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RETA FINAL: Evento de imersão ajusta metas e destaca principais avanços do REM MT no Estado

 

O REM MT continuará sendo, ele existe por si só. Ele tem um peso e tamanho dentro e fora do Estado”. A frase, da coordenadora do Programa REM Mato Grosso (do inglês, REDD para Pioneiros), Lígia Vendramin, sintetiza o sentimento que tomou conta dos envolvidos na 2ª Imersão de Planejamento do Programa, nos dias 11, 12 e 13 de abril de 2022. O evento serviu para orientar as ações da reta final do programa, que se encerra em 2023, e também para comemorar o sucesso de um trabalho que tem ajudado o Estado no combate ao desmatamento ilegal e no incentivo à produção mais sustentável.

 

Lígia enfatizou ainda que a Imersão foi um momento de ajuste das metas, tendo em vista o encerramento da primeira fase do Programa. Mas, ponderou, que o encontro também teve esse caráter de comemoração das atividades desenvolvidas ao longo dos três anos de execução do REM MT. 

“Nos oito meses iniciais era só eu no Programa. Quando comecei, não fazia ideia aonde chegaríamos. Hoje, percebo com mais clareza a nossa caminhada, de como já beneficiamos milhares de famílias”, afirmou a coordenadora geral do Programa. 

 


Lígia Vendramin, coordenadora do Programa REM Mato Grosso. (Foto: REM MT)

Já o coordenador adjunto do REM MT e diretor presidente da Estratégia PCI, Fernando Sampaio, destacou que o encontro foi importante para pensar em diferentes soluções. “Eventos como esse nos ajudam na avaliação das etapas, para mantermos a excelência na execução das ações e também descartar o que não está dando certo”.

 


Diretor presidente da Estratégia PCI, Fernando Sampaio (Foto: REM MT)

 

Quem  também participou da Imersão foi o secretário-executivo de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega. Para além da estruturação do comando e controle do combate ao desmatamento ilegal, Marega disse que o Programa já deixou um legado para o Estado, que é pensar no potencial econômico da floresta. 

“O Programa é uma roda, que está dando início a um processo que lá na frente vai ser maior. Irá nos conduzir para uma mudança de cultura, pois, a partir do REM, teremos o aprendizado para captar novos recursos, criando diferentes modelos para beneficiar a agricultura familiar, povos tradicionais e comunidades indígenas”, elencou o gestor. 

 


 Alex Marega, secretário-executivo de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) (Foto: REM MT)

 

João Melo, gerente dos projetos do REM MT no Funbio, pontuou que a Imersão foi importante para aproximar as equipes dos Subprogramas. “É um momento em que você compreende melhor as demandas e o papel dos diferentes atores envolvidos no processo. Além do mais, esses encontros servem para humanizar a relação e também trazer um olhar de gestão, mais aprimorado, para a equipe do REM MT. 

 


 João Melo, gerente dos projetos do REM MT no Funbio (Foto: REM MT)

 

Avanços e gargalos 

Foram três dias de muita interação e trabalho, envolvendo os quatro subprogramas do REM MT: Fortalecimento Institucional (FIPPE), Territórios Indígenas (STI), Produção, Inovação e Mercados Sustentáveis (PIMS) e Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCTs). Os coordenadores desses setores avaliaram os principais avanços, indicadores, reajustaram as metas e identificaram os principais gargalos dos subprogramas. O trabalho contou com as orientações da consultoria internacional da Gopa e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) - o gestor financeiro do REM MT. 

 

O FIPPE [Fortalecimento Institucional], por exemplo, percebeu como grandes avanços, o combate ao desmatmamento ilegal, por meio de sistema de monitoriamento em tempo real, bem como o serviço de remoção de maquinários - a exemplo de tratores - utilizados para derrubar a floresta. 

 

Por outro lado, a coordenação do Subprograma identificou a necessidade acelerar o processo de regularização ambiental (CAR), envolvendo pequenos e médios produtores no estado. “Com a regularização, essas pessoas terão acesso a recursos públicos, inclusive do Subprograma AFPCTs, para fomentar suas produções, em diferentes áreas”, destacou Franciele Nascimento, coordenadora do Fortalecimento Institucional do REM MT. 

 


Franciele Nascimento, coordenadora do Fortalecimento Institucional do REM MT. (Foto: REM MT)

 

R$ 31 milhões em investimentos

Do lado do AFPCTs, o grande ganho, até agora, é o edital da Chamada 03 que incentiva 23 projetos, para fomentar a Agricultura Familiar de Povos e Comunidades Tradicionais, nos três biomas do Estado (Cerrado, Pantanal e Amazônia). Os investimentos são na ordem de mais de R$ 31 milhões. 


Uma grande novidade do Subprograma advém da nova chamada de
Manifestação de Interesse. Ela possibilita que os beneficiários construam seus projetos, a partir de uma mentoria contratada pelo REM MT. 

 


Marcos Balbino, Coordenador do Subprgrama AFPCT. (Foto: REM MT)


Manejo sustentável


O PIMS [Produção, Inovação de Mercados Sustentáveis] destacou como ponto positivo a idealização de um fórum para discutir e elaborar o plano estadual de manejo florestal madeireiro sustentável. A proposta do evento é reunir diferentes atores do setor madeireiro, para pensar num sistema aprimorado de monitoramento e custódia da madeira de Mato  Grosso. “A elaboração do plano é importante, porque trata-se de um setor que impacta diretamente nos números de desmatamento no Estado”, salienta Daniela Melo, coordenadora do PIMS.

 


Daniela Melo, coordenadora do PIMS (Foto: REM MT)

 

Coleta de dados

Já a coordenação do STI [Territórios Indígenas] pensou num sistema de coleta dos dados de execução do Subprograma, como forma de envolver os beneficiários, das sete regionais indígenas do Estado. “Os dados seriam coletados pelos próprios indígenas, diretamente nas aldeias, onde são desenvolvidos os projetos apoiados pelo STI”, acrescentou Marcos Ferreira, coordenador do Subprograma.  

Outro avanço importante foi o lançamento de dois editais de apoio a projetos sociais aos povos indígenas, no valor de mais de R$ 10 milhões. “O Subprograma também apoiou o fortalecimento da segurança alimentar, distribuição de medicamentos,  e o combate aos incêndios florestais nas comunidades indígenas, bem como no fortalecimento institucional da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), que representa, 43 etnias no Estado”, completou Ferreira.  

 


 Marcos Ferreira, coordenador do Subprograma.   (Foto: REM MT)

 

Por Marcio Camilo / REM MT

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Modificado em Quinta, 14 Abril 2022 20:15

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