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REM MT é convidado a falar sobre implantação do sistema REDD+ em Mato Grosso para servidores do Pará

O Programa REM MT, representado pela coordenadora geral, Ligia Vendramin, foi convidado a participar do curso de formação continuada direcionado aos servidores e técnicos do estado do Pará sobre a co-construção do Sistema Jurisdicional de REDD+. O Programa participou do curso na última quarta-feira (12), de forma virtual, onde apresentou como o Sistema de REDD+ foi implantado em Mato Grosso.

 

O convite foi feito pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) e pelo Instituto de Pesquisa da Amazônia (IPAM). A contribuição do Programa REM MT é importante nesse momento, pois o Governo do Pará deu início a um processo de expansão de informações e conhecimentos a respeito da implantação do Sistema de REDD+ no estado.

 

Ligia Vendramin contou como foi a experiência de Mato Grosso na estruturação das políticas de REDD+, que é o primeiro passo para viabilizar um programa de pagamento por resultados, como é o caso do REM MT. 

 

“Nós demonstramos toda a história até chegarmos na estrutura que temos hoje em Mato Grosso. Foi um caminho percorrido em muitas etapas, começando com a redução do desmatamento, a criação do Fórum de Mudanças Climáticas, Publicação do Sistema Estadual de REDD+, instituição do Conselho Gestor de REDD+, o lançamento da Estratégia: Produzir, Conservar e Incluir (PCI) até a assinatura do Programa REM MT e a construção do 1º Sumário de Informações sobre Salvaguardas do Programa”, explicou Ligia.

 

Um dos temas do curso foi o conceito de REDD+ no Brasil e sua utilização como ferramenta no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas - Foto: Daniel Lima / Ascom SEMAS

 

Além de explicar este processo de implementação e estruturação da política de REDD+ em Mato Grosso, Ligia Vendramin também falou sobre a atuação e resultados do Programa REM MT.

“Foi um momento importante, porque, conseguimos mostrar todos os desafios, mas também, todos os avanços e resultados positivos que o Programa apresenta. Um exemplo que citei durante a palestra foi o diálogo com os povos indígenas, que têm participado das decisões que os envolvem em todas etapas do Programa, por meio da governança indígena existente dentro do Programa”, destacou.

 

Além de Mato Grosso, o Programa REM Acre também foi convidado a palestrar para os servidores do estado do Pará, contando sobre a experiência de ser o primeiro programa de pagamento por resultados e de repartição justa de benefícios implementado no país.

 

CONHEÇA O REM MT

 

O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado de Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento. O REM MT beneficia aqueles que contribuem para manter a floresta em pé, como os agricultores familiares, pequenos e médios produtores que praticam a agropecuária sustentável, povos e comunidades tradicionais e os povos indígenas. O REM MT também realiza o fomento de iniciativas que estimulam a economia de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir as emissões de CO2 no planeta. 

 

O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). 




Por Priscila Soares (REM MT)

 

Projeto de pesquisa do Programa REM MT com a Embrapa finaliza com apresentação de resultados do uso de consórcios em sistemas produtivos

Qualidade dos grãos, resultados financeiros e física do solo foram alguns dos resultados apresentados no Workshop de Integração Lavoura-Pecuária, realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, nos dias 23 e 24 de maio, em Sinop. O evento marcou o encerramento do projeto de pesquisa Tecnologias Inovadoras do Sistema Plantio Direto (SPD) e da Integração Lavoura-Pecuária (ILP), voltado para o desenvolvimento sustentável da agropecuária em Mato Grosso, realizado nas últimas três safras.

 

Com recursos do Programa REM MT (UPPI/ SEMA-MT), o projeto é executado pela EMBRAPA, com a gestão financeira da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED) e com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Clube Amigos da Terra (CAT – Sorriso) e Fazenda Santana, localizada em Sorriso.

 

A pesquisa visou oferecer soluções eficazes para a produção agrícola, com foco na redução da população de nematoides, sem comprometer a produtividade. De forma geral, o projeto visa gerar, validar e transferir tecnologias inovadoras, baseadas em consórcios de segunda safra e na solubilização microbiológica de fósforo no solo. 

 

O Projeto também realizou teste de potenciais consórcios em escala reduzida, capacitação de agentes multiplicadores e fortalecimento da assistência técnica, além da motivação e transferência de tecnologias diretamente aos produtores rurais.

 

Estudantes e produtores participaram do workshop realizado na Embrapa Agrossilvipastoril - Foto: Priscila Soares / REM MT

 

O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril e coordenador do projeto, Flávio Jesus Wruck, explicou como as atividades foram desenvolvidas.

“Esse é um projeto híbrido, que envolve pesquisa aplicada, transferência de tecnologia e trabalhamos também com a capacitação de agentes multiplicadores e de técnicos que atuam diretamente com o produtor. Tivemos 2 módulos presenciais, de 12 horas cada um e mais um módulo EAD de 6 horas. Foram 30 horas de capacitação para esses grupos, onde centenas de técnicos foram treinados, principalmente alunos em fase final de seus cursos”, explicou Flávio.

 

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Onã Freddi, que atuou no projeto na parte de fertilidade e física do solo, enfatizou a importância da execução de pesquisas voltadas à produção sustentável.

“Vários produtos são gerados com esse projeto do REM MT, como por exemplo, diversos trabalhos de graduação e teses de mestrado. Tivemos muitos graduandos e mestrandos aprendendo a trabalhar em pesquisa e divulgando tudo isso nas suas vidas profissionais. Então, foi um projeto a nível estadual e até nacional, que teve um impacto muito grande na divulgação do que a gente fez nesses consórcios de segunda safra e com os sistemas integrados”, avalia o professor.