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R$ 23,5 MILHÕES: Planos de gestão da sociobiodiversidade podem beneficiar cerca de 7 mil famílias agricultoras em MT

Agricultor familiar durante a coleta. Foto: REM MT Agricultor familiar durante a coleta. Foto: REM MT

De acordo com pesquisa realizada pelo SEBRAE, 50% das empresas brasileiras fecham as portas nos primeiros 2 anos, devido à falta de planejamento e gestão. E esta realidade não é diferente no campo. Pensando nisso, o Subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais  (AFPCTs), do Programa REM MT, está apoiando 53 organizações de Mato grosso, que trabalham com as cadeias produtivas da sociobiodiversidade e foram selecionadas pela segunda chamada pública, a construírem Planos de Gestão de Cadeias de Valor (PGCdV) da sociobiodiversidade, o que pode fortalecer a produção de 6.990 famílias do Estado.

Para Marcos Balbino, coordenador do subprograma AFPCTs, os planos de gestão consideram todos os elos da cadeia de valor, começando pelos insumos necessários ao processo produtivo, passando pelas áreas de produção ou coleta, beneficiamento, logística e comercialização dos produtos, até chegarem ao consumidor final.

“É importante lembrar que o apoio do REM MT é passageiro. E depois? Como as organizações locais vão seguir se desenvolvendo seus negócios rurais? Então, é aí que entra a sacada de contratarmos uma mentoria para a apoiar na elaboração dos planos, que serão pensados com ações de curto e médio prazo, com duração de cinco anos. O primeiro ano de implementação será com o apoio dos recursos do REM MT. Depois, as organizações locais terão mais quatro anos com ações estruturadas com PGCdV. A partir disso, novos recursos podem ser captados, por meio de bancos, fundos, parcerias, por exemplo”, detalha o gestor. 

Coordenador do AFPCTs, Marcos Balbino

 

Ao todo, os investimentos feitos pelo subprograma nestas organizações serão de R$ 23,5 milhões. 

A informação sobre a mentoria para construção dos planos de gestão foi divulgada na primeira reunião entre os coordenadores do AFPCTs e as organizações inseridas na segunda chamada de projetos. O encontro, que foi virtual, reuniu mais de 120 pessoas, no último dia 27 de junho.

Primeiro encontro das organizações envolvidas na segunda chamada pública do REM MT ocorreu de maneira virtual. Foto: REM MT

 

PRAZOS

Balbino explica ainda que as organizações terão o prazo de três meses para elaborar os planos de gestão em conjunto com a mentoria. Depois disso, os planos serão submetidos a um novo edital para serem analisados por um comitê técnico, que irá aprovar as iniciativas. 

Fazem parte desse comitê instituições, como: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade de Brasília (UnB), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT), entre outras instituições.


Castanha do Brasil é um dos produtos da sociobiodiversidade. Foto: REM MT

 

FLORESTA EM PÉ

O coordenador do AFPCTs frisa ainda que o foco dos PGCdV consiste em fortalecer as cadeias da sociobiodiversidade, por entender que elas são cruciais na manutenção da floresta em pé e na redução das emissões de gases de efeito estufa (gee). No entanto, Balbino pondera que o edital também contempla "as cadeias não prioritárias", que envolvem, por exemplo, a produção de leite, banana e mel.

Objetivo do REM MT é manter a floresta em pé, por meio de uma produção sustentável , que reduza as emissões de CO2. Foto: REM MT

 

EDITAL MAIS INCLUSIVO

Ao todo, o REM MT recebeu 88 Manifestações de Interesse na segunda chamada pública do subprograma AFPCTs. Desse universo, 53 organizações foram selecionadas pelo Comitê Técnico. Das organizações selecionadas, 70% são de associações e 23% cooperativas de produtores rurais. Na primeira chamada pública de 2020, o maior número de inscrições foram de organizações já estruturadas, tanto financeiramente, quanto em suas condições jurídicas e administrativa. 

"Nesta segunda estratégia, conseguimos reverter essa lógica. Isso significa a chegada direta de mais recursos na ponta, para as menores organizações, que não tiveram participação muito efetiva na primeira chamada pública do subprograma”, destaca Balbino. 

 

Por Marcio Camilo
edição: Mariana Vianna

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Modificado em Quarta, 06 Julho 2022 19:38

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