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Live no facebook e no Youtube irá detalhar sobre o Plano Emergencial de Combate à Covid-19 e aos incêndios florestais nos territórios indígenas de Mato Grosso

Marcio Camilo / Comunicação REM MT
 

A Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) irá promover neste sábado, a partir das 15h (16h horário de Brasília) a live "Por dentro do REM" no facebook e Youtube para falar sobre o Plano Emergencial de Combate à Covid-19 e aos incêndios florestais. A live pode ser acompanhada AQUI e AQUI

O Plano foi desenvolvido pelo Fepoimt em parceria com o Subprograma Territórios Indígenas do REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) –  projeto executado pelo Governo do Estado que conta com recursos internacionais que premiam países e estados pioneiros na preservação e combate ao desmatamento ilegal da floresta. 

Na live, as lideranças indígenas da Fepoimt, justamente com atores do REM MT e da sociedade civil organizada, irão debater como o plano tem ajudado no enfrentamento à Covid-19 nas aldeias.

O plano também se torna estratégico para combater os incêndios florestais diante do período de estiagem que se avizinha, a partir de junho. No ano passado, as terras indígenas foram drasticamente atingidas pelas queimadas ilegais. O povo Guató, por exemplo, teve 83% da sua área destruída no Pantanal (região de Barão de Melgaço- MT).

Para este ano, a previsão é que o REM MT invista R$ 13, 9 milhões em ações voltadas para a defesa dos territórios - condição entendida pela coordenação geral do Programa como essencial na estratégia de sobrevivência dos povos indígenas, e consequentemente na preservação da floresta.

A live Por Dentro do REM contará com a participação do presidente da Fepoimt, Cristanto Rudzö Tseremey'wá; a assessora da Fepoimt, Eliana Xunakalo; membro da Governança da Regional Noroeste do Subprograma Territórios Indígenas, Agelton Sousa da Silva; o coordenador adjunto do REM-MT, Fernando Sampaio; o gerente de projetos do Fundo Brasileiro pela Biodiversidade (Funbio), João Ferraz; analista de projetos do Funbio, Dante Novaes.

Sobre o programa REM

O Programa REM remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD+ (Early Movers) a nível estadual, subnacional ou nacional, pretendendo fomentar o desenvolvimento sustentável, e gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD+ seja operacional. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono.

O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS).

Os recursos do Programa estão distribuídos da seguinte maneira: 60% para os subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados. Os demais 40% são destinados ao fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes.

Recursos do programa possibilitaram a compra de 3397 cestas básicas que atualmente atendem 14 povos diferentes localizados nas regiões Norte e Médio Araguaia de Mato Grosso

Por Marcio Camilo
Assessoria REM MT

Recursos do Programa REM Mato Grosso compraram mais de 50 toneladas de alimentos (3097 cestas básicas) que atenderam 14 povos indígenas, mais de 3 mil famílias localizadas na região Norte e no Médio Araguaia do estado. O REM é executado pelo Governo do Estado que conta com recursos internacionais que premiam países e estados pioneiros na preservação e combate ao desmatamento ilegal da floresta.

A demanda surgiu a partir de um entendimento do Comitê de Governança Integrada, que reúne membros da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso (FEPOIMT) e do subprograma Territórios Indígenas (REM MT). Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Comitê entendeu que havia uma necessidade de garantir, de maneira emergencial, a segurança alimentar desses povos, que estão localizados em regiões distantes e de difícil acesso.

Foram preciso caminhões e balas para transportar as 3397 cestas básicas. A entrega dos alimentos ocorreu de 18 de março até a última sexta-feira (23 de abril). Toda logística foi pensada pelo REM em parceria com a FEPOIMT.

Dentre os 14 povos beneficiados estão os Canela (Araguaia), Karajá (Araguaia), Kayapó (Norte do estado) e Trumai, povo que mora as margens do Rio Xingu. Só na região de São Felix do Araguaia, por exemplo, os povos Karajá, Tapirapé e Canela receberam 1.169 cestas básicas. Já em Confresa, 482 duas cestas foram entregues na Terra Indígena Urubu Branco, ao povo Tapirapé.

A pandemia ainda afeta drasticamente os povos indígenas, conforme Eliane Xunakalo, assessora da FEPOIMT. Ela explica que a pandemia impede de os indígenas saírem de suas aldeias para comprar insumos e voltar a fazer a roça de maneira plena. Sem contar que muitos estabelecimentos que vendem esses produtos estão fechados nas cidades da região. A crise sanitária também impediu que muitos povos pudessem comercializar seus artesanatos e, dessa forma, garantirem suas fontes de renda.

Elaine também pontuou que a grande maioria dessas comunidades estão em locais distantes, cujo acesso se dá apenas por bolsas e estradas de chão. Esses fatores, somados ao contexto da pandemia, também agravam e muito a locomoção dos indígenas.

“A entrega das cestas significa alívio às famílias, nesse momento em que elas não conseguem produzir. A gente sabe que é algo de imediato, e que não resolve o problema em definitivo. Mas diante da urgência da situação, a Governança entendeu que era algo necessário e fez a solicitação [ao Programa REM MT]”, destacou a liderança indígena.


Entrega de 482 cestas básicas ao povo Tapirapé, na aldeia Urubu Branco, no município de Confresa. Crédito REM MT

O coordenador do Subprograma Territórios Indígenas do REM MT, Marcos Camargo Ferreira, explicou que o REM atua em ações de conservação das florestas a fim de reduzir emissões de CO2. Nesse sentido, conforme o gestor, apoiar os povos indígenas no contexto pandemia é fundamental, já que os territórios deles são considerados verdadeiras ilhas de conservação ambiental.

A parceria do REM com os povos originários vai além da questão da pandemia, pois o Subprograma Territórios Indígenas colabora efetivamente com as estratégias de segurança dos territórios contra o desmatamento, incêndios, apoio a saúde e segurança alimentar. Essas questões, detalha Marcos, fazem parte do Plano Emergencial de Enfrentamento da Pandemia pelos Povos Indígenas, elaborado pela FEPOIMT, com o apoio do REM.

Mas para além do plano emergencial, assim que a crise sanitária passar, serão retomados vários projetos de agricultura sustentável nas comunidades indígenas. Os projetos são enviados pelas comunidades e financiados pelo Programa REM MT. “Suas ações são dirigidas por meio do protagonismo dos povos indígenas, por meio da FEPOIMT e do Comitê de Governança”, enfatizou.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (REDD Early Movers, em inglês) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

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Crédito Fepoimt

 

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 As máscaras e unidades de álcool em gel foram arrecadadas pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt); Programa REM Mato Grosso faz a logística de entrega dos produtos


Marcio Camilo
Assessoria REM MT

 

O Programa REM Mato Grosso disponibilizou veículo para entrega de 3 mil unidades de  álcool em gel e 4 mil máscaras a serem distribuídas em duas terras indígenas e num polo do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Araguaia, como forma de ajudar os povos tradicionais na prevenção a Covid-19. 

Estão sendo entregues mil unidades de álcool em gel (33 caixas) na sede da Associação do Território Indígena Xingu (Atix), em Canarana; mais mil unidades de álcool em gel no polo de saúde do Dsei Araguaia, em Santa Terezinha; e 4 mil máscaras e outras mil unidades de álcool em gel na Terra Indígena 7 de Setembro, situada entre os municípios  de Rondolândia (MT), Cacoal e Espigão D'Oeste, estes últimos pertencentes ao estado de Rondônia.

A equipe está na estrada desde o último sábado (27), percorrendo a região nordeste de Mato Grosso, passando por municípios como Canarana e Santa Terezinha, que fica próximo a divisa com Tocantins, a 1.170 quilômetros de Cuiabá. A previsão é que todos os insumos sejam entregues até quinta-feira (04). 

Os produtos de higiene foram arrecadados pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt). No entanto, a entidade estava com problemas de logística  para fazer as entregas devido às distância dos territórios. Ela então encaminhou ofício explicando a situação e solicitando o apoio do REM MT, por meio do Subprograma Territórios Indígenas (STI). 

 


Foto: Assessoria REM MT

 

A partir disso, dois coordenadores do Programa saíram com uma caminhonete da sede da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT) para entregarem as máscaras e as caixas de álcool em gel, juntamente com os membros da Fepoimt. 

A associação Atix - que irá receber mil unidades de álcool em gel - representa as 16 etnias da TI Xingu (região de Canarana): Aweti, Ikpeng, Kalapalo, Kamaiurá, Kawaiweté, Kisêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Tapayuna, Trumai, Wauja, Yawalapiti, Yudja.

Já o polo de saúde do Dsei Araguaia - que também irá receber mil unidades de álcool em gel - fica em Santa Terezinha, no extremo nordeste do estado, e envolve povos como os Tapirapé e os Karajá. 

A Terra Indígena 7 de Setembro,  por sua vez, está localizada nos municípios de Rondolândia (MT), Cacoal e Espigão D'Oeste, estes últimos pertencentes ao estado de Rondônia. Por lá, mais de 1300 indígenas da etnia Surui Paiter irão receber máscaras e álcool em gel. 

A ação está inserida no Plano Emergencial de Enfrentamento à Covid-19 nas aldeias, desenvolvido pelo Subprograma Territórios Indígenas do REM MT. Os outros eixos do Subprograma são: “Segurança Alimentar”, “Barreiras Sanitárias” e “Incêndios Florestais". Para este ano, a previsão é que o REM MT invista R$ 13, 9 milhões nessas ações voltadas para a defesa dos territórios - condição entendida pela coordenação geral do Programa como essencial na estratégia de sobrevivência dos povos indígenas, e consequentemente na preservação da floresta.

 

Sobre o programa REM

O Programa REM remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD+ (Early Movers) a nível estadual, subnacional ou nacional, pretendendo fomentar o desenvolvimento sustentável, e gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD+ seja operacional. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono.

O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS).

Os recursos do Programa estão distribuídos da seguinte maneira: 60% para os subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados. Os demais 40% são destinados ao fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes.

 

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 O projeto foi elaborado pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso, dentro do Plano Emergencial de Enfrentamento à Covid-19 do Programa REM MT 

Por Marcio Camilo
Assessoria REM MT

A Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) desenvolveu um plano de comunicação para combater a disseminação de fakes news contra a vacinação da Covid-19 nas aldeias. O plano foi apresentado ao Programa REM MT nesta quinta-feira (25) e contou com a presença de outros atores envolvidos no processo, como o Instituto Centro de Vida (ICV), que auxilia a entidade indígena nos trabalhos.

A comunicação, protagonizada pelos próprios indígenas, é um dos eixos do Plano Emergencial de Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido em conjunto pelo Subprograma Territórios Indígenas do REM Mato Grosso e a FEPOIMT. Os outros eixos são “Segurança Alimentar”, “Barreiras Sanitárias” e “Incêndios Florestais". Para este ano, a previsão é que o REM MT invista R$ 13, 9 milhões nessas ações voltadas para a defesa dos territórios - condição entendida pela coordenação geral do Programa como essencial na estratégia de sobrevivência dos povos indígenas, e consequentemente na preservação da floresta.

O Plano de Comunicação da FEPOIMT começa a ser executado a partir de março com uma série de lives envolvendo três temas centrais: prevenção e vacinação à Covid-19; combate ao racismo; e a defesa dos territórios em tempos de pandemia. Também dão suporte ao plano a Consultoria Internacional (Gopa) e Agência de Comunicação Matiz Caboclo. 

Cristian Wairu Tseremeya, da etnia Xavante, é o coordenador do Plano de Comunicação. Ele observa que o plano, inicialmente, foi concebido em um contexto em que ainda não havia vacinação. Agora, com a chegada das primeiras doses, a FEPOIMT percebeu a circulação de fake news em grupos de WhatsApp dos indígenas, que tem espalhado nos territórios desinformação e gerado receios sobre a vacinação. 

“Hoje a gente já percebe um segundo momento da pandemia com a chegada das vacinas. E esse momento é acompanhado de muito ruído por parte das fake news que estão desestimulando a vacinação. A partir disso, a gente ajustou o projeto para pensar em estratégias de contrainformação, para combater essas mentiras e pedir para que os indígenas busquem se vacinar”, explica a liderança Xavante. 

Ele ressalta que uma rede de jovens comunicadores - Guerreiros virtuais, formada pela FEPOIMT - atuará na base, nos sete polos regionais de abrangência da entidade - para que as informações cheguem “no chão da aldeia”, circulando dentro dos grupos de WhatsApp das comunidades. O aplicativo, conforme Wairu, tem sido uma das principais formas de comunicação dos indígenas.

Elidia Takiro Peruare, de 64 anos, foi a primeira indígena vacinada contra a Covid-19 em Mato Grosso - Foto por: Christiano Antonucci | Secom

“Os materiais vão ser produzidos por nós, FEPOIMT, e esses comunicadores irão levar essas postagens às comunidades indígenas de Mato Grosso ao mesmo tempo que eles também nos fornecerão informações vindas das bases”, detalha a liderança Xavante. As sete regiões de atuação da FEPOIMT são: Cerrado/Pantanal, Kayapó Norte, Médio Araguaia, Noroeste, Xavante, Vale do Guaporé e Xingu. Ao todo  a entidade representa 43 povos indígenas no estado.

Para o coordenador do Subprograma dos Territórios Indígenas do REM MT, Marcos Ferreira, nada melhor do que os próprios indígenas falarem sobre as suas demandas. “É fazer chegar no chão da terra, lá na aldeia, a vontade dos indígenas, para os indígenas. E ninguém melhor do que a própria FEPOIMT para saber da necessidade dos povos tradicionais. Nesse sentido, uma comunicação construída por eles se torna estratégica”, reforça.

Um dos produtos já previstos dentro do Plano, por exemplo, são quatro animações sobre o Programa REM MT. A ideia é contar como o Subprograma Territórios Indígenas já beneficiou as comunidades por meio do Plano Emergencial de Enfrentamento à Covid-19 nas aldeias. As animações também irão abordar sobre a importância das etnias de se vacinarem contra o vírus. 

De acordo com Deroní Mendes, coordenadora do Programa Direitos Socioambientais do Instituto Centro e Vida (ICV), esse é o primeiro grande plano de comunicação da FEPOIMT. Ele traz uma série de ações que pensam a comunicação numa perspectiva macro, como a estruturação das redes sociais e atualização constante desses canais e a construção de um website para divulgação de notícias nos mais diferentes formatos (texto, vídeo, áudio e imagens).

Deroní destaca que essa variedade é importante por causa da diversidade cultural que há entre os 43 povos indígenas no estado, pois dependendo do tipo de comunicação, da linguagem, a mensagem pode funcionar melhor em algumas etnias e em outras não. Por isso, dependendo da necessidade, o plano também prevê produtos nos idiomas dos indígenas. 

Num primeiro momento a preocupação ainda é com a pandemia do novo coronavírus. Mas Deroní destaca que o plano vai muito além e trata-se de uma “coluna vertebral” para o fortalecimento institucional da FEPOIMT como ator político na defesa dos direitos dos povos indígenas em todo estado”. 

“É a FEPOIMT sendo protagonista da sua própria história. Isso perpassa por eles mesmos pensarem a comunicação. Esse plano tem como objetivo fazer a Fepoimt chegar lá nas bases, sem ir presencialmente. Chegando em cada um dos 43 povos de diversas formas: no podcast, lives no facebook, peças de WhatsApp, no Instagram... É a Fepoimt usando a comunicação na defesa dos direitos dos povos indígenas de Mato Grosso”, entende Deroní. 

Sobre o programa REM

O Programa REM remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas de pioneiros do REDD+ (Early Movers) a nível estadual, subnacional ou nacional, pretendendo fomentar o desenvolvimento sustentável, e gerar aprendizados até que um mecanismo global de REDD+ seja operacional. O principal objetivo do programa é a valorização da floresta em pé. O REM segue todos os princípios e critérios da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), na qual não ocorre transferência de créditos de carbono.

O contrato do REM Mato Grosso prevê recursos na ordem de 44 milhões de euros do governo da Alemanha por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), e o governo do Reino Unido, por meio do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS).

Os recursos do Programa estão distribuídos da seguinte maneira: 60% para os subprogramas de agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na Amazônia, Cerrado e Pantanal; territórios indígenas; e produção sustentável, inovação e mercados. Os demais 40% são destinados ao fortalecimento institucional de entidades governamentais do Estado e na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas estruturantes.

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