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Pesquisadores Mato-grossenses divulgaram em universidades dos Estados Unidos (EUA) os primeiros resultados de uma pesquisa que propõe tornar a produção de commodities mais sustentável em Mato Grosso. Trata-se do projeto “Estimativa de cenários sustentáveis por meio de modelagem computacional e sensoriamento remoto”, desenvolvido pelo programa de pesquisa AgriSciences, que usa um software que simula qual tipo de planta é mais adaptável ao ambiente. A iniciativa é financiada pelo Programa REM Mato Grosso (do português, REDD para Pioneiros).

Estiveram à frente da viagem aos EUA, o doutor Wininton Mendes, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT) e o professor doutor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e coordenador do Programa AgriSciences, Daniel de Abreu. Os dois tiveram agendas importantes em Washington (DC), com diretores do Banco Mundial e um representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A primeira parada da viagem foi no Campo Experimental da Universidade de Minnesota. Na oportunidade, Daniel e Winiton promoveram uma palestra aos pesquisadores norte-americanos sobre a modelagem computacional que está sendo feita na fazenda Santa Sofia, no município de Juara, Noroeste de Mato Grosso (bioma amazônico). Por lá, a tecnologia é utilizada para fazer experimentos com sementes híbridas de soja, milho e arroz e integrar essas culturas à produção pecuária.

Wininton detalha que a modelagem computacional permite simular quais sementes se adaptam melhor ao clima e o solo de uma determinada região. Nesse sentido, os trabalhos conduzidos na região Noroeste de Mato Grosso têm mostrado resultados promissores.

“A qualidade do solo na produtividade das culturas em sistemas de integração envolvendo soja-milho e produção de forragem é uma delas”, salienta o pesquisador. 

 

Pesquisadores da Empaer e da UFMT com a equipe da Universidade de Minnesota. Crédito: Empaer

 

Tanto Wininton quanto Daniel reforçaram durante a palestra a necessidade de mais investimentos em pesquisa, transferência de tecnologia e extensão rural neste tema, sobretudo em Juara, por ser uma região de expansão da agricultura em área de pecuária e com bastante demanda por informações técnico-científicas, que visam o uso eficiente de insumos e recursos para garantir maior produtividade das áreas de forma mais sustentável.

Após a apresentação da palestra, os pesquisadores visitaram uma propriedade rural, onde puderam entender os desafios enfrentados pelos produtores da região de Minnesota na atividade de produção agrícola e pecuária.

Durante a viagem, os pesquisadores mato-grossenses passaram por pelo menos cinco estados diferentes, onde visitaram centros de pesquisas e fazendas-modelo em produção sustentável, além de terem dialogado com pesquisadores e professores do ramo. Os estados visitados foram:  Wisconsin, Ohio, Georgia, Mississippi e Flórida.

BANCO MUNDIAL E INTERAMERICANO

Já com relação às reuniões com representantes do Banco Mundial e Interamericano de Desenvolvimento, o professor Daniel de Abreu destacou que o principal objetivo foi mostrar como Mato Grosso tem trabalhado em prol do desenvolvimento sustentável,“especificamente, na intensificação do setor agropecuário”.

 

“Para Mato Grosso, está sendo imposto esse grande desafio, que é a produção de conhecimento para que possamos fomentar, de forma organizada, a tecnologia, a inovação e, principalmente, inclusão social. Todos esses conceitos devem estar alinhados dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável. São ações que almejamos, não apenas para a nossa região [Juara], mas também para as outras que circundam o nosso estado”, avaliou o coordenador da AgriSciences.


AGRISCIENCES


O projeto “Estimativa de cenários sustentáveis por meio de modelagem computacional e sensoriamento remoto” faz parte da chamada 08/2020, do Eixo Inovação em Cadeias de Commodities, do Subprograma PIMS do REM MT. O projeto também conta com a parceria de instituições internacionais como as universidades de Minnesta e Ohio, nos Estados Unidos. Essas universidades ajudam na condução das ações e desenvolvimento de atividades do AgriSciences. 

“Esse projeto é um bom exemplo do que a gente quer nesse eixo de Inovação do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), do REM MT, que é justamente disseminar tecnologia capaz de melhorar a eficiência do produtor, reduzir a pressão por desmatamento, otimizar o uso de insumos e reduzir de emissões de gases que agravam o efeito estufa”, comemora Fernando Sampaio, coordenador-adjunto do REM MT.


Fazenda Santa Sofia, em Juara, onde ocorrem os experimentos de integração lavoura-pecuária através da modelagem computacional. Crédito: AgriSciences


Quem também ressalta a importância do trabalho é a coordenadora do PIMS, Daniela Melo. Ela explica que o “projeto auxiliará na divulgação de tecnologias inovadoras para os produtores, sendo estas consonantes com a realidade da região”.

Ao todo, o REM MT investe R$ 999.594,60 no projeto do AgriSciences, que tem como proponente a Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Fundação Uniselva.

 

Por Márcio Camilo

No próximo dia 14 de maio, produtores de soja, milho, gado, além de outras commodities, estão convidados a participar do Dia de Campo 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola, na Fazenda Santa Sofia, no município de Juara, região Noroeste de Mato Grosso. Com o tema "Atualidades na integração de sistemas de cultivo na Amazônia Mato Grosso", o evento tem como objetivo apresentar aos produtores da região algumas das melhores soluções tecnológicas, visando uma produção mais sustentável, em equilíbrio com a natureza.

Dessa forma, importantes autoridades no assunto irão palestrar no evento, onde abordarão temas, como: intensificação sustentável do solo, integração de sistemas, manejo da pastagem e do sistema soja e milho, manejo de adubação, manejo de pragas e doenças, manejo de plantas daninhas, biotecnologias, produtividade na região, mercado da carne e suplementação de bovinos e gestão.

A entrada para o evento será a doação de 1 kg de alimento não perecível. Os produtores e demais interessados podem se inscrever a partir do preenchimento de um formulário.Mais informações podem ser acessadas no site www.agrisciences.org.br.

 

 

 

O Dia de Campo 4ª Vitrine Tecnológica Agrícola é uma realização do programa de pesquisa AgriSciences, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa REM Mato Grosso, Fazenda Santa Sofia, Projeto Rural Sustentável e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT).


PROGRAMAÇÃO


O Dia de Campo terá início às 7h, com a recepção dos convidados na Fazenda Santa Sofia. Já a primeira palestra está prevista para às 07h50, e terá como tema: Programa REM-MT & as Ações Desenvolvidas pelo AgriSciences.

A palestra será ministrada por Fernando Sampaio, coordenador adjunto do REM MT e diretor-presidente do Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI); e pelo professor da UFMT e coordenador do programa AgriSciences, Daniel Carneiro de Abreu.

Na oportunidade, eles falarão das soluções tecnológicas, visando uma produção mais sustentável, que ocorrem na Fazenda Santa Sofia. Lá, um dos principais experimentos é a modelagem computacional, em que um software simula quais sementes de soja, milho e arroz se adaptam ao clima e o solo da região. A ideia é desenvolver sementes híbridas e integrá-las à produção pecuária. Esse projeto é desenvolvido pelo AgriSciences, sendo financiado pelo Programa REM Mato Grosso.

 

Fotos aéreas dos experimentos de sementes híbridas na Fazenda Santa Sofia, projeto financiado pelo REM MT.
Foto: AgriSciences

A programação do Dia de Campo segue até às 16h30. Confira abaixo a programação completa:

 

 

 

Por Márcio Camilo

 

O REM MT continuará sendo, ele existe por si só. Ele tem um peso e tamanho dentro e fora do Estado”. A frase, da coordenadora do Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros), Lígia Vendramin, sintetiza o sentimento que tomou conta dos envolvidos na 2ª Imersão de Planejamento do Programa, nos dias 11, 12 e 13 de abril de 2022. O evento serviu para orientar as ações da reta final do programa, que se encerra em 2023, e também para comemorar o sucesso de um trabalho que tem ajudado o Estado no combate ao desmatamento ilegal e no incentivo à produção mais sustentável.

 

Lígia enfatizou ainda que a Imersão foi um momento de ajuste das metas, tendo em vista o encerramento da primeira fase do Programa. Mas, ponderou, que o encontro também teve esse caráter de comemoração das atividades desenvolvidas ao longo dos três anos de execução do REM MT. 

“Nos oito meses iniciais era só eu no Programa. Quando comecei, não fazia ideia aonde chegaríamos. Hoje, percebo com mais clareza a nossa caminhada, de como já beneficiamos milhares de famílias”, afirmou a coordenadora geral do Programa. 

 


Lígia Vendramin, coordenadora do Programa REM Mato Grosso. (Foto: REM MT)

Já o coordenador adjunto do REM MT e diretor presidente da Estratégia PCI, Fernando Sampaio, destacou que o encontro foi importante para pensar em diferentes soluções. “Eventos como esse nos ajudam na avaliação das etapas, para mantermos a excelência na execução das ações e também descartar o que não está dando certo”.

 


Diretor presidente da Estratégia PCI, Fernando Sampaio (Foto: REM MT)

 

Quem  também participou da Imersão foi o secretário-executivo de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega. Para além da estruturação do comando e controle do combate ao desmatamento ilegal, Marega disse que o Programa já deixou um legado para o Estado, que é pensar no potencial econômico da floresta. 

“O Programa é uma roda, que está dando início a um processo que lá na frente vai ser maior. Irá nos conduzir para uma mudança de cultura, pois, a partir do REM, teremos o aprendizado para captar novos recursos, criando diferentes modelos para beneficiar a agricultura familiar, povos tradicionais e comunidades indígenas”, elencou o gestor. 

 


 Alex Marega, secretário-executivo de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) (Foto: REM MT)

 

João Melo, gerente dos projetos do REM MT no Funbio, pontuou que a Imersão foi importante para aproximar as equipes dos Subprogramas. “É um momento em que você compreende melhor as demandas e o papel dos diferentes atores envolvidos no processo. Além do mais, esses encontros servem para humanizar a relação e também trazer um olhar de gestão, mais aprimorado, para a equipe do REM MT. 

 


 João Melo, gerente dos projetos do REM MT no Funbio (Foto: REM MT)

 

Avanços e gargalos 

Foram três dias de muita interação e trabalho, envolvendo os quatro subprogramas do REM MT: Fortalecimento Institucional (FIPPE), Territórios Indígenas (STI), Produção, Inovação e Mercados Sustentáveis (PIMS) e Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs). Os coordenadores desses setores avaliaram os principais avanços, indicadores, reajustaram as metas e identificaram os principais gargalos dos subprogramas. O trabalho contou com as orientações da consultoria internacional da Gopa e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) - o gestor financeiro do REM MT. 

 

O FIPPE [Fortalecimento Institucional], por exemplo, percebeu como grandes avanços, o combate ao desmatmamento ilegal, por meio de sistema de monitoriamento em tempo real, bem como o serviço de remoção de maquinários - a exemplo de tratores - utilizados para derrubar a floresta. 

 

Por outro lado, a coordenação do Subprograma identificou a necessidade acelerar o processo de regularização ambiental (CAR), envolvendo pequenos e médios produtores no estado. “Com a regularização, essas pessoas terão acesso a recursos públicos, inclusive do Subprograma AFPCTs, para fomentar suas produções, em diferentes áreas”, destacou Franciele Nascimento, coordenadora do Fortalecimento Institucional do REM MT. 

 


Franciele Nascimento, coordenadora do Fortalecimento Institucional do REM MT. (Foto: REM MT)

 

R$ 31 milhões em investimentos

Do lado do AFPCTs, o grande ganho, até agora, é o edital da Chamada 03 que incentiva 23 projetos, para fomentar a Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais, nos três biomas do Estado (Cerrado, Pantanal e Amazônia). Os investimentos são na ordem de mais de R$ 31 milhões. 


Uma grande novidade do Subprograma advém da nova chamada de
Manifestação de Interesse. Ela possibilita que os beneficiários construam seus projetos, a partir de uma mentoria contratada pelo REM MT. 

 


Marcos Balbino, Coordenador do Subprgrama AFPCT. (Foto: REM MT)


Manejo sustentável


O PIMS [Produção, Inovação de Mercados Sustentáveis] destacou como ponto positivo a idealização de um fórum para discutir e elaborar o plano estadual de manejo florestal madeireiro sustentável. A proposta do evento é reunir diferentes atores do setor madeireiro, para pensar num sistema aprimorado de monitoramento e custódia da madeira de Mato  Grosso. “A elaboração do plano é importante, porque trata-se de um setor que impacta diretamente nos números de desmatamento no Estado”, salienta Daniela Melo, coordenadora do PIMS.

 


Daniela Melo, coordenadora do PIMS (Foto: REM MT)

 

Coleta de dados

Já a coordenação do STI [Territórios Indígenas] pensou num sistema de coleta dos dados de execução do Subprograma, como forma de envolver os beneficiários, das sete regionais indígenas do Estado. “Os dados seriam coletados pelos próprios indígenas, diretamente nas aldeias, onde são desenvolvidos os projetos apoiados pelo STI”, acrescentou Marcos Ferreira, coordenador do Subprograma.  

Outro avanço importante foi o lançamento de dois editais de apoio a projetos sociais aos povos indígenas, no valor de mais de R$ 10 milhões. “O Subprograma também apoiou o fortalecimento da segurança alimentar, distribuição de medicamentos,  e o combate aos incêndios florestais nas comunidades indígenas, bem como no fortalecimento institucional da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), que representa, 43 etnias no Estado”, completou Ferreira.  

 


 Marcos Ferreira, coordenador do Subprograma.   (Foto: REM MT)

 

Por Marcio Camilo / REM MT

A equipe do Programa REM Mato Grosso (do inglês, REED para Pioneiros) percorreu mais de 2 mil quilômetros para entregar em seis cidades as placas que fazem parte da ação de plantio em homenagem às vítimas de Covid-19 no estado. As quantidades de mudas de árvores que serão plantadas correspondem ao número de mortes por Covid-19 nos municípios que aderiram à homenagem, pensada pelo Programa REM em parceria com o setor de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT). 

A equipe saiu de Cuiabá na última sexta-feira (26) para entregar as placas às prefeituras dos municípios de Sorriso, Santa Carmen, Feliz Natal, Sinop, Peixoto de Azevedo e Alta Floresta. As entregas terminaram na segunda (29) e as placas serão fixadas nos terrenos que cada prefeitura escolheu para ação do plantio. Elas contém os seguintes dizeres: "Para cada uma das vidas: Tributo às vítimas da Covid-19 em Mato Grosso - Recuperar a natureza é respeitar a vida humana e renovar a resperança". 


Placa de homenagem às vítimas de Covid-19. Crédito: REM-MT

 

Em Sorriso (cerca de 400 km de Cuiabá), na primeira parada da equipe do REM MT, a placa foi entregue ao diretor da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Juliano Mezzalira. Lá, a ação de plantio ocorrerá no início deste mês. Ele explicou que a prefeitura já separou a área do memorial às vítimas de covid na cidade. No espaço serão plantadas cerca de 230 mudas: "Vai ser uma árvores por pessoa falecida", acrescentou.


Diretor da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente,Juliano Mezzalira, recebendo a placa em Sorriso. Crédito: REM-MT

 

Já em Peixoto de Azevedo (a 670 km de Cuiabá) a ação de plantio ocorreu no último final de semana. Ela foi registrada em vídeo e será exibida em um telão instalado no centro da cidade no final de dezembro, durante o especial de Natal que será promovido pela prefeitura.  

No dia do plantio, a equipe do REM se deparou com a participação de muitas famílias que se vestiram de branco para homenagear os entes queridos. As placas com as mudas estão no parque ecológico da cidade que passa por um processo de reflorestamento.


Famílias de Peixoto de Azevedo durante ação de plantio das mudas. Crédito: Assessoria de Comunicação de Peixoto de Azevedo

A secretária de Meio Ambiente de Peixoto, Anni Karini Reina, destacou que foram plantadas 130 mudas no parque que correspondem ao número de vítimas de covid na cidade: "Mas posteriormente nós vamos continuar o plantio nesse local, que foi escolhido porque se trata de uma área degradada do município que nós queremos recuperar", acrescentou Karini.


Secretária de Meio Ambiente de Peixoto de Azevedo, Anni Karini Reina  - Crédito: Assessoria de Comunicação de Peixoto de Azevedo

Em Sinop (a 500 km de Cuiabá), a secretária de Meio Ambiente, Ivete Mallmann Franke, ressaltou que o memorial às vítimas de covid, para além de uma homenagem, é uma forma de reflexão sobre a pandemia, que ceifou muitas vidas no país. Uma memória, que no entendimento dela, não deve jamais ser esquecida.

“Nós queremos homenagear as nossas vítimas plantando uma árvore com o nome de cada uma delas e estabelecendo um espaço onde os familiares possam fazer a visitação e  acompanhar o crescimento dessas mudas e ter um momento de reflexão também”, enfatizou a gestora.

 


Secretária de Meio Ambiente de Sinop, Ivete Mallmann Franke, recebendo a placa. Crédito: REM-MT

Já em Alta Floresta, último destino da equipe do REM antes de voltar à Cuiabá, as placas e algumas mudas foram entregues à secretária de Meio Ambiente, Gercilene Meira Leite. Na cidade, 151 pessoas morreram de Covid-19 e também serão homenageadas com o plantio das mudas que deve ocorrer ainda neste mês de dezembro. 

“É uma tristeza pelas mortes, mas, ao mesmo tempo, é com alegria que a gente faz essa ação de homenagem às vítimas. Esse plantio a gente quer fazer numa área da cidade inserida no programa ‘Adote uma Nascente’, que é voltado para recuperação desses espaços ambientais no perímetro urbano. Essa área se chama Nascente do Ipiranga e nós iremos fazer o plantio das 151 mudas nesse local”, reforçou a gestora.


Secretária de Meio Ambiente, Gercilene Meira Leite, recebendo a placa em Alta Floresta. Crédito: REM-MT

Ela acrescentou que no dia do plantio serão convidadas as famílias que tiveram seus entes queridos levados pela Covid. “Se cada um puder plantar  uma árvore, daqui há 10, 20, 30 anos, os netos, os filhos, vão passar por ali e vão ver. Então será um legado, uma memória para as futuras gerações”, refletiu Gercilene.  

A ação de plantio em homenagem às vítimas de Covid-19 em Mato Grosso é uma iniciativa do Programa REM MT em parceria com a Educação Ambiental da Sema-MT. Ao todo, 75 municípios estão envolvidos na ação.

 

Por Marcio Camilo

Nesta segunda-feira (24 de agosto), ocorreu um encontro inusitado nas redes sociais. A banda inglesa Coldplay convidou, via twitter, os governadores dos estados da Amazônia Legal, para participarem do Global Citizen Live - um importante evento que reúne lideranças mundiais para debater alterações climáticas e medidas de preservação ambiental. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, entrou na brincadeira e respondeu que o estado tem 62% de sua cobertura vegetal protegida por políticas ambientais. E dentre elas, citou o sistema de monitoramento Planet, ferramenta adquirida pelo Programa REM MT, que contribui substancialmente para o estado manter os bons índices de combate e redução do desmatamento. 

Crédito: Instagram/REM-MT

“Aqui a nossa política é de Tolerância Zero aos crimes ambientais. Implantamos ferramenta de monitoramento por satélite que detecta quase que em tempo real novos desmates e incêndios florestais”, pontuou o governador pelo Instagram, acrescentando ainda que o monitoramento - acompanhado das ações de campo dos setores de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT) - permitiu que Mato Grosso reduzisse, nos últimos 12 meses, 21,7% das emissões de alertas de desmatamento na Amazônia, que são aferidas pelo Deter, o satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

COMBATE AOS INCÊNDIOS FLORESTAIS

Outro dado importante citado pelo gestor foi o investimento de mais de R$ 70 milhões para combater os incêndios florestais nos três biomas do estado (Amazônia, Pantanal e Cerrado). 

“Somente neste ano, estão sendo investidos pelo Governo de Mato Grosso mais de R$ 70 milhões para ações de combate ao desmatamento ilegal e incêndios, desde compra de equipamentos à aquisição de aeronaves e veículos”, escreveu Mendes. 

Deste montante, cerca de R$ 4 milhões são investimentos diretos do REM MT. A verba é destinada principalmente para fornecer insumos às equipes do BEA MT no combate aos incêndios florestais, cujo período proibitivo de uso do fogo entrou em vigor no início de julho. 


Crédito: Secom-MT


ESTRUTURAÇÃO

E considerando que os meses de agosto e setembro, historicamente, são os piores meses de estiagem, o que pode aumentar drasticamente os focos de incêndio no estado, o REM MT ajudou na estruturação da Sala de Situação do Batalhão de Emergências Ambientais (Bea-MT) - órgão considerado estratégico nas ações de planejamento, prevenção, fiscalização e combate aos incêndios florestais - por meio da aquisição de painéis e computadores, que servem para realizar o monitoramento dos focos de calor em todo território mato-grossense.  

“Através da Sala de Situação, a gente consegue monitorar e atuar de maneira rápida e eficaz na primeira resposta aos focos de calor. O trabalho preventivo faz com que esses focos não se transformem em incêndios de grandes proporções que devastam a floresta”, destacou a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Jusciery Marques, a Comandante do BEA. 

POLÍTICAS AMBIENTAIS

Mendes destacou ainda que a preservação ambiental no estado ganhou força nos últimos anos, principalmente a partir de 2017, quando o governo firmou uma série de compromissos ambientais na conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas, a COP 23. Naquele ano, Mato Grosso foi contemplado pelo Programa REM pelos bons indicadores alcançados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. 

Desde então, o REM MT tem permeado as políticas ambientais do estado, ajudando o governo a manter a floresta de pé e a reduzir as emissões de CO2 no planeta. 

Crédito: Divulgação

 

SOBRE O REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

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