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 O Programa REM Mato Grosso apoiou a construção de um viveiro coletivo com capacidade de produção de 20 mil mudas por ano. O viveiro está localizado no assentamento Dorcelina Folador, no Centro de Formação e Pesquisa Olga Benário Prestes (CECAPE-MT), em Várzea Grande. O viveiro é responsável por alimentar 40 Sistemas Agroflorestais (SAFs) de agricultores familiares, em municípios que compõem a baixada cuiabana, além de um assentamento no município de Juscimeira, localizada ao Sul de Mato Grosso. O viveiro também atende o SAF da Terra Indígena Umutina, no município de Barra do Bugres, ao Sudoeste do Estado.

“No contexto de restauração florestal e mudanças climáticas, é muito importante o que o REM MT está fazendo, ao nos apoiar para estruturar esse viveiro”, destacou Antônio Carneiro, biólogo e pesquisador associado do projeto Do Campo à Mesa, da  Faculdade de Agronomia e Zootecnia Universidde Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Antonio Carneiro, pesquisador associado do projeto Do Campo à Mesa. Foto: Marcio Camilo/REM MT

 

Ele detalhou que o viveiro é base de sustentação dos SAFs, que tem mudado a lógica de plantio dos agricultores locais. A partir do projeto Do Campo à Mesa, os camponeses começam a perceber que é muito mais viável - tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental - diversificar a produção por meio do plantio de diferentes espécies, sejam nativas, madeireiras ou frutíferas. “No viveiro temos espécies de ipês, angico, pequi, mangaba, jatobá, pupunha, açaí, cupuaçu, manga, tamarindo, mamão, entre outras…”, elenca Carneiro. 

Mudas no viveiro Dorcelina Folador. Foto: Marcio Camilo/REM MT

 

Ao todo, o REM MT investiu R$ 13,4 mil na construção do viveiro. Desse valor, 5 mil foram para compra de sementes de espécies nativas, frutíferas e olerícolas. O sistema de irrigação, que contou com a compra de mais de 500 itens, também foi todo estruturado com recursos do Programa, ao custo de R$ 6,2 mil.  Entre os itens, estão a aquisição de uma caixa d’água de 3 mil litros e uma bomba d’água.

O viveiro do Dorcelina Folador também contou com recursos do Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador (Neast/UFMT) e da representação do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT).

‘SE NÃO FOSSE O VIVEIRO…’

O viveiro alimenta, por exemplo, o SAF da agricultora familiar Bianca Pereira. Ela mora com o esposo e a filha de 3 anos, no assentamento Zé da Paz, na zona rural do município de Acorizal (74 km de Cuiabá).

“Se não fosse o viveiro, não teríamos mudas para iniciar os SAFs. Então, ele é de extrema importância para a nossa família”, sintetiza. 

Bianca e o esposo com a filha de três anos. Foto: Arquivo Pessoal

 

Ela conta que iniciou o SAF entre dezembro passado e janeiro deste ano. E o sistema já tem gerado renda a sua família, por meio das hortaliças, que crescem e produzem muito mais rápido em relação às espécies frutíferas. “Tem semanas em que a gente chega a tirar R$ 200 reais, só com a venda das hortaliças”, afirma. 

Hortaliças que saem do SAF da família de Bianca. Foto: Arquivo Pessoal

 

RENDA DESDE O INÍCIO

Bianca também ressalta que justamente “é essa a vantagem dos SAFs, porque você não precisa esperar ele se estruturar todo para começar a tirar a sua renda”. Detalha que existem às espécies de ciclo mais curto (como às hortaliças e a mandioca), “que já dá pra ir vendendo, enquanto você aguarda a colheita do pomar, que leva mais tempo”. 

“Inclusive, o SAF já gera renda a partir do momento em que você começar produzir seu próprio alimento para consumo. Com alimento em seu quintal, não tem necessidade de você se deslocar para comprar alimento na cidade, por exemplo”, acrescenta.

 

Marido de Bianca trabalhando no SAF da família. Foto: Arquivo Pessoal

 

DOIS VIVEIROS

Além do SAF na propriedade de Bianca, mais oito famílias no assentamento Zé da Paz estão com plantios inseridos nessa lógica, a partir do projeto Do Campo à Mesa, que é financiado pelo REM MT. 

Além do viveiro coletivo do assentamento Dorcelina Folador, o projeto conta com outra estrutura desse tipo, na cidade de Santo Antônio do Leverger (33 km de Cuiabá), que também é estratégica para a implantação dos SAFs. Junto, os dois viveiros chegam a produzir 40 mil mudas por ano. 

Segundo viveiro do projeto, localizado em Santo Antônio do Leverger, na Comunidade Agrovila das Palmeiras. Foto: Marcio Camilo/REM MT

 

 ESPAÇO ESTRATÉGICO

Marcos Balbino é o coordenador do Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT.  Ele é um dos responsáveis por acompanhar a execução do projeto Do Campo à Mesa. Entre as atividades, está  a implantação do viveiro coletivo no assentamento Dorcelina Folador. 

Ele destaca que o viveiro oferece condições para que os agricultores tenham mudas nativas da região, no caso considerando os biomas Cerrado e Pantanal. Sendo assim, o espaço é estratégico para a recuperação áreas degradadas, que está entre os principais objetivos do Programa REM MT. 

“Isso, de certa forma, também quebra um mito, que relaciona a implantação dos SAFs mais ao bioma da Amazônia. Mas o REM MT e o projeto Do Campo à Mesa mostram que o sistema também funciona no Cerrado e Pantanal. Portanto, a aplicação dos sistemas agroflorestais têm servido como base de recuperação florestal com produção nesses biomas”, enfatiza. 

Coordenador do Subprograma AFPCTs/REM MT, Marco Balbino. Foto: Marcio Camilo REM MT

 

ALIMENTO SAUDÁVEIS 

A professora/doutora em Saúde Coletiva, Marcia Montanari, também acompanhou a implantação do viveiro pelo Neast/UFMT. Ela ressalta que o Neast ajudou a custear o espaço, porque se trata de uma política pública de alimentação saudável e proteção do meio ambiente.  

“A importância dessa parceria está justamente na possibilidade de promover territórios saudáveis e sustentáveis, e um alimento mais seguro, tanto do ponto de vista do trabalho, do ambiente, da sustentabilidade dos agricultores familiares; quanto também do alimento que chega a nossa mesa”, avalia a pesquisadora. 

 

Por Marcio Camilo
edição Mariana Vianna

 

 

O REM Mato Grosso, em parceria com o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), está com edital aberto  para organizações interessadas em elaborar Protocolos de Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) aos povos indígenas de Mato Grosso. O documento será elaborado em conjunto com a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt). 

Paula Vanucci, profissional sênior do Subprograma Territórios Indígenas (STI) do REM MT, explica que o CPLI é uma consulta aos povos indígenas, com objetivo de criar protocolos de consultas estabelecidos pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para quando houver medidas legislativas e/ou administrativas que afetem os povos ou seus territórios. 

"Por exemplo, toda vez que um projeto de lei ou executivo afetar povos indígenas ou quilombolas, como: rodovias, ferrovias, hidrelétricas, mineração etc., a população desse local precisa ser consultada previamente, a partir de um protocolo já estabelecido pelo povo", explica a indigenista do REM MT. 

Vanucci detalha que o edital de chamada do REM MT irá selecionar uma organização para fazer um diagnóstico e um roteiro para elaboração de protocolos CPLI, discutido conjuntamente com a Fepoimt, que representa os 43 povos indígenas no Estado. 

"A Fepoimt vai ajudar a organização contratada a mapear os territórios, no sentido de saber quais são as principais prioridades dos povos indígenas no Estado”, acrescenta. 

Ela também atentou para o fato de que algumas comunidades já possuem protocolos definidos, "inclusive com a elaboração de cartilhas orientadoras sobre os tipos de consultas que devem ser respeitadas por qualquer instituição - governamental ou privada - interessada em fazer alguma intervenção em terras indígenas".

A especialista do REM MT destaca ainda que a elaboração do Protocolo de CPLI  fortalece o protagonismo indígena, pois trata-se de um instrumento que visa a autodeterminação das comunidades. "São os próprios indígenas dizendo o que querem  e o que pode ser feito em seus  territórios", acrescenta.

A Consulta Prévia, Livre e Informado (CPLI) é um direito estabelecido na Convenção 169. Trata-se de um obrigação e deve ser realizada pelo Estado e seus órgãos sempre que um ato administrativo ou legislativo possa afetar ou causar impacto aos direitos dos povos indígenas e tradicionais. 

COMO PARTICIPAR

As organizações que quiserem participar da Manifestação de Interesse devem encaminhar, até o próximo dia 10 de junho, os documentos para a seleção ao email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com cópia para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

As manifestações devem ser encaminhadas devidamente identificadas no assunto, como: "REM MT - Manifestação de Interesse - Orientação Estratégica para Assunto Indígenas e o NOME da organização". 

No email deverá conter: 

  1. Carta de manifestação

Carta demonstrando o interesse na proposta

  1. Dados Gerais

Encaminhar uma descrição dos antecedentes da instituição, destacando as atividades com enfoque nos trabalhos relacionados às atividades e produtos do TdR.

  1. Experiência específica

Informações das experiências da instituição no tema 

Mais informações podem ser conferidas AQUI 

 

Por Marcio Camilo
editação: Mariana Vianna

 

Mais de 60 projetos que vão apoiar comunidades indígenas em todo o Estado de Mato Grosso foram recepcionados em função dos dois editais do Subprograma Territórios Indígenas (SPTI), que integra o Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros). O prazo de envio dos projetos terminou nesta segunda-feira (28) e o volume de propostas foi comemorado pelo coordenador do Subprograma, Marcos Ferreira. 

 


Crédito: REM MT

“Avaliamos como muito positivo a quantidade de projetos apresentados, que foram enviados por diferentes organizações indígenas, indigenistas e socioambientais. Ao todo, foram recepcionados 62 projetos, sendo  41 nas chamadas Locais e 21 nas chamadas Estruturantes”, detalha Ferreira.

Conforme explica Ferreira, na modalidade Local, os projetos visam atender às necessidades mais imediatas das comunidades. Já na modalidade Estruturante, as iniciativas são de médio e longo prazo, buscando minimizar problemas históricos, como a falta de segurança alimentar de uma determinada comunidade, por exemplo. 

 

DISTRIBUIÇÃO DOS PROJETOS   

 Na modalidade Local, a Regional Xingu, que representa 16 povos que habitam a Terra Indígena do Xingu, ao Nordeste do Estado, foi a região que mais recebeu projetos: 16 ao todo, o que representa 39% do total apresentado. Em segundo lugar, vem a Regional Noroeste, como 14 projetos (34%), seguida da Regional 4 Xavante, com 6 projetos (14,6%).

Já na modalidade Estruturante, a Regional 4 Xavante recebeu 7 projetos (33,3%), seguida das Regionais 5 Noroeste e 6 Norte e Kaiapó, ambas com 5 projetos (23,8%). 

 

Marcos Ferreira, coordenador SPTI/REM MT

 

Umas das linhas temáticas que mais recebeu propostas foi a “Mulheres, Equidade e Gênero”: 16 ao todo, o que representa 76,2% do total de projetos apresentados na modalidade Estruturante.

Outra Linha Temática bastante contemplada foi a “Geração de Trabalho e Renda”, que recebeu 17 projetos nesse sentido, o que representa 41% do total de iniciativas voltadas para a modalidade Local. 

 

R$ 10 MILHÕES

Ao todo, as  chamadas de projetos do SPTI prevêem um investimento de R$10,1 milhões. O recurso irá financiar os projetos de fortalecimento sociocultural, sustentabilidade e meio ambiente, vigilância e monitoramento dos territórios, produção e coleta para segurança e soberania alimentar e nutricional, geração de trabalho, renda e comercialização, gestão territorial e ambiental dos territórios indígenas, infraestrutura das aldeias, mulheres, equidade de gênero e prevenção e combate a incêndios florestais.

Os recursos para apoiar os projetos são oriundos do Governo Alemão, por meio do  Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW) e pelo Governo do Reino Unido - através do Departamento Britânico para Energia e Estratégia Industrial (BEIS). Estes recursos serão geridos pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que é o gestor financeiro do Programa REM MT. 

 

Tabelas dos projetos 

Por Márcio Camilo / REM MT

  



O REM Mato Grosso (do inglês REDD para Pioneiros) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer MT), promovem, entre os dias 05 de abril e 05 de maio de 2022, todas às terças e quintas, das 8h às 10h, o Curso de Restauração Ecológica para técnicos e técnicas da Empaer.  

 

Além de ser inteiramente online, a capacitação ficará disponível a todos os técnicos da Empaer, e não somente àqueles que já atuam no PIMS. Ao todo, há apenas 200 vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas clicando AQUI

 

PROGRAMAÇÃO

Na capacitação, os extensionistas da Empaer irão aprender técnicas que contribuem para adaptar os sistemas produtivos às novas condições do clima e promover a economia florestal, em especial, no setor agropecuário, que faz parte de um dos eixos do PIMS. Essa economia acontece quando o produtor rural também utiliza a sua área de pastagem em consórcio com produtos de madeira de espécies nativas, de produtos não madeireiros - como frutas, castanhas e sementes - que são reflorestadas para combater o destamento ilegal, e ao mesmo tempo, gerar renda às famílias do campo.  

 

 

Na agropecuária, restaurações ecológicas podem recuperar o solo, melhorar o clima, a qualidade das águas e proteger a biodiversidade. Um dos exemplos desse tipo de trabalho, que visa recuperar Áreas de Preservação Permanente (beiras de córregos e rios), é a técnica da “Muvuca” ou semeadura direta: uma mistura de diferentes sementes nativas que são plantadas ao mesmo tempo, como forma de imitar o plantio orgânico da floresta. Saiba mais AQUI


SERVIÇO

O que: Curso de Restauração Ecológica
Público: Técnicos e técnicas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer MT)
Quando: 05 de abril e 05 de maio de 2022, todas às terças e quintas, das 8h às 10h
Onde: Plataforma online Google Meet
Preço: gratuito
Inscrições: https://forms.gle/D2B4kbdzidWk3Atv7

 

 


Por Marcio Camilo / REM MT





Ir aonde o produtor está. Foi com esse objetivo que o Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros) doou camionetes às prefeituras de cidades que são consideradas estratégicas no fomento à agricultura familiar no estado. Os veículos darão condições para que os técnicos dos municípios conheçam de perto a realidade dos produtores, bem como os principais problemas a serem resolvidos nas diferentes cadeias que compõem o setor. 

Os veículos - sendo três camionetes e uma picape - foram entregues aos gestores das prefeitura de Alta Floresta, Cotriguaçu, Várzea Grande e Querência. A cerimônia ocorreu na última sexta-feira (25), em evento na área externa do estádio Arena Pantanal, em Cuiabá-MT. 

O secretário de Agricultura Familiar de Alta Floresta (região Norte do estado, bioma amazônico), Marcelo Souza, destacou que a camionete doada pelo Programa REM MT irá atender mais de 500 famílias agricultoras na região, concentradas nos assentamentos Jacaminho 1 e 2. 

“Essa camionete está longe de ser um luxo. É uma necessidade! Principalmente se a gente levar em conta o contexto local, com estradas de chão e com comunidades, às vezes, a mais de 100 km distante do centro da cidade”, relata o secretário.


Secretário de Agricultura Familiar de Alta Floresta, Marcelo Souza. Crédito: REM MT

A prefeitura de Alta Floresta trabalha, principalmente, com as culturas do cacau, café e bacia leiteira. Souza ressalta que com a mobilidade proporcionada pelo Programa REM MT, o trabalho junto aos agricultores será ainda mais  intensificado. 

“São mais insumos e assistência técnica que chegarão a essas famílias da agricultura familiar. Tudo isso, intensificando a produção e preservando o meio ambiente”, enfatizou. 


Crédito: REM MT

O prefeito de Cotriguaçu (região Noroeste, bioma amazônico), Olirio Oliveira dos Santos, por sua vez, observa que a malha viária do município possui mais de 2,5 mil km de extensão. 

“São longas distâncias em estradas que, por vezes, não são muito boas. Então, um veículo mais simples não consegue passar em certas regiões. Mas essa camionete, que estamos recebendo do Programa REM MT, é adaptada para enfrentar lamaceiro e estrada de chão. Ela vai nos dar a condição de ir aonde o produtor está”, destacou. 

Para o coordenador do Subprograma Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT) do REM MT, Marcos Balbino, os veículos são estratégicos, no sentido de ajudar no mapeamento das cadeias produtivas da agricultura familiar de Mato Grosso. “São coletas de informações, levantamento de dados referentes à produção e comercialização desses agricultores”. 


Coordenador do Subprograma de Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT) do REM MT, Marcos Balbino. Crédito: REM MT

O superintendente de Agricultura Familiar do Estado, George Lima, explica que esses dados irão compor o Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar (SEIAF). 

“Trata-se de um sistema fundamental para conhecermos melhor a realidade das famílias do campo. Para sabermos das principais lacunas no setor e, dessa forma, atuar com políticas públicas para resolver os problemas. Mas, para que esses dados sejam coletados, é preciso de logísticas, que os técnicos visitem essas propriedades e conversem com essas famílias. Por isso, a doação dessas camionetes, por parte do REM MT, é tão importante”, enfatizou o gestor. 

O superintendente de Agricultura Familiar do Estado, George Lima. Crédito: REM MT

 

Por Marcio Camilo / REM MT 





 



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