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Políticas públicas e privadas buscam sinergias de projetos em oito municípios da região noroeste do estado

 Marcio Camilo/Comunicação REM MT 

Identificar sinergias para alavancar a produção sustentável de pecuária de corte na região noroeste de Mato Grosso. Esse foi o objetivo do workshop organizado, no último dia 6 de junho, pelo Programa REM MT e o Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI).

Participaram do evento virtual, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), o frigorífico Marfrig, Instituto PCI, Programa REM MT, NatCap, Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT) e o IDH (The Sustainable Trade Initiative), sendo este último uma organização Holandesa voltada para produção e comércio sustentável.

Durante a reunião, houveram apresentações do Instituto PCI, NatCap, Empaer-MT e IMAC. Posteriormente, iniciou-se uma sessão de discussão na qual os representantes da Marfrig, ACRIMAT, REM-MT e IDH fizeram contribuições e sugestões. Em termos gerais, os participantes demonstraram satisfação sobre os trabalhos realizados e interesse em aprofundar ações de forma a dar escala aos projetos de Ater [Assistência Técnica de Extensão Rural] na região noroeste. O objetivo final é tornar a região uma referência em produção sustentável na pecuária de corte, aliando produção de qualidade e renda à agricultores familiares aliado a conservação de florestas.

O programa REM MT, por meio do Subprograma Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS), foi citado em um projeto cujo objetivo é a reinserção de produtores bloqueados em detrimento as áreas embargadas por desmatamento ilegal. A ação é desenvolvida em pelo o Instituto Mato-grossense da Carne tendo como parceiro o Ministério Público Federal (MPF-MT).

Outra ação financiada pelo REM MT é a parceria com a Empaer-MT cujo objetivo é oferecer ATER pública para 1.950 produtores de pequeno e médio porte especializadas na cria de bezerros. O objetivo é aumentar a produtividade da pecuária de corte aliado a restauração de passivos ambientais e desmatamento zero. Os produtores estão localizados em oito municípios da região noroeste: Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juara, Juína, Juruena e Nova Bandeirantes.

Já a Marfrig, uma das maiores empresas de proteína animal do mundo, destacou no workshop que investe cerca de R$ 30 milhões em projetos relacionados a sustentabilidade da cadeia bovina. A empresa possui metas de zerar o desmatamento até 2030 através de diversas ações incluindo a produção sustentável de bezerros. Entre as ações estão a implementação do Código Florestal, incentivo a intensificação de pastagens e práticas ILPF [Intensificação Lavoura, Pecuária, Floresta], bem como ferramentas de rastreabilidade e monitoramento de fornecedores indiretos. De acordo com o Diretor de Sustentabilidade Paulo Pianez, “os trabalhos apresentados no workshop dialogam perfeitamente bem com o Programa Produção Sustentável de Bezerros, e, portanto, existe interesse em aprofundar conversas na região”.

Se as ações forem concretizadas, existe a oportunidade da Marfrig e outros frigoríficos na região comprarem animais de fazendas regularizadas, aumentando a oferta de carne sustentável na região e contribuindo com as metas de produção sustentável, conservação e inclusão da estratégia Produzir, Conservar e Incluir. 

“A reunião foi para a gente se conectar, saber o que cada um está fazendo, até para que a própria produção do REM e da PCI possam acessar esse tipo de mercado. Esse é um dos objetivos do subprograma (PIMs), que é ampliar o acesso desses produtores [inseridos na pecuária sustentável] ao mercado”, destacou Fernando Sampaio, diretor Executivo da PCI e coordenador adjunto do REM MT.

Contexto 

O Subprograma de Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis do REM MT e o PCI  buscam parceiros para incentivar práticas mais sustentáveis no noroeste do estado, região responsável pela produção de 230 mil toneladas de carne (ou 10% da produção do estado), mas também importante para criação de bezerros – atividade predominante na região. 

Em um curto prazo, espera-se que o Brasil se torne o maior produtor de carne bovina do mundo, superando, inclusive os EUA. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), o nosso país é responsável por 17% da produção total da carne bovina no mundo; e de acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a cadeia produtiva brasileira da carne movimenta R$ 167,5 bilhões/ano – gerando cerca de 7 milhões de empregos.

Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil com pouco mais de 30 milhões de animais, sendo estes distribuídos em 23 milhões de hectares (equivalente a 25% do território).

No entanto, o mercado tem sido exigente em relação a critérios socioambientais nas cadeias produtivas, especialmente a cadeia da carne. A região noroeste foi identificada pelo Programa REM como prioritária para atuação no fomento à pecuária sustentável, justamente por ser onde houve expressivo crescimento de rebanho e áreas de pastagens, mas também de desmatamento. 

Foi neste contexto que o REM MT e o PCI organizaram o workshop, tendo em vista a força da atividade pecuária no estado.

Projeto pretende fazer da propriedade referência em pesquisa e produção da fruta em Mato Grosso, para os próximos anos

Marcio Camilo/ Comunicação REM MT

Chegaram, na madrugada desta sexta-feira (21), as 400 mudas de limão que serão plantadas no sítio de Ademilson Bento de Santana. A propriedade trata-se da Unidade de Referência Técnica (URT) no município de Jangada (MT), que foi escolhida por meio de um projeto do Programa REM Mato Grosso em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). O REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é um projeto internacional, executado pelo Governo do Estado, que financia países e estados que se comprometem e eliminar o desmatamento ilegal, bem como reduzir as emissões de CO2 no planeta que agravam o efeito estufa.

“É uma satisfação muito grande receber essas mudas. É a coroação de um trabalho que começou lá atrás, há um ano”, recorda Edgar Bento, extensionista da Empaer que desenvolveu o projeto da URT de Jangada, no sítio do produtor Ademilson.

Ele disse que as mudas devem ser plantadas ainda neste mês, a partir da semana que vem. A remessa chegou na unidade local da Empaer em Jangada de um viveiro de São Paulo, por volta das 6 horas desta sexta (21): “As mudas são de excelente qualidade, vindas de um viveiro de referência nacional, que possui certificação do Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento]”, comemora Edgar.

O sítio do produtor Ademilson foi retratado na segunda reportagem da série especial que o REM MT produz sobre as URTs no estado.

A propriedade está inserida no Subprograma de Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT. No projeto, além das 400 mudas de limão, o sítio foi contemplado com fornecimento de adubos, calcário, sistema de irrigação e outros insumos.

Com os investimentos que estão sendo realizado, espera-se que a propriedade produza 20 toneladas de limão nos próximos anos, e se torne uma referência do produto para todo estado. “Referência tanto de produção quanto de pesquisa da fruta”, salienta Edgar.

O limão de seu Ademilson tem potencial para abastecer toda baixada cuiabana – uma das regiões de maior densidade demográfica do estado que concentra 14 municípios. Atualmente, 90% do que é comercializado da fruta na baixada cuiabana vem de fora de Mato Grosso.


Técnico da Empaer, Edgar Bento, recebe as mudas em Jangada/ Foto: Empaer

“É uma região onde concentra a grande parte do público consumidor de Mato Grosso. E muitos desses produtos, no caso do limão e outros, acabam vindo de outros estados. Então você tem um mercado consumidor próprio e você tem dificuldades de organizar a produção, que por sua vez sustentaria essas cidades. Nesse sentido a gente incentiva eles [agricultores familiares] e mostra que é possível produzir aqui perto”, ressalta Marcos Balbino, o coordenador do Subprograma de Agricultura Familiar e de Comunidade e Povos Tradicionais do REM. 

A propriedade de Ademilson em Jangada faz parte de uma rede de 20 URTs que são apoiadas pelo REM nos territórios "Baixada Cuiabana", "Noroeste" e “Portal da Amazônia”. Essas unidades servem de modelo de produção sustentável para mais de três mil famílias da agricultura familiar atendidas pela Empaer no programa.

No caso do sítio de Ademilson, ela compõe uma das cinco URTs da Baixada Cuiabana. Já as demais (15) estão distribuídas nos outros dois territórios do Subprograma de Agricultura Familiar e de Comunidade e Povos Tradicionais do REM. 

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Confira as reportagens da série especial sobre as URTs:

Programa REM MT transforma a vida de pequenos agricultores no interior do Estado 

Produção sustentável pode render 20 toneladas de limão ao ano em Jangada

Sítio de agricultor familiar se transformou numa Unidade de Referência Técnica (URT) que servirá de grande exemplo para os produtores dos 14 municípios que  compõem a baixada cuiabana. O projeto é executado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Empaer, com recursos financeiros do Programa REM MT. 

Marcio Camilo/ Comunicação REM MT

"Estou pronto. Tenho potência para encarar o serviço". Foi assim que Ademilson Bento de Santana, produtor rural de 67 anos aceitou um novo desafio em sua vida: fazer de seu sítio uma Unidade de Referência Técnica (URT) em produção de limão para os demais agricultores familiares da cidade de Jangada, a 70 quilômetros da capital de Mato Grosso, Cuiabá. Espera-se que 20 toneladas da fruta sejam produzidas anualmente na propriedade.

As URTs são projetos do Governo de Mato Grosso, por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) que auxiliam as famílias do campo a aprimorarem suas produções. Isso é feito com a difusão de novas tecnologias que também garantem o desenvolvimento econômico e social dessas famílias. Com a chegada do Programa REM Mato Grosso, o conceito das URTs ganhou um reforço na questão de produzir com sustentabilidade com objetivo de manter os estoques florestais dos três biomas de Mato Grosso (Amazônia, Pantanal e Cerrado).

O sítio de Ademilson está inserido nessa lógica ao ser contemplado com recursos do Subprograma de Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT. No projeto, sua propriedade foi contemplada com 400 mudas de limão, além de fornecimento de adubos, calcário, sistema de irrigação e outros insumos. A terra está toda preparada para receber as mudas que devem ser plantadas durante este mês de maio.

Ademilson dedicou uma vida toda à agricultura familiar e ainda quer aprender muito mais. Conta que com os extensionistas da Empaer em Jangada aprendeu a plantar com o devido espaço, além de utilizar o calcário para tirar a acidez da terra e fazer com que as mudas cresçam com saúde e rendam bons frutos. "A minha vida toda eu plantei verduras, hortaliças, maracujá, limão... Isso vem de família. Aprendi essas coisas no dia-dia, no trato com a planta. Com essas novas tecnologias sugeridas através da Empaer e do REM, acredito que isso só vem a agregar no meu conhecimento. Por isso sou muito grato", disse.


Ademilson, juntamente com a esposa, recebe adubos do técnico da Empaer, Edgar Bento, adquiridos pelo projeto do Programa REM MT/Edgar Bento

Quem também está empolgado com a futura produção de limão é o genro de Ademilson, o também agricultor familiar, José Galhardo. Ele está trabalhando junto com o sogro na propriedade e avalia que há um grande potencial na cadeia produtiva do limão na baixada cuiabana, que envolve 14 municípios. Pensa em comercializar a fruta nas feiras e mercados de Jangada, Várzea Grande e Cuiabá. "Esse projeto tem sido um sonho para a nossa família. Estamos muito animados com essa possibilidade de melhorar a renda e garantir cada vez mais o nosso sustento e também levar alimento para outras famílias". 

A empolgação de Galhardo faz sentido, levando em conta que 90% do limão que abastece os mercados dos municípios da baixada cuiabana vem de fora. 

“É uma região onde concentra a grande parte do público consumidor de Mato Grosso. E muitos desses produtos, no caso do limão e outros, acabam vindo de outros estados. Então você tem um mercado consumidor próprio e você tem dificuldades de organizar a produção, que por sua vez sustentaria essas cidades. Nesse sentido a gente incentiva eles [agricultores familiares] e mostra que é possível produzir aqui perto”, ressalta Marcos Balbino, o coordenador do Subprograma de Agricultura Familiar e de Comunidade e Povos Tradicionais do REM. 

A escolha da URT

Quem fez a proposta para Ademilson e Galhardo inscreverem o sítio como a URT de Jangada foi o extensionista da Empaer Edgar Bento. Ele já conhecia Ademilson há muitos anos e identificou que a sua área tinha um grande potencial para ser referência em produção sustentável. "Eu percebo que ele naturalmente tem esse entendimento. Aos fundos de sua propriedade tem uma grande mata de APP [Área de Preservação Permanente] por onde passa um riacho. Desde que eu o conheci, ele sempre se preocupou em fazer seus cultivos sem degradar essa mata", destacou o técnico da Empaer.

A partir disso, Bento enviou o projeto de URT ao Subprograma de Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais do REM, que aceitou a proposta e começou a investir na propriedade. A Empaer, por sua vez, entrou com a orientação técnica. Já os produtores, com a mão de obra. 

Se as coisas continuarem nesse ritmo, a expectativa é que o sítio da família de Ademilson se torne uma grande referência na região com uma produção de 20 toneladas de limão ao ano. Além de Bento, os produtores também contam com o auxílio dos técnicos Gláucio Guimarães e Roberto Damaceno na unidade local da Empaer em Jangada. 

URTs e preservação da floresta

Para o presidente da Empaer, Renaldo Loffi, o “Alemão”, o REM MT fortaleceu o trabalho das URTs, no sentido de desenvolver ainda mais as cadeias produtivas e transferir os conhecimentos tecnológicos aos agricultores. “O REM MT reforçou nas URTs a importância de aumentar a produção e diminuir o desmatamento e, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida das famílias do campo”, ressaltou o gestor. 

Balbino, do REM MT, também explica que a propriedade de Ademilson está inserida dentro da lógica de redução do desmatamento e manutenção de estoques florestais. Trata-se de uma política ambiental incorporada pelo Governo de Mato Grosso desde 2015, quando o estado apresentou ao mundo as metas do programa Produzir Conservar e Incluir (PCI), na Convenção do Clima (COP 21) realizada em Paris. 


Da esquerda para direita: Vico Capistrano (Empaer), o produtor, Isaías Ribeiro de Oliveira, atual coordenador Regional da Empaer Cuiabá; e Edgar Bento/Foto: Edgar Bento

A propriedade faz parte de uma rede de 20 URTs que são apoiadas pelo REM nos territórios "Baixada Cuiabana", "Noroeste" e “Portal da Amazônia”. Essas unidades servem de modelo de produção sustentável para mais de três mil famílias da agricultura familiar atendidas pela EMPAER no programa. No caso do sítio de Ademilson, ela compõe uma das cinco URTs da Baixada Cuiabana. Já as demais (15) estão distribuídas nos outros dois territórios do Subprograma de Agricultura Familiar e de Comunidade e Povos Tradicionais do REM. 

“Essa metodologia [URT] possibilita ao técnico colocar em prática técnicas e aprimoramento nas atividades produtivas que já existem na região. E depois isso é mostrado aos demais produtores da região que é possível adotar aqueles melhoramentos na atividade”, enfatiza. 

Ele também destacou que com a parceria do programa REM MT, os insumos e equipamentos chegam diretamente para as famílias beneficiadas que foram selecionadas pelos extensionistas da Empaer. Dessa forma, ele consegue montar todas as etapas com seus devidos insumos para aplicação das novas tecnologias.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (do inglês, REDD para Pioneiros) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais.

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/

Confira também a primeira reportagem especial sobre as URTS: BANANA COM SUSTENTABILIDADE: Programa REM MT transforma a vida de pequenos agricultores no interior do Estado


Produtor recebe o calcário para melhorar a qualidade do plantio/ Edgar Bento


Terra já tratada com o calcário pronta para receber as mudas de limão/ Edgar Bento

 

 Eventos online contará com mais de 20 horas de capacitação com palestrantes que são referências nacional no tema

Marcio Camilo / Comunicação REM MT

Questões práticas para integrar florestas, pastagens e lavouras. Esses são alguns dos assuntos que serão abordados na capacitação sobre "Produção Leiteira para Técnicos da Empaer e Parceiros". O evento, totalmente online, começa na próxima segunda-feira (10 de maio) e se estenderá até 21 de maio.

Ao todo serão duas semanas de capacitação em pecuária leiteira que contará com 10 módulos e mais de 20 horas de palestras. Os módulos contarão com os seguintes conteúdos: histórico da pecuária leiteira; diagnóstico das propriedades; análise do ciclo de carbono; diagnóstico de áreas degradas; arborização; conservação de solo e água; planejamento de forragens; planejamento de ILPF e IPF, e alimentação na seca para os bovinos leiteiros.

Já a segunda semana de capacitação contará com os conteúdos: planejar e manejar ordenha; tanque de resfriamento com foco na qualidade do leite; mineralização de bovinos leiteiros; manejos e prevenções de doenças de bovinos leiteiros; e gestão de propriedades leiteiras.

Para o treinamento, o REM MT disponibilizou até 500 vagas aos técnicos da EMPAER e técnicos parceiros. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas via formulário no seguinte link: https://forms.gle/gUYtmWooE9WgRA3W7

A capacitação é promovida pelo Subprograma de Agricultura Familiar, Povos e Comunidades Tradicionais do REM MT. Na ocasião, técnicos parceiros e extensionistas da Empaer-MT [Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural] terão oportunidade de aprender sobre o que há de mais novo de técnicas para orientar os agricultores familiares. Para capacitação, foram contratados 10 palestrantes que são referências nacional em produção sustentável de pecuária leiteira.

Marcos Balbino, coordenador do Subprograma de Agricultura Familiar, Povos e Comunidades Tradicionais do REM MT, explica que a capacitação foi pensada no sentido de aliar teoria e prática.

"A gente prezou conteúdos que levam a prática. Por exemplo, o técnico chega no sítio, avalia a realidade do lugar, e, a partir da capacitação, tem a noção exata de como vai aplicar as técnicas na propriedade, em como ele vai encaixar as tecnologias".

Balbino cita, por exemplo, a Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) - sistema que será abordado em um dos módulos da capacitação. "É uma tecnologia mais sustentável. Na capacitação, o palestrante não vai só explanar o que é IPLF. Ele vai mostrar como que o técnico entra dentro da propriedade e aplica o sistema".

Balbino destaca que a produção de metano dos bovinos é um tipo de gás que impacta mais na atmosfera do que o CO2, por exemplo. Por isso, conforme ele, é crucial que o técnico saiba fazer uma simulação de balanço de carbono nas propriedades. Trata-se de um dos assuntos que também será abordado pelos palestrantes.

"A capacitação dará condições para o técnico olhar para a propriedade e saber o que está emitindo gás carbônico e o que está capturando. Isso é o que a gente chama de balanço de carbono. A pastagem captura o carbono, a floresta captura carbono... quanto mais ele [técnico] aumentar a eficiência dos pastos, das forrageiras, das florestas, em captar o carbono, ele anula esse efeito negativo que o bovino tem de emitir o metano na atmosfera", detalhou Balbino, que também é técnico extensionista da Empaer-MT.

Balbino ressaltou que a capacitação segue uma tradição de cursos oferecidos pela Embrapa e Seaf [Secretaria de Estado de Agricultura Familiar], que ao longo de uma década oferecem inovações técnicas aos extensionistas e técnicos parceiros para aplicarem junto aos produtores rurais. “Ela [capacitação] vem com essa pegada: de somar com o conhecimento que já foi disseminado ao longo desses anos”, reforçou.

Confira a programa completa AQUI

Recursos fazem parte do edital de "Chamada 03" do Programa REM MT e irão potencializar a produção dessas famílias, gerando emprego e renda ao campo de maneira moderna e sustentável

Por Marcio Camilo/REM MT

Mesmo diante de toda adversidade imposta pela pandemia do novo coronavírus no ano passado, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e o Programa REM Mato Grosso, projeto que premia países e estados pioneiros no combate ao desmatamento na Amazônia, não deixaram de atuar para garantir a geração de emprego e renda às famílias do campo. Juntas, as duas instituições agiram para garantir o aporte de R$ 32 milhões, com o propósito de beneficiar diretamente a produção de cinco mil famílias de 60 municípios mato-grossenses, ainda neste ano. Os recursos financeiros, provenientes de projetos do subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs) do REM MT, irão beneficiar também outras 3.440 famílias, por meio dos diagnósticos técnicos que visam melhorar a produção desses pequenos agricultores.


Unidade de Referência Tecnológica em Juara-MT. Foto: Igor Murilo

Ao todo, são 22 propostas já estão em execução e dentre elas está o projeto “Muxirum Quilombola”, da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca (Acor Quirim), no município de Nossa Senhora do Livramento (40 km de Cuiabá). Por lá, o Programa REM MT está investindo mais de R$ 1,6 milhões na produção de agricultura dessas famílias quilombolas, que também recebem toda assistência no trato com a terra dos técnicos da Empaer.

Também houve o investimento de R$ 9,5 milhões em sete projetos com foco em fruticultura e cultivos perenes. As produções são focadas em sistemas diversificados, aliados à tecnologia de baixo carbono. São iniciativas que estão diretamente alinhadas com a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) - firmada em Paris, pelo Governo do Estado durante a Convenção do Clima (COP 2, em dezembro de 2015.

A cooperação entre Seaf e o programa REM MT conta ainda com a participação da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que tem sido fundamental para que diferentes projetos sócio-produtivos começassem a chegar na ponta.

No âmbito da Empaer, houve a definição de 20 Unidades de Referência Técnica (URT's) em propriedades de 40 hectares atendidas pela Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural]. As URT’s estarão nas atividades “leiteira”, “citros” e “banana”. Uma que já está sendo implementada é a do produtor de banana, José Borges, que mora na cidade de Carlinda (760 km de Cuiabá), no norte do Estado. Lá, o trabalho de diagnóstico está ajudando o produtor a dobrar sua produção e o melhor de tudo: de maneira sustentável

Às unidades estão situadas nos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Matupá, Nova Canaã, Nova Guarita, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Poconé, Poxoréu, Castanheira, Colniza, Juara, Juína e Juruena.

Outra importante frente de trabalho são os diagnósticos da Ater aos agricultores familiares, que ganharam um reforço importante a partir da parceria com o Programa REM MT. Na prática, os diagnósticos - promovidos pelos técnicos da Empaer -  orientam as famílias para uma produção rural que seja moderna, rentável e que ao mesmo tempo não agrida o meio ambiente. 

Das 8.440 famílias, 3.440 foram selecionadas para diagnósticos da Ater, sendo que 2.429 já receberam a visita dos técnicos. Só no território do Portal da Amazônia, somam-se 743 diagnósticos. O trabalho também é feito no território do Noroeste (regional de Juína) - um dos locais do estado mais pressionados pelo desmatamento. Por lá, 436 diagnósticos já foram realizados.  

Confira em detalhes às ações da SEAF em parceria com o Programa REM MT AQUI.

Sobre o Programa REM MT

O Programa REM MT (REDD Early Movers, em inglês) é uma premiação ao Estado do Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento nos últimos 10 anos. A cooperação internacional dos governos do Reino Unido e da Alemanha doam recursos por meio do BEIS e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) para o Programa que aplica em ações de conservação da floresta a fim de reduzir emissões de CO2 no planeta. Para isso, beneficia diretamente iniciativas que contribuem para reduzir o desmatamento, estimular a agricultura de baixo carbono e apoiar povos indígenas e comunidades tradicionais. 

É coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e gerenciado financeiramente pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Saiba mais sobre o Programa REM MT em: https://remmt.com.br/


Unidade de Referência Tecnológica Distrito do Aguaçu. Foto: Tânia Mara


Unidade de Referência Tecnológica em Colíder. Foto: Cleverson Sergio Braz 


Chácara do produtor rural José Borges  é Unidade de Referência Tecnológica no município de Carlinda-MT. Foto: Fatima de Oliveira

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