a oferta de carne sustentável na região e contribuindo com as metas de produção sustentável, conservação e inclusão da estratégia Produzir, Conservar e Incluir. 

“A reunião foi para a gente se conectar, saber o que cada um está fazendo, até para que a própria produção do REM e da PCI possam acessar esse tipo de mercado. Esse é um dos objetivos do subprograma (PIMs), que é ampliar o acesso desses produtores [inseridos na pecuária sustentável] ao mercado”, destacou Fernando Sampaio, diretor Executivo da PCI e coordenador adjunto do REM MT.

Contexto 

O Subprograma de Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis do REM MT e o PCI  buscam parceiros para incentivar práticas mais sustentáveis no noroeste do estado, região responsável pela produção de 230 mil toneladas de carne (ou 10% da produção do estado), mas também importante para criação de bezerros – atividade predominante na região. 

Em um curto prazo, espera-se que o Brasil se torne o maior produtor de carne bovina do mundo, superando, inclusive os EUA. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), o nosso país é responsável por 17% da produção total da carne bovina no mundo; e de acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a cadeia produtiva brasileira da carne movimenta R$ 167,5 bilhões/ano – gerando cerca de 7 milhões de empregos.

Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil com pouco mais de 30 milhões de animais, sendo estes distribuídos em 23 milhões de hectares (equivalente a 25% do território).

No entanto, o mercado tem sido exigente em relação a critérios socioambientais nas cadeias produtivas, especialmente a cadeia da carne. A região noroeste foi identificada pelo Programa REM como prioritária para atuação no fomento à pecuária sustentável, justamente por ser onde houve expressivo crescimento de rebanho e áreas de pastagens, mas também de desmatamento. 

Foi neste contexto que o REM MT e o PCI organizaram o workshop, tendo em vista a força da atividade pecuária no estado.

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