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Produzir commodities de modo sustentável. Essa é a mentalidade que começa a surgir entre os pecuaristas de pequeno e médio porte da região Noroeste de Mato Grosso, a partir de um projeto desenvolvido pelo Programa REM MT, através do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT). O objetivo do projeto é demonstrar para pequenos e médios produtores de commodities formas alternativas de aumentar a produção e ainda garantir o manejo sustentável. 

Para isso, 8 propriedades rurais foram selecionadas para ser tornar Unidades de Referência Técnica (URTs) - obtendo apoio técnico e investimentos para realizar restaurações ecológicas em suas áreas ambientais e produtivas - e 1.423 propriedades da região passaram a receber os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) gratuitamente - para aprenderem a fazer o manejo sustentável.

REFERÊNCIA 

Um dos beneficiados é o produtor de gado de corte, Ivo Alberi Marcon, 59 anos, dono da Estância Nossa Senhora Aparecida, no município de Castanheira, a 787 km da capital Cuiabá. Sua propriedade foi selecionada pelo projeto como a URT de Juína, cidade polo da região Noroeste. A ideia é que nos próximos anos a estância seja um modelo de produção sustentável para os demais pecuaristas do entorno. 

Produtor de gado de corte, Ivo Alberi Marcon, 59 anos, dono da Estância Nossa Senhora Aparecida. (Fonte: REM MT)


No caso de Seu Ivo e das demais URTs, o REM MT e a Empaer estão investindo na parte ambiental, com o plantio de sementes nativas para recuperar a Área de Preservação Permanente (APP) da propriedade. Já na parte produtiva está sendo feita a análise e preparo do solo, bem como o sistema de pastejo rotacionado, que consiste na divisão da área em piquetes, onde os animais alternam o pastejo em períodos fixos de ocupação e descanso, de acordo com as condições da pastagem, evitando, assim, novas frentes de desmatamento.

"Eu tô gostando muito. Com o projeto estamos fazendo a análise do solo, coisa que a gente não fazia, porque não tínhamos o acompanhamento de ninguém aqui. Eu agradeço demais esses recursos”, comemora Ivo. 

MUDANÇA DE MENTALIDADE

Para administrar a estância, Seu Ivo conta com ajuda do filho, Rodrigo Marcon, 35 anos, que tem ajudado o pai, principalmente a desenvolver uma consciência ambiental. 

Rodrigo Marcon, 35 anos, produtor.  (Fonte: REM MT)

"Sempre se produziu por aqui a pecuária de modo extensivo. Mas, agora, estamos pensando a longo prazo e na sustentabilidade da unidade de produção, a partir da aplicação de tecnologias que proporcionem a Integração Lavoura-Pecuária. Com essas ações, nós estamos aumentando a nossa produção e preservando a água e o solo”, ressalta o produtor, que deixou o trabalho de engenheiro civil na cidade para ajudar o pai no campo. 

 

(Fonte: REM MT)

‘DESBRAVAR E DESBRAVAR’

José de Macedo é outro produtor, da velha geração, que tem mudado a mentalidade em relação à abertura de novas áreas. Ele possui uma fazenda na região de Juruena, onde recebe os serviços de ATER na produção de milho e análise de solo. O trabalho já dura um ano e tem recuperado a pastagem na propriedade, que antes era toda degradada.

  

José de Macedo, produtor rural  (Fonte: REM MT)

“A mentalidade da gente era desbravar e desbravar. Nós moramos aqui desde 1981. Nosso prazer era ver o cara tacar uma motosserra na árvore e derrubar. Hoje não, tem que plantar! Às beiras de córrego [APP], a gente nunca preservou. Se a gente tivesse a mentalidade de hoje não tinha feito o que a gente fez. E a gente também foi vendo que precisava preservar, pois os córregos começavam a ficar muito arenosos e faltava água para o gado”, recorda Macedo. 

Ele também elogiou o trabalho dos técnicos da Empaer, que têm lhe ajudando nessa transição para uma pecuária mais sustentável. “O Felipe (técnico da Empaer que atua em Juruena) apoia a gente em tudo. Não tem hora… é um cara muito disponível para ajudar. Ele tem a técnica e a gente tem a prática. É uma troca de conhecimentos. Ele vem com um trabalho pra preservar a floresta, e, ao mesmo tempo, fazer com que a gente produza mais”, avalia Macedo.

NECESSIDADE DE PRESERVAR

O veterinário e produtor de gado, Vanucci Vendrami, 35 anos, também começou a sentir a necessidade de preservar, quando as nascentes de água começaram a secar na região de sua propriedade, situada em Juruena.

O veterinário e produtor de gado, Vanucci Vendrami, 35 anos. (Fonte: REM MT)

“Isso é problema, porque a gente depende de água para o gado. Então a gente começou a colocar na cabeça que era preciso recuperar as nossas APPs. Nesse processo de recuperação, o REM e a Empaer têm nos ajudado muito com a assistência técnica. Eles forneceram às sementes (para recuperar a mata nativa) e os insumos para fazermos a dessecagem do capim”, destaca Vendrami. 

Assim como Seu Ivo, ele está inserido nos projetos do REM MT na região, por meio dos serviços de ATER, oferecidos pelo extensionistas da Empaer. Em sua propriedade, o trabalho de ATER pretende aumentar sua produção bovina de uma para quatro cabeças por hectare. Isso, sem a necessidade de abrir novas áreas, protegendo, principalmente as APPs.

 

PAPEL DA EMPAER

Para, José Aparecido dos Santos, coordenador regional da Empaer em Juína, esse é o papel do extensionista rural: “de mostrar ao produtor que ele consegue extrair mais de uma área que já está degradada, ao invés de abrir novas áreas, e proteger as nascentes e as beiras de córregos. Com o trabalho de Ater a gente consegue conciliar tanto a parte ecológica quanto a parte produtiva da propriedade”, reforça. 

José Aparecido dos Santos, coordenador regional da Empaer em Juína. (Fonte: REM MT)

PIMS

As propriedades de Ivo, Macedo e Vendramin estão inseridas no eixo Pecuária Sustentável do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), do REM MT. O projeto é coordenado pela Empaer-MT, e, ao todo, apoia 1.423 propriedades (no sistema de ATER), duas análises gratuitas de solo, por propriedade; R$ 60 mil para a compra de insumos destinados às 8 URTs e projetos específicos para as mesmas.

Segundo a coordenadora do Subprograma PIMS, Daniela Melo, somente no âmbito da restauração ecológica foram investidos cerca de R$ 395 mil reais. Além disso, as URT receberam um investimento de R$ 480 mil (R$ 60 mil por URT) em insumos, que são liberados conforme o desenvolvimento do projeto de cada URT.

“O objetivo do PIMS se concentra basicamente em três pilares: o aumento da produtividade, sem o aumento de novas áreas; a redução da área de passivos ambientais, por meio de áreas recuperadas ou em processo de recuperação; e também esse atendimento aos produtores inseridos no Programa REM”, explica Daniela.

 

Daniela Melo, coordenadora do Subprograma PIMS do REM MT, e o produtor de gado de corte, Ivo Alberi Marcon. (Fonte: REM-MT)

 

Por Marcio Camilo - REM MT 




 

 

A Terra Indígena Zoró, localizada no município de Rondolândia, na região noroeste de Mato Grosso, está celebrando um grande feito. A comunidade formada por cerca de 800 pessoas coletou 70 toneladas de castanha do Brasil em plena floresta amazônica, dando um exemplo de que é possível gerar renda a dezenas de famílias e  manter a floresta em pé. E isso em uma das regiões do estado com maior pressão por desmatamento, devido à pecuária extensiva e à extração ilegal de madeira, conforme dossiê elaborado pelo Instituto Socioambiental (ISA). 

 

Castanhas no armazém da cooperativa indígena pronta para venda. Crédito: ADEJUR

 

De acordo com Ademir Ninija, presidente da Cooperativa de Produção do Povo Indígena Zoró (COOPERAPIZ), as 70 toneladas de castanha coletadas pelos Zoró estão avaliadas em mais de meio milhão de reais e a venda está sendo negociada com uma indústria especializada em amêndoas no Rio de Janeiro.

 

"A castanha valorizada possibilitou o aumento de renda das famílias, que passaram a comprar mais alimentos, além de vestimentas e outros utensílios importantes para o dia-dia, como eletrodomésticos. Foi uma grande transformação! Um coletor individual pode faturar, em média, R$ 1,9 mil nos três meses de período da safra (entre dezembro e fevereiro). Já para uma família, essa renda é de R$ 4 mil.", comemora Ademir.

 

PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE

 

Ele conta ainda que devido à forte tradição de seu povo no extrativismo, quase toda a comunidade participa da atividade anualmente, sejam crianças, homens ou mulheres. 

 

“Somente os mais idosos deixam de ir. Nesta última safra, a ação comunitária envolveu mais de 600 indígenas. Desde pequeno a gente aprende que esse fruto é a nossa fonte de renda, ao mesmo tempo que nos ajuda a preservar a natureza e defender o nosso território”, destaca Ninija.

 

Os Zorós, desde pequenos, são envolvidos na coleta de castanha do Brasil na floresta amazônica. Crédito: ADERJUR

 

SAFRA

 

Quem também tem comemorado os resultados atuais da safra é o Panderewup Zoró - o  cacique geral da comunidade. Ele explica que a época da coleta é dividida em dois períodos. A primeira fase, que os indígenas chamam de “Safra de Natal”, vai de 15 a 28 de dezembro, que foi justamente o período em que os Zoró coletaram as 70 toneladas da amêndoa. 

 

“É  quando a castanha é mais procurada pelos atravessadores e compradores regulares. Nesta época é que se regula o preço da castanha. E na região os Zoró tem a tradição em regular o preço no mercado local e regional, devido iniciarem a coleta mais cedo e estarem organizados na produção e venda coletiva. Este benefício de preço justo se estende aos demais povos indígenas da região”, detalha o cacique. 

 

Já o segundo período, conforme a liderança, é a continuidade da coleta que começou agora neste mês de janeiro e segue até o final de fevereiro. Nesta época o trabalho é maior, “pois a castanha pode estar mais molhada, e mais longe, por isso, antes de enviar para o mercado, para garantir a qualidade, recomenda-se lavar e até mesmo secar”, explica Panderewup.

 

Ao final dos dois períodos, espera-se que os Zoró coletem mais de 140 toneladas de castanha do Brasil, o que já está sendo considerado uma safra recorde, de acordo com Lígia Neiva, coordenadora técnica local da Fundação Nacional do Índio (Funai), no município de Rondolândia, onde fica a Terra Indígena Zoró. Neiva dá suporte há anos ao trabalho de etnodesenvolvimento com a atividade extrativista na comunidade. 

 

COMERCIALIZAÇÃO

 

Mas, para onde vai tanta castanha? É aí que entra o projeto Sentinelas da Floresta, da Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR), que é financiado pelo Programa REM MT (do inglês REDD para Pioneiros). 

 

O projeto articulou a venda de mais de 60 toneladas do produto junto a uma empresa do Rio de Janeiro especializada na comercialização da amêndoa. A negociação está na reta final e calcula-se que a venda será no valor de R$ 550 mil. 

 

Castanhas são descarregadas do caminhão. Crédito: ADERJUR

 

“A nossa estratégia é vender o produto à vista para um único comprador que tenha poder de compra em escala. Dessa forma, os ganhos para os extrativistas ocorrem de maneira muito mais rápida”, destaca Paulo Nunes, engenheiro agrônomo e coordenador geral do Projeto. 

 

Para além da renda, a questão ambiental

Ninija observa ainda que outro aspecto importante do projeto, além da geração de renda, é a preservação e a fiscalização do território. 

 

“Preservamos, porque sem a floresta a gente perde a nossa fonte de renda, e, por outro lado, também perdemos a nossa cultura de pescaria com timbó (pesca secular dos Zoró), que é feita no Rio Branco, que banha a nossa aldeia. E a castanha também ajuda a gente a fiscalizar o território, pois, através da coleta na floresta, a gente verifica a entrada de possíveis invasores, como madeireiros, posseiros e pescadores”, detalha. 

 

Mantendo a floresta em pé

 

Marcos Balbino, coordenador do subprograma Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT, ressalta que uma das principais metas do seu subprograma é fortalecer a atividade econômica dessas cadeias de valor, uma vez que são práticas que ajudam a manter a floresta em pé. 

 

Extrativismo da castanha do Brasil pelo Zoró ajuda a preservar a floresta amazônica. Crédito: ADERJUR 

 

“Quando você traz esse aprimoramento dos processos produtivos e financeiros, vem junto com eles a consciência de conservação ambiental, pois o número de castanheiras na área é limitado.E as famílias têm noção de que esse recurso natural não pode acabar ao longo do tempo. Porque senão, acaba também a fonte de renda já desenvolvida”, explica o gestor. 

 

Cobiçada no exterior

 

Com alto valor nutritivo e com vários benefícios à saúde, a castanha do Brasil é um dos produtos nacionais mais cobiçados no exterior. As amêndoas, ricas em proteínas e vitaminas, podem ser consumidas como alimento ou para  extração do óleo, que pode se tornar cremes faciais, shampoos e sabonete líquido.  Para a saúde humana, o consumo diário do alimento melhora a absorção de selênio no organismo, controlando assim o nível de colesterol no sangue e reduzindo os riscos de doenças no coração.


Rica em selênio: Consumo diário da castanha do Brasil ajuda a evitar problemas cardiovasculares. Crédito: Internet

 

Por Marcio Camilo

 

 

Documento foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria técnica da Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, a cooperação técnica alemã; e Grupo de Coordenação do Programa REM MT

Marcio Camilo - Comunicação REM MT

O Programa REM Mato Grosso (do inglês, REED para Pioneiros) lança, no dia 1° de julho, o documento “Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso: Subsídio para processo de inclusão participativa no Subprograma de Agricultura Familiar do REM (2020)”.

O lançamento será de forma online, a partir das 9h, pela plataforma Zoom do REM. O evento também será transmitido pelo canal da Sema-MT [Secretaria de Estado de Meio Ambiente] no YouTube, como forma de atrair o maior número de espectadores e pessoas interessadas no assunto.

Os interessados em participar do evento devem confirmar presença pelo meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (65) 99900-0386.


Crédito: Seaf-MT

O documento é resultado de uma série de encontros com representantes de comunidades de pequenos agricultores, quilombolas e diversos segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais do estado de Mato Grosso com objetivo de fazer o mapeamento desses povos para aprimorar as estratégias diretas do Programa REM MT.

Ao todo, a construção do diagnóstico envolveu entrevistas e oficina com mais de 90 lideranças e representantes de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) localizadas em diversas regiões do estado. Também houve a consulta dos dados do Censo Agropecuário, bem como a colaboração de órgãos estaduais, federais e de organização não governamentais (ONGs) que atuam junto a esses povos.

Os dados compilados e sistematizados representam um referencial inicial para dar visibilidade aos PCTs em Mato Grosso, como forma de fortalecer suas atividades e incluí-los cada vez mais nas políticas públicas do Estado.

Nesse sentido o diagnóstico buscou detalhar a atuação dos PCTs na agricultura familiar. Identificou, especialmente, o tamanho e distribuição desses segmentos. A participação dessas comunidades em cadeias agroextrativistas que contribuam para manutenção da floresta em pé no estado, bem como “suas formas de organização sócio-produtivia, com objetivo de contribuir para o planejamento direcionado à inclusão justa e participava dos PCTs no Programa REM”, enfatiza trecho do documento que será apresentado durante a oficina de lançamento. 

O Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria técnica da Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, a cooperação técnica alemã; bem como a parceria técnica e institucional do Grupo de Coordenação do Programa REM MT.

O documento estará disponível para ser baixado no site do REM, logo após a oficina de lançamento na internet.

O REM MT é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Segue abaixo a programação do Evento:

9h00 – chegada dos participantes

9h15 – Boas Vindas

9h30 – Mesa: Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso e qual a sua importância para a sociobiodiversidade?

10h00 – Intervalo

10h10 – Apresentação do Diagnóstico de Povos e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso –

Subsídio para processo de inclusão participativa no subprograma de Agricultura Familiar do REM

11h00 – Discussão

11h30 – Encerramento

A Chamada de Projetos promovida pelo Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis tem como objetivo beneficiar pequenos e médios produtores, assim como as cadeias produtivas e de valor das 3 (três) principais commodities do Estado de Mato Grosso: pecuária, soja e o manejo florestal madeireiro. As instituições selecionadas vão atuar no desenvolvimento de boas práticas e na redução dos passivos nestas cadeias, ao mesmo tempo garantindo maior acesso a mercados.

A Chamada de Projetos 08/2020 é uma parceria firmada entre o Governo do Estado de Mato Grosso, o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO), o Banco de Desenvolvimento (KfW) da Alemanha e a Secretaria de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS) do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte.

Acesse mais informações AQUI! 

Recursos fazem parte do edital de "Chamada 03" do Programa REM MT e irão potencializar a produção dessas famílias, gerando emprego e renda ao campo de maneira moderna e sustentável

Por Marcio Camilo/REM MT

Mesmo diante de toda adversidade imposta pela pandemia do novo coronavírus no ano passado, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e o Programa REM Mato Grosso, projeto que premia países e estados pioneiros no combate ao desmatamento na Amazônia, não deixaram de atuar para garantir a geração de emprego e renda às famílias do campo. Juntas, as duas instituições agiram para garantir o aporte de R$ 32 milhões, com o propósito de beneficiar diretamente a produção de cinco mil famílias de 60 municípios mato-grossenses, ainda neste ano. Os recursos financeiros, provenientes de projetos do subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT, irão beneficiar também outras 3.440 famílias, por meio dos diagnósticos técnicos que visam melhorar a produção desses pequenos agricultores.


Unidade de Referência Tecnológica em Juara-MT. Foto: Igor Murilo

Ao todo, são 22 propostas já estão em execução e dentre elas está o projeto “Muxirum Quilombola”, da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acor Quirim), no município de Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá). Por lá, o Programa REM MT está investindo mais de R$ 1,6 milhões na produção de agricultura dessas famílias quilombolas, que também recebem toda assistência no trato com a terra dos técnicos da Empaer.

Também houve o investimento de R$ 9,5 milhões em sete projetos com foco em fruticultura e cultivos perenes. As produções são focadas em sistemas diversificados, aliados à tecnologia de baixo carbono. São iniciativas que estão diretamente alinhadas com a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) - firmada em Paris, pelo Governo do Estado durante a Convenção do Clima (COP 2, em dezembro de 2015.

A cooperação entre Seaf e o programa REM MT conta ainda com a participação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que tem sido fundamental para que diferentes projetos sócio-produtivos começassem a chegar na ponta.

No âmbito da Empaer, houve a definição de 20 Unidades de Referência Técnica (URT's) em propriedades de 40 hectares atendidas pela Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural]. As URT’s estarão nas atividades “leiteira”, “citros” e “banana”. Uma que já está sendo implementada é a do produtor de banana, José Borges, que mora na cidade de Carlinda (760 km de Cuiabá), no norte do Estado. Lá, o trabalho de diagnóstico está ajudando o produtor a dobrar sua produção e o melhor de tudo: de maneira sustentável

Às unidades estão situadas nos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Matupá, Nova Canaã, Nova Guarita, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Poconé, Poxoréu, Castanheira, Colniza, Juara, Juína e Juruena.

Outra importante frente de trabalho são os diagnósticos da Ater aos agricultores familiares, que ganharam um reforço importante a partir da parceria com o Programa REM MT. Na prática, os diagnósticos - promovidos pelos técnicos da Empaer -  orientam as famílias para uma produção rural que seja moderna, rentável e que ao mesmo tempo não agrida o meio ambiente. 

Das 8.440 famílias, 3.440 foram selecionadas para diagnósticos da Ater, sendo que 2.429 já receberam a visita dos técnicos. Só no território do Portal da Amazônia, somam-se 743 diagnósticos. O trabalho também é feito no território do Noroeste (regional de Juína) - um dos locais do estado mais pressionados pelo desmatamento. Por lá, 436 diagnósticos já foram realizados.  

Confira em detalhes às ações da SEAF em parceria com o Programa REM MT AQUI.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (REDD Early Movers, em inglês) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais. 

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/


Unidade de Referência Tecnológica Distrito do Aguaçu. Foto: Tânia Mara


Unidade de Referência Tecnológica em Colíder. Foto: Cleverson Sergio Braz 


Chácara do produtor rural José Borges  é Unidade de Referência Tecnológica no município de Carlinda-MT. Foto: Fatima de Oliveira

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