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Ignácio Ybanez Rubio avalia que troca de conhecimento pode aprimorar ainda mais o sistema de monitoramento via satélite da Sema, no combate ao desmatamento ilegal das florestas mato-grossenses

Marcio Camilo/Comunicação REM MT

O embaixador da União Europeia, Ignácio Ybanez Rubio, quer contribuir com o sistema de monitoramento via satélite de combate ao desmatamento ilegal em Mato Grosso, em especial na floresta Amazônica. Ele participou da comitiva de embaixadores dos EUA e da Europa que vieram conhecer as políticas ambientais do Governo do Estado.

O monitoramento é feito pelo satélite Planet, tecnologia adquirida por meio do Programa REM Mato Grosso, em parceria com o Fundo Brasileiro para a biodiversidade (FUNBIO). Ignácio acredita que o trabalho, “que já é muito positivo”, pode ser aprimorado ainda mais.

Atentou para o fato de que a União Europeia possui acordo com o Governo Federal em que o Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] já utiliza as imagens geradas pela constelação de satélites Sentinel - um dos mais modernos do mundo, sendo desenvolvido pela Agência Espacial Europeia. O embaixador enxerga a possiblidade de um acordo direto com o Governo de Mato Grosso.


Embaixador da União Europeia, Ignácio Ybanez Rubio. Fotos: Techelo Figueiredo/SecomMT

“Agora vamos conversar... ver de que maneira podemos compartilhar esse conhecimento, se as imagens podem ser disponibilizadas para o estado”, destacou o embaixador ao acrescentar que o satélite é utilizado por várias nações do mundo.

Ignácio e os demais embaixadores Todd C. Chapman (EUA), Heiko Thoms (Alemanha) e Peter Wilson (Reino Unido) ficaram impressionadas com o trabalho tecnológico e integrado que ocorre na Sala de Situação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). Lá, uma equipe de especialistas do órgão monitora diariamente a cobertura vegetal dos três biomas do estado: Amazônia, Pantanal e Cerrado.

“É impressionante todo esforço que está sendo feito para conter o desmatamento ilegal em Mato Grosso”, destacou o embaixador da União Europeia.

O que mais chamou atenção de Ignácio foi o protocolo que a Sema desenvolveu para notificar os infratores, primeiro via email e depois por telefone. “Penso que isso também tem um caráter pedagógico, o fato de você entrar em contato com as pessoas e avisá-las por correio eletrônico sobre o desmatamento da área. Isso pode fazer com que a pessoa se conscientize e pare com a degradação ambiental”, ressaltou.

A secretaria da Sema, Mauren Lazzaretti, explicou aos embaixadores que é da Sala de Situação que saem as informações que subsidiam as equipes de fiscalização que estão em campo, no combate ao desmatamento ilegal. Nesse sentido, conforme a gestora, o trabalho é feito de maneira integrada envolvendo órgãos como o Batalhão Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e o Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).


Embaixadores conhecem a Sala de Situação na Sema-MT

“Esse trabalho em conjunto permite subsídios e resposta rápida às equipes de campo para conter o desmatamento ainda no início”, enfatizou a secretária ao acrescentar que em relação a notificação remota, a Sema já enviou mais de 30 mil e-mails aos infratores ambientais.

Os quatro embaixadores estão desde segunda-feira (07) em Mato Grosso para conhecer a política ambiental do Estado, bem como os investimentos do Programa REM MT em projetos sustentáveis que mantém a floresta em pé.

O REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao estado pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais. 

Recursos fazem parte do edital de "Chamada 03" do Programa REM MT e irão potencializar a produção dessas famílias, gerando emprego e renda ao campo de maneira moderna e sustentável

Por Marcio Camilo/REM MT

Mesmo diante de toda adversidade imposta pela pandemia do novo coronavírus no ano passado, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e o Programa REM Mato Grosso, projeto que premia países e estados pioneiros no combate ao desmatamento na Amazônia, não deixaram de atuar para garantir a geração de emprego e renda às famílias do campo. Juntas, as duas instituições agiram para garantir o aporte de R$ 32 milhões, com o propósito de beneficiar diretamente a produção de cinco mil famílias de 60 municípios mato-grossenses, ainda neste ano. Os recursos financeiros, provenientes de projetos do subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT, irão beneficiar também outras 3.440 famílias, por meio dos diagnósticos técnicos que visam melhorar a produção desses pequenos agricultores.


Unidade de Referência Tecnológica em Juara-MT. Foto: Igor Murilo

Ao todo, são 22 propostas já estão em execução e dentre elas está o projeto “Muxirum Quilombola”, da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acor Quirim), no município de Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá). Por lá, o Programa REM MT está investindo mais de R$ 1,6 milhões na produção de agricultura dessas famílias quilombolas, que também recebem toda assistência no trato com a terra dos técnicos da Empaer.

Também houve o investimento de R$ 9,5 milhões em sete projetos com foco em fruticultura e cultivos perenes. As produções são focadas em sistemas diversificados, aliados à tecnologia de baixo carbono. São iniciativas que estão diretamente alinhadas com a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) - firmada em Paris, pelo Governo do Estado durante a Convenção do Clima (COP 2, em dezembro de 2015.

A cooperação entre Seaf e o programa REM MT conta ainda com a participação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que tem sido fundamental para que diferentes projetos sócio-produtivos começassem a chegar na ponta.

No âmbito da Empaer, houve a definição de 20 Unidades de Referência Técnica (URT's) em propriedades de 40 hectares atendidas pela Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural]. As URT’s estarão nas atividades “leiteira”, “citros” e “banana”. Uma que já está sendo implementada é a do produtor de banana, José Borges, que mora na cidade de Carlinda (760 km de Cuiabá), no norte do Estado. Lá, o trabalho de diagnóstico está ajudando o produtor a dobrar sua produção e o melhor de tudo: de maneira sustentável

Às unidades estão situadas nos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Matupá, Nova Canaã, Nova Guarita, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Poconé, Poxoréu, Castanheira, Colniza, Juara, Juína e Juruena.

Outra importante frente de trabalho são os diagnósticos da Ater aos agricultores familiares, que ganharam um reforço importante a partir da parceria com o Programa REM MT. Na prática, os diagnósticos - promovidos pelos técnicos da Empaer -  orientam as famílias para uma produção rural que seja moderna, rentável e que ao mesmo tempo não agrida o meio ambiente. 

Das 8.440 famílias, 3.440 foram selecionadas para diagnósticos da Ater, sendo que 2.429 já receberam a visita dos técnicos. Só no território do Portal da Amazônia, somam-se 743 diagnósticos. O trabalho também é feito no território do Noroeste (regional de Juína) - um dos locais do estado mais pressionados pelo desmatamento. Por lá, 436 diagnósticos já foram realizados.  

Confira em detalhes às ações da SEAF em parceria com o Programa REM MT AQUI.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (REDD Early Movers, em inglês) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais. 

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/


Unidade de Referência Tecnológica Distrito do Aguaçu. Foto: Tânia Mara


Unidade de Referência Tecnológica em Colíder. Foto: Cleverson Sergio Braz 


Chácara do produtor rural José Borges  é Unidade de Referência Tecnológica no município de Carlinda-MT. Foto: Fatima de Oliveira

REM MT

Julho 20, 2020

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