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Em mensagem a ambientalistas e investidores, o governador Mauro Mendes citou o sistema de monitoramento via satélites do Estado como uma das principais ferramentas no combate ao desmatamento ilegal. A afirmação foi feita na conferência "Contribuição brasileira para o desafio do fornecimento de alimentos sustentáveis", que ocorre durante esta quinta-feira (28), na Câmara de Comércio da Dinamarca. 

"Mato Grosso investiu em tecnologia com a contratação de um sistema de monitoramento em tempo real, 24 horas por dia, que detecta qualquer crime ambiental e emite alertas. Nosso foco é tolerância zero contra os crimes ambientais", destacou. 

O sistema mencionado pelo governador, trata-se de um serviço viabilizado com recursos do Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros), que desde 2019 vem monitorando em tempo real toda a cobertura vegetal de Mato Grosso. Só para se ter uma ideia, o monitoramento contribuiu para que o Estado reduzisse  os alertas de desmatamento em 21,7%, nos últimos 12 meses. O dado oficial é do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Secom-MT

 

Nesse sentido, Mendes acrescentou que o Estado continuará com a sua política de tolerância zero ao desmatamento, pois há um entendimento de que é possível dobrar a produção de alimentos, sem que para isso milhares de árvores sejam derrubadas. Neste caso, a melhor opção é produzir agricultura nas mesmas áreas utilizadas para a pastagem do gado. 

“Temos potencial, temos maturidade e estamos preparados para continuar no caminho da conservação e produção sustentável”, ressaltou. 

O governador cumpre agenda durante toda a semana na Dinamarca e depois segue para a Escócia, onde participa da Conferência Mundial do Clima, a COP-26. 

Sobre o REM MT

O Programa REM MT (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos anos (2004-2014). 

A iniciativa beneficia aqueles que contribuem com ações de conservação da floresta, como os agricultores familiares, as comunidades tradicionais e os povos indígenas, bem como fomentar iniciativas que estimulam a agricultura de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir as emissões de CO2 no planeta. 

O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

Quatro embaixadores se reuniram na Sema-MT para conhecer a política ambiental do Estado


O embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, avaliou o sistema de monitoramento por satélite utilizado por Mato Grosso para prevenir e combater o desmatamento ilegal e os incêndios florestais como "impressionante", durante visita de uma comitiva de embaixadores à sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), na tarde desta segunda-feira (08.06).

"Hoje eu tive a oportunidade de ver com meus próprios olhos um sistema que funciona muito bem, com precisão, e também pude ver a maneira como os operadores usam essas informações para contatar os proprietários para parar o desmatamento ilegal. O sistema de verificação é muito impressionante", avalia o embaixador.

A plataforma permite o monitoramento praticamente em tempo real de todo o território mato-grossense, com alertas de desmatamento. Além disso, para frear o desmate ainda no início, os infratores são notificados por e-mail e telefone, e também são enviadas equipes direto ao local para impedir o avanço do crime ambiental. A ferramenta é financiada pelo Programa REM MT.


Embaixadores visitam Sema e sistema de monitoramento por satélite de Mato Grosso. Créditos: Tchélo Figueiredo - SECOM - MT


Na ocasião, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, apresentou aos embaixadores Todd C. Chapman (EUA), Heiko Thoms (Alemanha), Peter Wilson (Reino Unido) e Ignácio Ybanez Rubio (União Europeia), o trabalho de Mato Grosso para alavancar a regularização ambiental e o Cadastro Ambiental Rural como estratégia para preservar o meio ambiente.

Também foi mostrado o enfrentamento aos crimes ambientais por meio do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais 2021, que prevê investimentos de R$73 milhões neste ano.

"Mato Grosso tem uma forte política pública ambiental, temos sido considerados exemplo de como conciliar produção e conservação dos recursos naturais, estratégia forte de combate aos crimes ambientais, e ao mesmo tempo, de aplicação das normas brasileiras", conta a gestora.

O combate ao crime ambiental em Mato Grosso tem demonstrado aos infratores que o crime não compensa. "Deflagramos mais uma etapa da Operação Amazônia, e colocamos mais 100 servidores em campo para fiscalizar, apreender maquinários para desaparelhar infratores, e multar quem insiste em promover o desmate ilegal. A meta de Mato Grosso é o desmatamento ilegal zero", afirma.


A coordenadora do Programa REM MT, Lígia Vendramin, apresentou às autoridades os investimentos e projetos que além de apoiar iniciativas de preservação do meio ambiente, promovem a agricultura familiar de povos e comunidades tradicionais e indígenas.

O papel e as iniciativas de bioeconomia em Mato Grosso foi apresentado pela assessora de Relações Internacionais, Rita Chiletto, com destaque para a valorização dos produtos da floresta como frutas, óleos essenciais, entre outros, que contribuem com a preservação com impacto econômico e social positivo nas comunidades.

Fernando Sampaio, diretor executivo da Estratégia Produzir Conservar e Incluir (PCI), mostrou a captação de recursos e de uma rede de parceiros institucionais, que investem e colaboram para a expansão e aumento da eficiência da produção agropecuária e florestal sustentável, e a contribuição para a conservação da vegetação nativa e da economia de baixo carbono.

Também estiveram presentes o secretário Executivo da Sema, Alex Marega; adjunta de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto Copetti; de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos, Lilian Ferreira dos Santos; de Administração Sistêmica, Valdinei Valério da Silva, entre superintendentes e coordenadores da Sema.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

Nova versão da Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal é baseada em imagens geradas pelo satélite Planet, adquirido com recursos do REM Mato Grosso

*Assessoria REM

A Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal de Mato Grosso ganhou nova versão a partir do conjunto de 130 satélites da Planet Corp - tecnologia de última geração adquirida pelo Programa REM MT para capturar diariamente imagens de desmatamento no estado.

A nova versão da plataforma foi lançada na segunda-feira (17) pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e será uma ferramenta pública, em que qualquer cidadão mato-grossense poderá acompanhar alertas de desmatamento e outras mudanças na cobertura da vegetação nativa, como exploração florestal ou degradação pelo fogo, por exemplo.

"A plataforma mostra a crescente evolução das ações do Governo de Mato Grosso com o objetivo de aproximar a prestação de serviço ambiental da sociedade, permitindo o controle, o acesso à informação e ao resultado das medidas corretivas que vêm sendo aplicadas em prol do meio ambiente", conta a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

A disponibilização das informações aumenta a transparência e o monitoramento do desmatamento com imagens de alta resolução de todos o território mato-grossense, abrangendo uma área total de 903 mil km².

O conjunto de satélites Planet foi adquirido em julho de 2019 ao custo de R$ 8 milhões. O REM MT contratou a ferramenta por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), com recursos da Alemanha e Reino Unido.

O REM também adquiriu, em outubro do ano passado, seis workstations (super computadores) que foram entregues à Coordenadoria de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (CGMA) da Sema. As máquinas de última geração são integradas ao satélite Planet e permitem de maneira ágil o processamento e cruzamento de dados sobre a cobertura vegetal do estado, além de gerar mosaicos de imagens de alta resolução para os analistas da Sema.

"O programa REM MT viabilizou a aquisição de software, equipamentos e capacitação aos analistas da SEMA, melhorando significativamente os fluxos de trabalho e a estruturação do órgão na capacidade de monitorar e fiscalizar o desmatamento no Estado”, destacou em entrevista à época, André Pereira Dias, coordenador do CGMA.


Foto: Mayke Toscano/SecomMT

Funcionalidades

O acesso à plataforma da Sema possibilita a análise de mapas, de dados quantitativos e de gráficos sobre a situação e a dinâmica detectada na cobertura vegetal nativa. 

Utilizando os filtros disponíveis no Dashboard, os usuários podem verificar as mudanças na vegetação a partir da consulta dos alertas em diferentes áreas, tais como: Unidades de Conservação, municípios, Biomas, Terras Indígenas e Projetos de Assentamento localizados no território mato-grossense.

Além das áreas de interesse, o cidadão pode realizar as consultas de acordo com o tipo de remoção da vegetação, sendo disponibilizados alertas dos tipos: corte raso, degradação ou cicatriz de queimada, bem como definir períodos de tempo específicos para as consultas.

A consulta aos alertas no dashboard também pode ser combinada com os dados do Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar-MT), permitindo identificar as propriedades rurais onde estão localizados os alertas, bem como analisar a dinâmica da propriedade rural com as imagens Planet disponíveis a partir de julho de 2019 e durante todo o período do projeto.

Os usuários podem visualizar as imagens de satélite identificadas imediatamente antes e após a ocorrência da remoção da vegetação nativa, permitindo a visualização e comprovação da remoção da vegetação nativa. (Com informações SCCON e da Sema-MT)

A plataforma pode ser acessada CLICANDO AQUI.

* Matéria produzida a partir de informações da assessoria de imprensa da Sema e da empresa brasileira de Tecnologia do Segmento Geoespacial (SCCON)

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD + (Early Movers) a nível estadual, subnacional ou nacional, pretendendo fomentar o desenvolvimento sustentável, e gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD+ seja operacional. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono.

O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS).

Os recursos do Programa estão distribuídos da seguinte maneira: 60% para os subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados. Os demais 40% são destinados ao fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes.

Veja vídeo explicando em detalhes os recursos da plataforma de monitoramento:

 

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